
A proposta do governo dos Açores, no âmbito da revisão do fundo de compensação salarial dos profissionais da pesca dos Açores (FUNDOPESCA) representa, segundo o secretário regional do Mar e das Pescas, uma resposta “mais justa e equitativa”.
“Sem descurar o esforço realizado nas mais diversas áreas para reforçar as condições de vida dos nossos pescadores, quero deixar-vos as linhas orientadoras da reformulação que pretendemos implementar no que respeita ao FUNDOPESCA. Foi um processo moroso, e que envolveu os representantes de toda a fileira e que representa mais um compromisso cumprido por este governo”, salientou Manuel São João, falando num encontro com pescadores na ilha Terceira.
Segundo o governante, “pretende-se reduzir o período relevante de paragem da faina para sete dias consecutivos e treze interpolados, num período de trinta dias, bem como ampliar o âmbito de situações suscetíveis de serem apoiadas pelo fundo”.
O secretário regional sublinhou que “não só é reduzido o tempo de imobilização das embarcações, em caso de catástrofe natural e imprevisível ou condições do estado do mar, como também o valor diário da compensação salarial será majorado em 5% em relação ao atualmente praticado”.
Para além disso, acrescentou, “as medidas propostas vão permitir aos beneficiários deste regime, por cada período de 15 dias de paragem, um aumento superior a 140 euros”.
Manuel São João adiantou ainda que “no sentido de reforçar a natureza social deste apoio, estabelece-se que é assegurado pelo FUNDOPESCA o pagamento dos montantes equivalentes às contribuições e quotizações de cada profissional de pesca para a segurança social referentes à compensação salarial providenciada”, recordando que “atualmente, como a compensação paga pelo fundo não é objeto de descontos para a Segurança Social, gera-se um hiato na carreira contributiva. Com esta proposta de aditamento, os beneficiários ficarão sem hiatos na sua carreira contributiva”.
“Sempre o dissemos desde que assumimos funções. Queremos contribuir para uma melhor e maior sustentabilidade do setor das pescas dos Açores, em parceria com os diversos intervenientes. Juntos seremos sempre mais fortes, com vantagens e cedências, mas só assim poderemos caminhar para que a nossa classe piscatória”, adiantou.
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