Para o Bispo de Angra, D. António Sousa Braga, as Romarias Quaresmais têm um grande significado e, além de serem uma tradição de há muito, hoje em dia são um momento alto da expressão de fé.
D. António é da opinião de que as romarias assumem um significado cada vez maior no mundo de crise em que vivemos, em que é necessário estar abertos ao auxílio que vem do Alto, ao projeto que Jesus estabeleceu na terra e um momento muito especial de comunhão com o Papa Francisco.
O prelado diocesano, para as Romarias Quaresmais deste ano, pede aos romeiros para rezar pelo Papa, pelos Bispos, pelos Padres e um pedido para rezar pelos leigos e próprios romeiros, para que possam ser aquilo que o Papa pede, discípulos missionários.
D. António pede para que “possamos ser pastores vigilantes e presentes no meio do povo como quer o Papa”.
A Romaria Quaresmal de São Miguel iniciou-se como consequência dos violentos sismos e erupções vulcânicas que abalaram Vila Franca do Campo em 1522 e 1563 respetivamente.
Numa era em que os cataclismos naturais eram tidos como punição divina pelos pecados do Homem, os sacerdotes locais tais como o Frei Afonso de Toledo instigaram o povo à prática da devoção e procissões marianas, passando os micaelenses a peregrinar pelas capelas, igrejas e ermidas da ilha rogando a proteção da Virgem e intervenção Divina para a resolução de seus males e aflições.
DL
(Leia a reportagem completa na edição impressa de fevereiro)
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