A Casa do Povo do Cabouco organizou, esta sexta-feira, dia 4 de março, uma sessão informativa de partilhas, reflexão e esclarecimento sobre as Dependências das Drogas e do Álcool.
O objetivo passa por esclarecer a Adição, enquanto doença, proporcionar através de testemunhos e partilhas a informação sobre comportamentos de risco, promover e incentivar os comportamentos saudáveis na sociedade.
No âmbito desta sessão o Presidente da Junta de Freguesia do Cabouco salientou a importância desta sessão para “alertar à população e aos indivíduos mais vulneráveis e também esclarecer como lidar na entrada e na saída desses problemas”.
A sessão informativa contou ainda com a presença das Associações dos Narcóticos Anónimos, dos Alcoólicos Anónimos e da Psicóloga Carolina Ferreira, onde os testemunhos, partilhas e reflexões, esclareceram o tema das dependências às drogas e ao álcool.
Segundo César Pacheco “a Freguesia do Cabouco é igual a todas as outras Freguesias, se calhar até em percentagem temos menos dependências, mas não é por ai, queremos é estar na linha da frente da prevenção, de alertar as pessoas e sensibilizar”.
Por sua vez a psicóloga Carolina Ferreira salientou, nesta sessão informativa, que a adição é uma doença e que a Comunidade estigmatiza alguém que sofre desta doença, sendo a adição definida como a “impossibilidade de controlar o nosso comportamento”.
Carolina Ferreira demonstrou que a adição pode ser separada em duas categorias. Assim sendo, a adição com substancias, nomeadamente as drogas e o álcool e a adição sem substancias, como é o caso dos jogos e das tecnologias.
Um dado esclarecedor que a Psicóloga salientou foi o facto de Portugal estar em 11° lugar no que diz respeito ao consume de álcool no mundo. Nomeadamente, os portugueses bebem em média 13 litros de vinho por ano e nos Açores em média 55,7%, com 45,3% na cidade de Lagoa.
Carolina Ferreira, deixou ainda um alerta recordando que, na Lagoa, “não existe na Lagoa nenhum plano para a dependência”.
DL/AS
Os leitores são a força do jornalismo livre.
Subscreva e apoie. Ao valorizar o nosso trabalho, viabiliza um jornalismo independente e de proximidade. Só assim levamos até si as notícias que contam.
Leave a Reply