
O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia frisou, em Ponta Delgada, que, considerando a “importância estratégica” da investigação ligada ao Mar, vai ser disponibilizado um apoio público “superior a dois milhões de euros”, a que a Universidade dos Açores se pode candidatar para contratar “cerca de uma dezena de docentes ou investigadores para os próximos três anos, de modo a fortalecer o polo universitário da ilha do Faial”.
Este apoio, anunciado, em novembro, pelo Presidente do Governo, “será concertado com a Reitoria”, integrando verbas que estavam, em parte, inicialmente destinadas a outro tipo de investimento na área do Mar.
Gui Menezes considera que este apoio será essencial para fortalecer o polo da Horta da Universidade dos Açores e as Ciências do Mar na Região, sendo que o mesmo lembrou que o percurso desta instituição está “ligado à história da Autonomia”.
O Secretário Regional defendeu que se espera que a Universidade dos Açores continue a ser “um dos principais motores de transformação social e científica da Região”, apontando, para tal, a importância de apostar numa oferta formativa “diversificada, ampla e de qualidade”.
Na sua intervenção, lembrou a criação de programas específicos de apoio financeiro ao desenvolvimento científico e tecnológico, destacando o PRO-SCIENTIA, em vigor desde 2012, “cujo acesso é restrito a entidades de investigação e desenvolvimento (I&D) sediadas nos Açores e cujo principal e quase único beneficiário é a Universidade dos Açores”.
Precisamente no âmbito do PRO-SCIENTIA, frisou a abertura de vários concursos durante o primeiro semestre deste ano, num valor total de financiamento superior a 400 mil euros, sublinhando que o orçamento regional deste ano para a Ciência será aplicado, “maioritariamente, em projetos de investigação, na promoção da internacionalização da investigação, no fomento da cooperação e transferência de conhecimento entre as entidades do Sistema Científico e Tecnológico Açoriano e o tecido socioeconómico”.
O titular da pasta da Ciência sustentou que “a formação avançada é o suporte fulcral ao futuro da Região e à fixação de jovens com qualificação de alto nível, essenciais à criação de emprego qualificado, ao empreendedorismo e à melhoria da competitividade empresarial”, acrescentando que, nesta área, a Universidade dos Açores tem também um “papel fundamental”.
Ainda no que se refere à investigação, Gui Menezes realçou o reconhecimento granjeado “além-fronteiras” pelos investigadores da Região envolvidos em projetos científicos internacionais “de primeira linha” e em áreas científicas que o Governo dos Açores considera de “grande importância estratégica”.
DL/Gacs
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