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Vasco Cordeiro defende importância das regiões na implementação das políticas ligadas ao Mar

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O Presidente do Governo dos Açores defendeu, em Bilbau, Espanha, o papel que devem desempenhar as regiões europeias no âmbito das políticas ligadas ao Mar, frisando que o “amplo património de sustentabilidade e de responsabilidade” que adquiriram na implementação de políticas não pode ser colocado em causa por outros níveis de poder. 

Na intervenção que proferiu na sessão de abertura da Assembleia Geral da Comissão do Arco Atlântico (CAA) da Conferência das Regiões Periféricas e Marítimas da Europa, o Presidente do Governo defendeu, por isso, que as regiões “não podem ser consideradas, nem pela Comissão Europeia, nem pelos Estados, como apenas destinatárias das políticas europeias”.  

Vasco Cordeiro recordou a importância do Mar para regiões como os Açores, nomeadamente no que se refere ao desafio do aproveitamento sustentável das suas enormes potencialidades, seja ao nível dos recursos marinhos, do transporte marítimo ou das acessibilidades às regiões costeiras e insulares, apontando a importância especial que assume o ano em curso, por assinalar o início da implementação e execução dos novos programas operacionais.  

Nesse sentido, salientou que “a evolução nas negociações entre os EUA e a UE para uma Parceria Transatlântica para o Comércio e Investimento, ou até a alteração que se perspetiva de movimentos logísticos internacionais, permitem antever que este espaço atlântico tornar-se-á o maior centro de trocas comerciais do mundo, com um nível de liberalização e um grau de intensidade bem superiores aos atuais”. 

Para Vasco Cordeiro, é necessário “envolver o maior número de parceiros e de interessados, para que possamos reforçar as sinergias entre as nossas Regiões e Estados Membros e desenvolver projetos concretos, de interesse comum, como nas áreas dos transportes, da investigação, das energias e das pescas”.  

Na intervenção que proferiu nesta sessão, Vasco Cordeiro considerou ainda que “as questões de transportes e acessibilidades permanecem nucleares para todas as nossas regiões, condicionadas que estão no seu desenvolvimento pelas caraterísticas geográficas intrínsecas e por distâncias significativas face aos grandes centros”, defendendo que “não se trata de discutir transportes e acessibilidades por si, mas enquanto alavancas ao serviço da coesão social e territorial, esses sim objetivos fundamentais da União Europeia”. 

Nesta sessão, que decorreu no Palácio Euskaldun, sede do Governo Autónomo do País Basco, também intervieram o Presidente do Governo Basco, Iñigo Urkullu, e o Presidente da CAA e do Governo da Cantábria, Ignacio Diego Palacios, além de Ioana Rus, do gabinete da Comissária Europeia para a Política Regional, que fez uma intervenção em nome da Comissária Corina Cretu. 

A Comissão do Arco Atlântico reúne as regiões marítimas atlânticas da Irlanda, Reino Unido, França, Espanha e Portugal e é uma das seis comissões geográficas da Conferência das Regiões Periféricas e Marítimas (CRPM), organização de cooperação inter-regional atualmente presidida por Vasco Cordeiro e que integra cerca de 150 regiões de 28 Estados Europeus, agregando cerca de 200 milhões de cidadãos europeus.

DL/GaCS

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