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“O Mini Tremor é uma desculpa para que as pessoas que têm filhos possam vir a festivais”

Aconteceu na Lagoa mas podia ter acontecido em qualquer outra parte da ilha tal como o próprio Tremor, o festival que percorre e mexe com São Miguel

Festival aconteceu no Convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, no passado dia 12 de abril © CARLOS MELO

“Sete, vidro, botão e pão” são palavras portuguesas que os japoneses adotaram, dizendo-as, atualmente, exatamente da mesma forma. A informação foi transmitida em palco, no claustro do convento de Santo António, na Lagoa, a miúdos e graúdos no espetáculo “Umi” protagonizado pela companhia WeTumTum e pela japonesa Shiori Sakurai no âmbito do festival Mini Tremor. 

A performance é construída através de duas personagens: Zé, que vem de Portugal, e Sally, que vem diretamente do Japão. Ambos conhecem-se virtualmente e encontram-se em palco onde partilham o que sabem de ambas as culturas, através de histórias e da música. “Nós fomos literalmente os primeiros a chegar ao Japão e a criar esta relação com eles, somos no fundo a primeira nação com a qual eles tiveram contacto e acabamos por deixar lá muita coisa nossa”, conta Bruno Estima, que interpreta o papel de Zé. A...

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