O Presidente do Governo reuniu-se esta quarta-feira, 27 de janeiro, em Ponta Delgada, com os deputados da Comissão de Política Geral da Assembleia Legislativa, a quem transmitiu um conjunto de informações relativas às várias componentes do processo de reestruturação da presença militar e civil norte-americana na Base das Lajes.
A convite de Vasco Cordeiro, este foi o segundo encontro de trabalho com os parlamentares açorianos, depois de uma primeira reunião que decorreu em maio de 2014 sobre a mesma matéria.
Além destes encontros, o Presidente do Governo tem mantido contactos com os líderes dos partidos políticos representados na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Segundo nota do executivo regional, relativamente à questão laboral, o Presidente do Governo transmitiu que estão criadas as condições para que o redimensionamento das forças norte-americanas na Base das Lajes se faça sem recurso a despedimentos, mas através de rescisões por mútuo acordo.
Um segundo aspeto analisado na reunião desta quarta-feira, segundo o Presidente do Governo, tem a ver com a componente ambiental, nomeadamente a necessidade de não ser descurada a importância que esta questão tem para uma solução globalmente satisfatória relativamente ao processo da Base das Lajes.
No encontro de trabalho com os deputados estiveram também em cima da mesa as perspetivas futuras para a base da ilha Terceira, um processo que está colocado no âmbito do Departamento da Defesa dos EUA, que tem, até março deste ano, que apresentar um relatório ao Congresso sobre a viabilidade operacional da infraestrutura poder acolher um Centro de Análise de Informações, afirmou Vasco Cordeiro.
O Presidente do Governo dos Açores informou, por outro lado, a Comissão de Política Geral sobre as diligências efetuadas junto do Consulado dos EUA em Ponta Delgada relativamente à situação do radar meteorológico norte-americano localizado na ilha Terceira.
Nos contactos que têm sido efetuados com o Consulado, o Governo dos Açores tem reiterado, segundo Vasco Cordeiro, a “importância verdadeiramente essencial dos dados que resultam da operação deste radar e o facto de ser imperativo que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera tenha acesso atempado e sem problemas” a esses dados.
DL/Gacs
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