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A fé, o exército e a emigração impulsionaram a vocação musical açoriana

© DL
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A fé, que se instalou “como um bem maior” num arquipélago fustigado por adversidades, a disseminação das bandas militares, quando os trabalhadores conquistaram tempo de lazer, e a emigração influenciaram e impulsionaram a criação musical açoriana.

“O povo açoriano, enquanto povo insular, pela localização, pelas tormentas que passávamos, desde as intempéries, até à própria localização geográfica, sempre foi muito fustigado”, começa por explicar à Lusa Isabel Albergaria, presidente do Conservatório Regional de Ponta Delgada.

Para a organista, “isso deixou uma marca, desde o início” e “essa marca fez com que, consequentemente, a fé se instalasse como bem maior” e “a Igreja Católica encontrou aqui uma incubadora fantástica”, responsável, em grande parte, pelo desenvolvimento da vocação musical nos Açores.

A essa “grande convicção religiosa, obviamente que a música tem de estar associada”, não só pelos “rituais litúrgicos, que têm sempre música – e que também acaba por tocar nas bandas filarmónicas”, mas também pela parte profana das festas religiosas, onde prolifera a música...

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