
O preço dos combustíveis nos Açores vai atingir máximos históricos a partir de 1 de maio. A mais recente atualização significa um aumento de 36,3 cêntimos por litro no gasóleo rodoviário, 21,7 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo (95 octanas) e o gás também sobe 36,9 cêntimos por quilo.
Os novos preços entram em vigor a 1 de maio próximo e afetam a generalidade da população, incluindo agricultores/lavradores e pescadores, pois o gasóleo agrícola passará a ser vendido a 1,63€/litro e o gasóleo pesca artesanal/cabinada atinge os 1,44€/litro. A gasolina de 95 octanas será vendida a um preço máximo de 1,92€/litro e o gasóleo ultrapassa a fasquia dos dois euros, atingido os 2,004€/litro.
Quanto aos preços máximos de venda dos gases liquefeitos, os aumentos também são consideráveis. As garrafas de gás butano de 26 litros vão custar 2,208€/kg; as de 24 quilos em materiais leves (até 8 quilos de vasilhame) passam a 2,408€/kg; o gás butano canalizado no local de consumo ascende aos 2,208€/kg e o butano a granel ao público, nas instalações industriais, sobe para 1,801€/kg.

A realizar pelo quinto ano consecutivo, o encontro açoriano de miniandebol será realizado na cidade da Horta, ilha do Faial, entre os dias 1 e 3 de maio. A festa do andebol de formação contará com uma participação recorde de nove equipas em representação de sete clubes oriundos de quatro ilhas.
Estes números demonstram a vivacidade da modalidade nos Açores pois, no Faial, estarão cerca de uma centena de crianças, com idades entre os 7 e 12 anos. No total dos três dias de encontro serão realizados mais de trinta jogos.
A organização está a cargo da União das Associações de Andebol dos Açores e conta com o apoio logístico da Associação de Andebol da Ilha do Faial. Estarão presentes árbitros das ilhas Terceira e Santa Maria e também da Guarda.
Para além da atividade desportiva, a organização preparou também uma vertente lúdica para os jovens, de modo que possam conviver, interagir entre si e construir novas amizades.

O jovem piloto açoriano, Pedro Câmara Jr., prepara-se para marcar presença, nos próximos dias 1 e 2 de maio, no II Rali Ponta Delgada, naquela que será a sua estreia em competição na ilha de São Miguel.
Após a recente vitória no Rali Terras d’Aboboreira, o piloto chega a esta prova com motivação, encarando este início de época como um conjunto de indicadores muito positivos para o seu crescimento desportivo. “Estou bastante feliz e motivado com tudo aquilo que temos vindo a fazer. Este início de época tem sido muito positivo e dá-nos bons indicadores para o futuro”, disse.
A participação no rali micaelense assume um significado especial para o jovem piloto, não só pela importância da prova, mas também pelo fator emocional de competir na sua ilha. “Vai ser a minha estreia a correr em São Miguel, o que me deixa muito feliz e entusiasmado. Poder competir e aprender aqui na minha terra é algo muito especial para mim”.
Apesar dos resultados já alcançados, Pedro Câmara Jr. mantém uma abordagem focada na evolução contínua, consciente de que se encontra ainda numa fase de aprendizagem. “Os objetivos passam por continuar a aprender o máximo possível. Sendo esta a minha estreia aqui, quero fazer quilómetros, evoluir e, acima de tudo, desfrutar ao máximo deste sonho que estou a viver”.
O piloto destaca ainda a importância da estrutura que tem vindo a construir ao longo desta época, reconhecendo o papel fundamental de todos os que o apoiam. “Estou cada vez mais feliz com toda a equipa que estou a criar à minha volta, desde patrocinadores, amigos, família e entidades. São eles que fazem com que este projeto seja possível”.

Já são conhecidas as equipas vencedoras da 13.ª edição do CanSat Portugal, que decorreu entre os dias 22 e 26 de abril no aeródromo municipal de Ponte de Sor, em Portalegre. A equipa Astros Nó Atlântico, da escola básica e secundária da Madalena, na ilha do Pico, arrecadou o primeiro prémio do concurso escolar do ESERO Portugal, e vai representar o país no evento Space Engineer for a Day da ESA – Agência Espacial Europeia.
A missão secundária da equipa vencedora consistiu em transformar o CanSat no último meio de comunicação viável para catástrofe, enquanto realiza o mapeamento tridimensional do voo, incluindo dados sobre a turbulência e a entropia termodinâmica da atmosfera.
Em declarações à Ciência Viva/Diário da Lagoa, no rescaldo após a vitória, Sara Oliveira, porta-voz da equipa Astros Nó Atlântico, disse: “Sentimo-nos muito realizados. Éramos a única equipa dos Açores, e estamos a representar as nossas ilhas. O mais importante, além dos prémios, é o conhecimento que adquirimos, as conexões que fizemos e as pessoas que conhecemos”. Da equipa vencedora fizeram também parte Rui Batista, Paulo Gabriel Medeiros, Martim da Costa, Maria Medeiros e Gil Gaspar, estudantes do ensino secundário.
Ao longo dos cinco dias do CanSat Portugal, as quinze equipas participantes, compostas por cerca de oitenta estudantes e vinte docentes de todo o país, finalizaram os seus projetos, naquele que foi o resultado de meses de trabalho.
“Tivemos missões secundárias muito criativas e exigentes. Desde o projeto da equipa vencedora, que veio de tão longe, e cuja mensagem captada pelo seu CanSat chegou a cinco pontos do país, passando pelo desenvolvimento de um modelo de inteligência artificial capaz de analisar as imagens do território em tempo quase real, até à construção de um dispositivo de estabilização da queda do CanSat. Houve, realmente, muita inovação nesta edição do CanSat Portugal”, referiu Ana Noronha, diretora executiva da Ciência Viva e membro do júri do concurso.

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na ilha do Faial, vai acolher a final regional do Desafio Kahoot Cultura Geral dos Açores, que este ano assinala a sua oitava edição e tem como tema central a comemoração dos 50 anos da autonomia regional. O evento terá início pelas 10h00.
Na final vão estar presentes os três primeiros classificados de cada ciclo de ensino – 1.º, 2.º e 3.º ciclos – e ainda a categoria Azores Quiz, disputada em inglês e destinada aos alunos do ensino secundário das nove ilhas do arquipélago. Ao todo serão cerca de trinta concorrentes, acompanhados pelos professores que dinamizam a iniciativa em cada uma das ilhas.
O Desafio Kahoot Cultura Geral dos Açores tem-se afirmado como um marco dos planos de atividades das escolas e uma atividade atrativa para os alunos que, ano após ano, procuram repetir a experiência, enquanto aprofundam o conhecimento da sua terra.
Este concurso consiste numa competição digital, disputada através da plataforma ????????ℎ????????????, e incide sobretudo nas temáticas de História, Geografia, Cultura, Literatura, Botânica, Biologia e Etnografia das nove ilhas dos Açores.

Na sua intervenção, realizada no âmbito do 4.º Fórum das Migrações, que decorreu nas ilhas do Corvo e das Flores entre os dias 8 e 10 de abril, numa iniciativa promovida pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades do governo dos Açores, tutelada por Paulo Estêvão, o autarca começou por sublinhar a importância do debate em torno das migrações nos territórios insulares, considerando que estas regiões enfrentam obstáculos permanentes ao desenvolvimento económico e social.
Segundo afirmou, a ultraperiferia é marcada por “distanciamento geográfico e isolamento”, uma realidade que gera custos acrescidos de transporte e logística e condiciona a competitividade local.
Marco Silva apontou também a “pequena dimensão e a falta de escala” como entraves estruturais, explicando que a insularidade e as populações reduzidas, frequentemente envelhecidas, limitam a produção e a dinâmica do mercado interno. O autarca acrescentou que a dependência de setores como o turismo, agricultura ou serviços públicos torna as economias locais particularmente vulneráveis a choques externos.
Perante este cenário, o presidente da Câmara do Corvo defendeu que a gestão das migrações deve assumir-se como prioridade estratégica para o futuro da região.
“É nosso entendimento que uma estratégia de futuro na região, na gestão das migrações, particularmente em realidades demográficas como as nossas, terá de ser implementada através de um modelo de imigração regulada e humanista”, afirmou.
Segundo Marco Silva, as políticas públicas nesta matéria devem assegurar recursos adequados para acolhimento, integração e combate à exploração laboral, procurando equilibrar as necessidades do mercado de trabalho com o respeito pelos direitos humanos.
“Será determinante que as políticas específicas a concretizar garantam a alocação de fundos
para o acolhimento, para a integração e para o combate à exploração”, sustentou.

O autarca, que recebeu a nossa reportagem no seu gabinete, destacou ainda que qualquer resposta migratória deve assentar em princípios claros de dignidade humana, solidariedade e inclusão social. Na sua perspetiva, “cada migrante é, antes de tudo, uma pessoa com direitos”, independentemente do estatuto documental, sendo essencial construir comunidades capazes de acolher e integrar quem escolhe os Açores para viver e trabalhar.
Marco Silva alertou também para os efeitos do envelhecimento demográfico e da saída de população jovem e qualificada, fenómenos que classificou como obstáculos reais ao desenvolvimento económico e social das ilhas. Nesse sentido, defendeu que as migrações devem ser encaradas como “um pilar estrutural na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável”.
Ainda assim, este autarca advertiu que esse processo deve ser conduzido com equilíbrio, garantindo simultaneamente a proteção dos imigrantes e a salvaguarda da identidade cultural e da segurança das comunidades locais.
“O modelo a adotar terá de salvaguardar a defesa dos valores humanistas, dos imigrantes e, simultaneamente, da nossa identidade, cultura e segurança”, declarou.
O presidente da Câmara do Corvo concluiu a sua intervenção apelando ao diálogo e ao consenso entre instituições e sociedade civil, considerando que o futuro das comunidades dependerá da capacidade de conciliar oportunidades e desafios.
“Em síntese, como povo e como comunidade fomos chamados a enfrentar um desafio de enorme complexidade. Cumpre-nos a missão de dialogar e encontrar consenso. O futuro das nossas comunidades dependerá do sucesso da combinação harmoniosa entre oportunidades
e impactos”, finalizou Marco Silva.

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal dos Açores, deteve um homem, com 32 anos, no cumprimento de mandados emitidos pelo Ministério Público, pela presumível autoria de um crime de homicídio qualificado, na forma tentada, com recurso a arma branca.
Os factos ocorreram na ilha de São Miguel quando o suspeito se aproximou de um estabelecimento de restauração e surpreendeu um funcionário que procedia à limpeza do espaço exterior, desferindo-lhe vários golpes, que lhe provocaram ferimentos ao nível do tronco.
A vítima, com 35 anos, de nacionalidade estrangeira, não conhecia o agressor, existindo fortes indícios de ter sido escolhida de forma aleatória, num contexto para o qual terá contribuído o consumo de substâncias psicoativas, designadamente de origem sintética.
O detido foi presente às autoridades judiciárias competentes, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, participou na sessão solene comemorativa do 52.º aniversário do 25 de Abril de 1974, realizada na Assembleia da República, em Lisboa.
A cerimónia voltou a assinalar uma das datas mais marcantes da história de Portugal, evocando o fim de décadas de ditadura e o início de um caminho sustentado na liberdade, na democracia e na participação dos cidadãos na vida pública.
As comemorações deste ano decorrem num contexto simbólico, ao coincidirem com os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e da autonomia regional, dois marcos que resultam diretamente do processo democrático iniciado com a Revolução dos Cravos.
José Manuel Bolieiro tem sublinhado que o 25 de Abril “abriu um novo horizonte histórico”, ao restabelecer a liberdade e criar condições para que a autonomia dos Açores pudesse ser afirmada em democracia. Neste âmbito, destaca a Constituição de 1976 como “um momento fundador”, por reconhecer “com clareza e densidade” a autonomia político-administrativa do arquipélago.
Segundo o governante, esse enquadramento permitiu dotar a região “de órgãos de governo próprio e de um espaço institucional legítimo” para afirmar as suas especificidades e defender os seus interesses.
José Manuel Bolieiro tem igualmente defendido que o 25 de Abril representa “uma conquista democrática em Portugal e nos Açores”, cuja memória deve continuar a mobilizar a sociedade para a defesa da liberdade, da participação cívica e do aprofundamento da autonomia.

A Associação dos Emigrantes Açorianos (AEA), sediada na Ribeira Grande, ilha de São Miguel, foi escolhida para receber uma das Insígnias Autonómicas de 2026, uma distinção atribuída pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e que será entregue nas comemorações oficiais do Dia dos Açores, a 25 de maio.
Em comunicado, a associação, presidida por Andrea Moniz-DeSouza, manifestou “enorme honra e profunda gratidão” pela distinção recebida, considerando tratar-se de um reconhecimento que valoriza o trabalho realizado em prol da emigração açoriana.
“A nossa associação foi escolhida pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para receber uma das Insígnias Autonómicas de 2026, um reconhecimento que muito nos orgulha e que reforça o valor do trabalho que temos vindo a desenvolver em prol da comunidade emigrante açoriana”, refere a nota divulgada pela instituição.
A direção da AEA sublinhou também que a homenagem deve ser partilhada por todos os que contribuíram para a missão da organização ao longo dos anos. “Este reconhecimento não é apenas nosso – pertence a todos os que, ao longo dos anos, têm contribuído com dedicação, espírito de missão e amor às nossas raízes. É a prova de que preservar a identidade açoriana além-fronteiras continua a ser uma causa viva e essencial”.
Na mesma mensagem, a instituição felicitou ainda os restantes homenageados deste ano, considerando ser “uma honra partilhar esta distinção” com personalidades e entidades cujos percursos dignificam a diáspora açoriana e projetam o nome dos Açores no mundo.

A Polícia Judiciária deteve um homem, com 51 anos, pela presumível prática de crimes de abuso sexual de menores dependentes ou em situação particularmente vulnerável, cometidos contra a enteada, com 17 anos, na residência onde coabitavam, na ilha de São Miguel.
A investigação do Departamento de Investigação dos Açores teve início no passado dia 23 de abril, na sequência de uma denúncia da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, após relevação da vítima em contexto escolar.
As diligências imediatas permitiram reunir fortes indícios de que o padrasto, aproveitando-se da relação de confiança e de proximidade, submeteu a enteada a atos sexuais de relevo, consumados quando se encontrava na residência sozinho com a menor. O detido será presente às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório judicial e aplicação das adequadas medidas de coação.