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Parque de Santana acolhe desfile final do maior curso de sempre de preparadores de animais

O 18.º Curso de Preparadores e Manejadores de Animais para Concursos encerra esta quinta-feira com provas práticas em pista, reunindo um número recorde de 80 participantes que asseguram o futuro da raça Holstein-Frísia em São Miguel

© AASM

O Parque de Exposições de São Miguel, em Santana, na Ribeira Grande, será o palco, esta quinta-feira, 2 de abril, da sessão de encerramento do 18.º Curso de Preparadores e Manejadores de Animais para Concursos. Entre as 11h00 e as 13h00, os formandos serão submetidos a provas de avaliação onde demonstrarão os conhecimentos adquiridos através de um desfile de animais em pista, culminando com a cerimónia de entrega de prémios. Segundo a nota enviada pela organização, a cargo da Cooperativa União Agrícola e da Associação Agrícola de São Miguel, a edição deste ano destaca-se pelo sucesso histórico de adesão, contando com 80 participantes — o número mais elevado de sempre registado nesta formação.

Dedicado à raça Holstein-Frísia, o curso decorre desde o passado dia 30 de março, abrangendo uma faixa etária alargada que vai dos quatro aos 45 anos. A iniciativa tem-se consolidado como uma referência regional na capacitação para concursos pecuários, oferecendo aos alunos, ao longo de quatro dias, uma aprendizagem completa que inclui desde a lavagem e tosquia até à alimentação e apresentação estética dos animais. Sob a orientação técnica de Pedro Campos Silva, formador com vasta experiência em certames nacionais e internacionais, os participantes têm a oportunidade de aprender com um dos nomes mais reconhecidos do setor.

A organização sublinha que a forte afluência de crianças e jovens é o principal motor desta aposta contínua. O curso tem atraído não só descendentes de famílias ligadas à lavoura, mas também participantes sem qualquer ligação prévia ao setor primário, funcionando como uma ponte de proximidade com o mundo agropecuário. O impacto da formação ultrapassa as fronteiras da ilha, contando este ano com um formando vindo de Portugal continental e com a participação ativa de alunos da Escola Profissional da Ribeira Grande, reforçando o espírito de convívio, a partilha de experiências e o respeito pelo bem-estar animal.

Lagoa hasteia bandeira do “Laço Azul” e prepara Plano Municipal de Proteção de Crianças e Jovens

O jardim dos Paços do Concelho acolheu a cerimónia que marca o início do mês da prevenção dos maus-tratos infantis, reforçando o compromisso da autarquia com a segurança e o bem-estar dos mais novos através de novas medidas de intervenção local

© CM LAGOA

A Câmara da Lagoa deu início oficial às celebrações do mês da prevenção dos maus-tratos infantis com o hastear da bandeira do “Laço Azul” no jardim dos Paços do Concelho. Segundo informou a autarquia em nota de imprensa, o ato simbólico contou com a presença da vereadora da área da Ação Social e Saúde, Graça Costa, e da Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagoa, Edite Preto. O evento não serviu apenas para sinalizar a efeméride, mas também para anunciar avanços significativos na estratégia municipal de proteção de menores.

Durante a cerimónia, a vereadora Graça Costa destacou a colaboração de longa data entre o município e a CPCJ, revelando que a autarquia irá submeter a aprovação, já na próxima reunião de câmara, o novo Plano Municipal de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens. Esta iniciativa surge como resposta direta aos dados recolhidos no terreno. Conforme explicou a autarca, “face ao relatório apresentado pela CPCJ na Assembleia Municipal, surgiu a necessidade de criar um Plano Municipal de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens, que irá ser apresentado na próxima reunião de câmara para aprovação”. Este documento estratégico será focado em áreas críticas como a saúde mental, as relações interpessoais e o combate a dependências e diversas formas de violência.

A preocupação com o cenário atual foi reforçada por Edite Preto, presidente da CPCJ da Lagoa, que alertou para o crescimento das ocorrências no concelho. “Nos últimos anos, os casos de maus-tratos têm registado algum aumento, nomeadamente maus-tratos físicos, psicológicos e negligência. Neste mês que se assinala o mês da prevenção contra os mais tratos na infância, apelo a que estejamos atentos ao que se passa na nossa casa, na nossa rua, no nosso concelho, para que se possam sinalizar o mais rapidamente possível os casos em questão e possamos proteger os mais novos”, sublinhou a responsável, agradecendo o apoio institucional da Câmara Municipal.

A campanha do “Laço Azul” irá estender-se a toda a comunidade educativa lagoense ao longo do mês de abril. Além do edifício central da autarquia, as bandeiras serão também hasteadas na Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa, na EBI de Água de Pau e na Escola Secundária da Lagoa. O programa prevê ainda a dinamização de diversas atividades pedagógicas com os alunos, visando sensibilizar a população escolar para a importância da denúncia e da prevenção precoce de situações de risco.

Lagoa celebra 30 anos do Concurso de Maios com reforço nos prémios monetários

Estão abertas as inscrições para a 30.ª edição do Concurso de Maios que, este ano, conta com um incentivo financeiro reforçado para os participantes, totalizando mil euros em prémios

© CM LAGOA

A tradição volta a ganhar vida nas ruas do concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel, com o lançamento da 30.ª edição do Concurso de Maios, conforme anunciado em nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense.

O evento, que se assume como um pilar da identidade cultural e do património imaterial da comunidade, está aberto à participação de residentes a título individual, bem como a grupos escolares e instituições coletivas sediadas no município. Com o intuito de valorizar o esforço e a criatividade dos envolvidos, a Câmara Municipal decidiu aumentar o valor global dos prémios para esta edição histórica, distribuindo agora um total de 1.000,00 euros pelos cinco melhores classificados, sendo que o vencedor receberá 300,00 euros, o segundo 250,00 euros o terceiro 200,00 euros, o quarto 150,00 euros e o quinto posicionado 100,00 euros.

Os interessados podem formalizar a sua inscrição até ao próximo dia 29 de abril, utilizando o endereço eletrónico oficial concursodemaios@lagoa-acores.pt ou o formulário disponível no portal da autarquia, onde constam as normas regulamentares. A exposição pública dos trabalhos, que habitualmente transforma o cenário urbano do concelho num roteiro de arte popular, ocorrerá no feriado de 1 de maio, entre as 8h00 e as 18h00. A avaliação será realizada de forma simultânea pelo público, através de votação online na página de Facebook do município, e por um júri técnico composto por três elementos, estando a divulgação dos resultados prevista para o dia 11 de maio.

A vereadora da Educação e Cultura da Câmara Municipal da Lagoa, Albertina Oliveira, sublinha que “a realização do Concurso de Maios representa um momento de grande importância para a preservação das nossas tradições e para o reforço da identidade cultural do concelho, envolvendo diferentes gerações num esforço conjunto de valorização do nosso património imaterial”.

Escrever direito por linhas tortas

João Vieira Paim

Dizem que Deus escreve direito por linhas tortas. Nada parece mais torto que o que vai na cabeça de Trump — ou é o que dizem —, mas nada é mais direito que afundar barcos cheios de cocaína e de assassinos traficantes de droga; nada é mais direito que agarrar num ditador sanguinário e afastá-lo das suas vítimas para sempre; nada é mais direito que os prisioneiros (centenas ou milhares deles) do tal ditador da pseudo-esquerda nazi — alguns deles portugueses, abandonados há anos — serem libertados por medo da assim chamada sucessora do ditador sanguinário.

O resto se verá, e poderá não ser tão positivo como até agora, ou poderá ser só money, oil, etc. Mas as narrativas sobre as razões reais da intervenção na Venezuela talvez devessem ser analisadas pelo comentador a quem chamavam “What if?”, em português: “E se?”.

E se a intervenção tivesse sido sugerida, com força de ter de ser, pelo Pentágono e pela CIA, depois de muita recolha de informação que provava a existência na Venezuela de três ameaças reais a menos de 1.200 km da Flórida, nos EUA?

E se os chineses estivessem a recolher milhares de toneladas por mês de coltan, terras raras e outros minerais fundamentais para a guerra e dominância tecnológica, enviados em bruto para refinação na Colômbia e reenviados para a China com rótulos ligeiramente alterados para fugir às sanções?

E se os russos estivessem implantados de pedra e cal na Venezuela, depois de terem fornecido todo o tipo de armas ofensivas e defensivas e mantendo centenas de instrutores comandados pelo general Oleg Makarevich — assassino que, na Ucrânia, mandou bombardear a barragem cuja destruição inundou cidades e matou muita gente?

E se os iranianos tivessem, por exemplo na Venezuela, uma fábrica de drones capazes de atingir a Flórida?

E se, além de dar um “chuto” nos três principais inimigos dos EUA, ainda pudesse vir bastante petróleo? Esta foi a que convenceu D. Trump, sempre pronto para umas negociatas. Como as outras eram complicadas para ele explicar, focou-se só no oil e nos direitos humanos.

E escrevendo Deus novamente direito por linhas tortas, Trump atacou o Irão — aliás, não, atacou foi o fanatismo religioso que vem fazendo da vida do Irão e dos iranianos um inferno sobre a Terra. Esperemos que não parem até que o último daqueles velhos assassinos em nome de tudo, menos de Deus, esteja enterrado numa vala comum.

A hipocrisia deste mundo sujo logo se expandiu em reclamações de que tal é contra a Lei Internacional. A lei imunda que permitiu o massacre de 30.000 manifestantes desarmados sem a “lei” para os proteger… E a inútil ONU ainda se atreve a “condenar”, como se fosse alguma coisa decente com capacidade para condenar o que quer que seja, e não cúmplice dos mais abjetos regimes terroristas deste mundo ao sentar-se ao lado deles e dar-lhes um reconhecimento e uma participação que estes regimes não devem ter. Não admira que Putin queira moldar uma igual, mas ainda mais à sua imagem.

Que os iranianos se possam livrar de quem os chacinou. Da mesma maneira que o único nazi bom é um nazi morto, estes nazis religiosos devem desaparecer sem deixar rasto. E que o dinheiro do petróleo possa, finalmente, financiar uma vida melhor para os iranianos, em vez do terrorismo internacional e das vidas de luxo daqueles assassinos religiosos.

Quanto à participação de Portugal ou, melhor, dos Açores, esta vem de longe… Salazar foi o primeiro que “expropriou” os terrenos da Base aos terceirenses e colocou a Força Aérea a pagar rendas que eles próprios escolhiam, sem o acordo dos proprietários. E continuaram depois do 25 de Abril (tanta coisa má que devia ter acabado no 25 de Abril, mas que continuou), apenas fazendo umas propostas de compra por valores miseráveis, dando a entender que quem não aceitasse ficava com as rendas ilegais do “Botas”, que até já tinha partido.

Nós pusemos uma ação de despejo da Aerogare construída ilegalmente ao Estado Português, ao Governo Regional e à Força Aérea; finalmente perderam e foram forçados a pagar o triplo do que estavam oferecendo antes. Mas, durante dezenas de anos, serviram para tudo: aeroporto militar e civil (pouco, ao princípio). Vimos todas as intervenções, desde o bloqueio de Berlim à Guerra dos Seis Dias, em que os caças eram munidos e pintados com as cores de Israel na pista, à vista de todos.

Há meses que a atividade era anormal: desde os reabastecedores a treinarem missões aos F-35 a passarem em linha a 700 km/h em frente à Aerogare Civil. Só quem fosse muito crédulo acreditaria que nada de novo se passava.

Esperemos que os iranianos consigam livrar-se desta gentalha e da sua falsa religião medieval, e que saibam, finalmente, que podem, de quatro em quatro anos ou coisa parecida, mandar para o lixo quem não lhes agradar a governar. Mas o que eles dizem e fazem é muito diferente; não estou muito otimista, nem na Venezuela — que passou de moda com a desastrada intervenção no Irão —, onde já não se fala dos 30.000 mortos nem da eliminação da “Gestapo” local.

Hoje os combustíveis sobem de preço no Continente, mas porquê, se se trata de petróleo comprado há três meses ou mais (informação deles, não minha)? Se um merceeiro — para não dizer um hipermercado —, face ao iminente desaparecimento ou encarecimento de algum dos bens que tem à venda, se aproveitar para subir os preços do que tem em stock com base no que os “futuros” vão ser, acho que comete o crime de especulação e pode, no limite, ir parar à cadeia. Mas o Estado pode fazer isso à vontade, ainda lhe chamando “desconto” com bastante hipocrisia?

E nem se fala de fazer o honesto, que seria eliminar a metade do preço dos combustíveis que são impostos (nem lhes quero chamar impostos, que normalmente são algo para os cidadãos terem serviços). Sabem o que pagam esses “impostos”? Milhares de entidades e pessoas privilegiadas que não foram referendadas, mas impostas pela tenebrosa CE e aumentadas pelos nossos políticos, especialistas em transformar a corrupção em direito só para alguns. Vão desde a Quercus e os seus minutos de conselhos aos revestimentos das casas, energias e outras facilidades dos mais ricos (não sou eu que o digo, são as estatísticas), sabendo-se que estas “corrupçõezinhas” ambientais nunca chegarão aos mais pobres — para não falar dos “carritos” elétricos e dos milhares de milhões estourados a subsidiar o turismo de massas (ou “prostituição forçada”, como lhe chamo).

E ainda falam do que é cumprir Abril?

Ilhas do Corvo e Flores acolhem quarta edição do Fórum das Migrações

O Governo dos Açores promove, entre os dias 8 e 10 de abril, um debate alargado sobre os desafios da mobilidade humana na ultraperiferia, reunindo especialistas e comunidades no Grupo Ocidental do arquipélago

© SANDRINA MALTEZ/DL

As ilhas do Corvo e das Flores preparam-se para ser o centro da reflexão sobre o fenómeno migratório nos Açores. Segundo uma nota de imprensa enviada pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, a quarta edição do Fórum das Migrações terá como tema central “Migrações na Ultraperiferia Atlântica: Desafios, Oportunidades e Futuro da Mobilidade Humana na Ultraperiferia”. O evento, que sucede a edições realizadas no Faial, Pico, São Miguel e Terceira, pretende aproximar as instituições das realidades específicas das ilhas mais isoladas, contando com a participação de académicos, entidades públicas e organizações da sociedade civil. A iniciativa é de entrada livre para o público local e terá transmissão direta através da página de Facebook “Comunidades Açores”.

O arranque do programa acontece na quarta-feira, 8 de abril, pelas 14h30, no Pavilhão Multiusos do Corvo. A sessão inaugural contará com as intervenções de Marco Silva, presidente da Câmara Municipal do Corvo, e de Paulo Estêvão, secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades. Um dos destaques do primeiro dia será a conferência de Pedro Portugal Gaspar, presidente do Conselho Diretivo da AIMA – Agência para a Integração, Migrações e Asilo, que abordará o papel desta nova instituição na realidade açoriana. Ainda no Corvo, uma mesa de diálogo analisará como um território de pequena escala pode implementar práticas inovadoras de acolhimento. A jornada na ilha mais pequena do arquipélago encerra com a vertente cultural, através da apresentação do livro “Somos Açores – Um arquipélago vivo pelas ações das Casas dos Açores no Brasil”, do jornalista Ígor Lopes, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

No segundo dia, 9 de abril, o fórum desloca-se para a ilha das Flores, com sessões no Auditório Municipal das Lajes. O programa da tarde foca-se na coesão social e na integração laboral, destacando-se a presença de Vasco Malta, Chefe de Missão da Organização Internacional das Migrações (OIM) em Portugal. O debate incluirá também a perspetiva de associações como a AIPA e a Associação dos Emigrantes Açorianos, bem como um painel dedicado à educação intercultural, onde professores e alunos migrantes discutirão a adaptação curricular e as barreiras linguísticas nas escolas das Flores.

O encerramento do evento terá lugar em Santa Cruz das Flores, na sexta-feira, 10 de abril. A manhã será dedicada aos testemunhos reais de imigrantes e regressados, explorando o sentimento de pertença e os desafios do isolamento insular. A conferência final será proferida pelo professor Paulo Vitorino Fontes, da Universidade dos Açores, que apresentará uma visão prospetiva sobre os direitos humanos e a transatlanticidade para as próximas décadas. A fechar o ciclo de debates, os autarcas Beto Vasconcelos e Elisabete Nóia juntam-se ao Secretário Regional Paulo Estêvão para o balanço final desta edição.

Paralelamente aos debates, o Fórum das Migrações deixa uma marca logística importante no Grupo Ocidental. No dia 10 de abril, às 14h30, será oficialmente inaugurado o serviço da AIMA no balcão da RIAC em Santa Cruz das Flores. Esta medida visa facilitar o acesso dos cidadãos migrantes a serviços essenciais, reforçando a estratégia de descentralização e proximidade que o Governo Regional tem vindo a implementar na gestão das políticas de integração e apoio às comunidades.

Identidade da Candelária imortalizada em monumento na nova Circular à Vila da Madalena

Um bandolim com cinco metros de altura, folhas de figueira e o báculo do Cardeal Costa Nunes compõem a obra que homenageia a história, a cultura e as associações da freguesia na ilha do Pico

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A inauguração da nova Circular à Vila da Madalena, na ilha do Pico, ficou marcada pela revelação de um monumento que pretende ser o rosto da identidade da freguesia da Candelária no coração desta nova variante rodoviária. Segundo a nota enviada às redações, a obra é um “verdadeiro símbolo de cultura e história”, agregando elementos que definem o património imaterial e a herança social daquela localidade do concelho da Madalena.

A peça central do monumento é um bandolim de aproximadamente cinco metros de altura, uma homenagem direta à tradição das cordas que carateriza a freguesia. A estrutura evoca ainda a heráldica local através da representação do báculo do Cardeal Costa Nunes, uma das figuras ilustres da terra, e de folhas de figueira. Estas últimas remetem para uma das culturas agrícolas mais marcantes da Candelária, celebrada na poesia de Manuel Serpa que recorda as “figueiras aconchegadas, rasteirinhas e podadas” que pontuam a paisagem. Todo este conjunto assenta sobre uma eira, elemento que presta tributo ao Grupo Folclórico da Casa do Povo da Candelária, reconhecido como o mais antigo dos Açores.

A conceção do projeto partiu da Junta de Freguesia da Candelária e a execução técnica ficou a cargo da Serralharia Surrica. O financiamento foi assegurado pelo Governo regional dos Açores, através de um acordo de colaboração direta com a autarquia local. Durante a cerimónia, que contou com a animação do grupo folclórico local, o presidente da Junta, Diogo Nunes, fez questão de agradecer a todos os que contribuíram para a concretização do projeto. “Hoje celebramos a nossa identidade, a nossa história e o nosso futuro no coração da Vila da Madalena”, afirmou o autarca, estendendo o reconhecimento às forças vivas e associações da freguesia que se fizeram representar no momento inaugural.

Ponta Delgada lança nova campanha de esterilização gratuita abrangendo municípios vizinhos

Iniciativa que decorre entre abril e outubro permite a esterilização de até quatro animais por agregado familiar, estendendo-se também aos residentes de Vila Franca do Campo e da Povoação

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A Câmara Municipal de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, anunciou a abertura de uma nova campanha gratuita de esterilização de animais de companhia, que terá lugar entre os meses de abril e outubro através do seu Centro de Recolha Oficial (CRO).

Segundo a nota de imprensa enviada pela autarquia, a medida não se limita apenas aos munícipes de Ponta Delgada, abrangendo igualmente as populações de Vila Franca do Campo e da Povoação, fruto de protocolos de colaboração estabelecidos entre estes municípios. Esta abrangência reforça o esforço conjunto no controlo das populações de animais de companhia e na promoção do bem-estar animal em diversas frentes da ilha de São Miguel.

A campanha é direcionada a cadelas, gatas e gatos, estipulando-se que cada agregado familiar possa beneficiar da esterilização de até quatro animais. Os interessados em usufruir deste serviço gratuito deverão proceder ao agendamento diretamente junto do Centro de Recolha Oficial de Ponta Delgada. Esta iniciativa resulta de uma parceria estratégica entre o Município de Ponta Delgada e a Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação, contando ainda com a coordenação das Juntas de Freguesia para garantir que a resposta chegue de forma eficaz e próxima a todos os cidadãos.

Para além do controlo reprodutivo, a autarquia recorda que se mantém em vigor, até ao final do ano, a campanha gratuita de identificação eletrónica. Ambas as medidas integram uma estratégia municipal mais vasta que visa a prevenção do abandono e a proteção da saúde pública. A eficácia deste modelo de intervenção é sustentada pelos dados do ano transato: em 2025, foram esterilizados 615 animais externos ao CRO (sendo 501 felinos e 114 canídeos) números que, segundo a autarquia, comprovam a forte adesão da população e a necessidade contínua de investir em políticas estruturantes para a causa animal na região.

Alunos do Nordeste sensibilizados para os riscos associados ao consumo de álcool

Médicas internas do hospital do Divino Espírito Santo sensibilizaram alunos do Nordeste para os riscos associados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas

© CM NORDESTE

A Câmara Municipal do Nordeste convidou o serviço de psiquiatria do hospital do Divino Espírito Santo a desenvolver uma sensibilização para a prevenção do consumo do álcool junto do público escolar.

O convite foi aceite por aquele serviço, que considerou pertinente e de interesse a sensibilização do público jovem, sendo o próprio serviço de Psiquiatria a indicar as idades apropriadas para o fim em vista.

As sessões foram dinamizadas por duas médicas internas da especialidade de Psiquiatria do hospital do Divino Espírito Santo, nomeadamente Sofia Quintal e Daniela Pacheco.

Foram realizadas duas sessões para alunos do terceiro ciclo, cada uma com a duração de trinta minutos de apresentação, seguidas de quinze minutos para perguntas e discussão. Ao todo, passaram pelo centro municipal cento e vinte e cinco alunos do 7.º ao 9.ºanos.

Na sessão foi realizada uma abordagem sobre a componente química do álcool, o efeito que o químico tem no cérebro dos jovens e com possíveis consequências por se tratar de um cérebro ainda em fase de desenvolvimento até à idade adulta (25 anos), bem como a composição do cérebro e o seu desenvolvimento, a influência que figuras públicas podem exercer sobre os jovens ao associar-se a campanhas que promovem o álcool, as doenças e problemas que podem advir de consumos excessivos, como sejam, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez, acidentes e danos físicos e mentais que podem vir a revelar-se mais tarde em consumos frequentes.

Atualmente, verifica-se um consumo de álcool nos jovens, sobretudo em situações de aglomerados, tendo a sessão das palestrantes alertado para esta situação.

O consumo excessivo de álcool nos Açores, segundo as estatísticas, e todas as consequências que estão associadas ao nível da saúde mental e física, ao nível de problemas sociais e do bem-estar em geral, justificam, também, este género de sensibilizações e, se possível, com o máximo de antecedência possível.

Base das Lajes reforçada com drones MQ-9 Reaper em cenário de tensão internacional

A chegada das aeronaves de alta tecnologia à ilha Terceira, prevista para esta segunda-feira, intensifica a atividade militar na região e gera um misto de habituação e inquietação entre a população local, acompanhada de perto pelas instituições da comunidade

© RTP AÇORES/ IA

A Base Aérea n.º 4, nas Lajes, prepara-se para uma nova fase de operacionalidade com a chegada iminente de drones militares MQ-9 Reaper, no âmbito do prolongado conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

Segundo informações avançadas pela estação de televisão SIC, estas aeronaves de última geração (utilizadas tanto para missões de reconhecimento como para ataque) deverão chegar aos Açores desmontadas em contentores já esta segunda-feira, sendo a sua montagem final assegurada nas instalações da base. Este reforço tecnológico surge num momento em que a prontidão operacional é máxima, tendo as autoridades locais, incluindo as corporações de bombeiros, recebido formação específica para responder a eventuais emergências associadas a estes aparelhos.

A intensificação das operações na ilha Terceira tem alterado significativamente o quotidiano dos residentes, que nos últimos trinta dias se viram confrontados com um aumento exponencial de caças e aviões de reabastecimento.

Para o padre Nelson Pereira, pároco das Lajes, a introdução destes novos meios aéreos acentua a perceção de risco na comunidade. “A chegada destes meios torna a ligação da base ao esforço de guerra ainda mais evidente. Isso inquieta as pessoas, mesmo sabendo que, segundo o que é divulgado, não haverá capacidade de atingir esta base diretamente”, afirma o sacerdote, em declarações à agência Igreja Açores, que refletem o sentimento de uma população que, embora habituada à presença militar, encara com apreensão a evolução do conflito.

O cenário nas imediações da base tem oscilado entre a curiosidade inicial, que levou muitos habitantes e visitantes a deslocarem-se ao aeroporto para observar a movimentação, e uma crescente adaptação ao ruído constante. O pároco local recorda que, nas primeiras semanas, a ansiedade era palpável devido ao receio de a base se tornar um alvo estratégico. Contudo, com o passar do tempo, o estrondo das descolagens e aterragens, mesmo em horários de madrugada, passou a integrar a rotina lajense.

Perante esta incerteza, a Igreja nos Açores tem assumido um papel de retaguarda emocional e pastoral, promovendo momentos de reflexão onde os paroquianos podem partilhar os seus medos. “Temos procurado estar presentes, ouvir as preocupações das pessoas e ajudá-las a encontrar serenidade no meio da incerteza. A fé e a comunidade tornam-se pilares importantes nestes momentos”, conclui o padre Nelson Pereira, sublinhando que, mais do que respostas técnicas, a prioridade tem sido oferecer uma presença de esperança num contexto de vigilância armada que já dura há mais de um mês.

Nordeste investe na prevenção do isolamento social e saúde mental associados ao uso excessivo das tecnologias

Autarquia convidou a associação Desliga para abordara temática do isolamento social e da saúde mental associados ao uso excessivo das tecnologias

© CM NODESTE

A Câmara Municipal do Nordeste convidou a Associação Desliga para uma atividade na escola básica e secundária do concelho, no âmbito da intervenção da equipa de prevenção + consciente desta associação.

A atividade foi dirigida aos alunos do segundo ciclo, sendo dinamizadas sessões interativas e pedagógicas centradas na temática do isolamento social e da saúde mental, associados ao uso excessivo das tecnologias.

O objetivo desta iniciativa foi sensibilizar os alunos para os riscos associados ao uso excessivo da tecnologia, promovendo a reflexão crítica sobre os seus comportamentos digitais e incentivando um maior equilíbrio entre a vida online e offline.

A atividade consistiu na realização de jogos de enigmas, através dos quais os alunos foram desafiados a resolver o misterioso desaparecimento do “Miguel” (um caso fictício). Ao longo da dinâmica, os participantes foram cocriadores da narrativa, envolvendo-se ativamente na resolução dos desafios propostos.

À medida que a história se desenrolava, os alunos compreenderam que o “Miguel” não tinha desaparecido fisicamente. De forma gradual e quase impercetível, foi substituindo a vida real por uma realidade virtual, afastando-se dos pais e amigos. Tornou-se, assim, um “fantasma digital”: presente em jogos e redes sociais, mas ausente na vida daqueles que mais o estimavam.