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Câmara da Lagoa reforça apoio às IPSS com investimento de 335 mil euros

Apoio, formalizado através de contratos-programa com sete instituições, será pago em duodécimos e visa garantir a sustentabilidade de creches, lares e centros de dia

© CM LAGOA

A Câmara Municipal de Lagoa, na ilha de São Miguel, oficializou a assinatura de contratos-programa com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho, num pacote de apoio financeiro que totaliza cerca de 335 mil euros. A verba, que será transferida pela autarquia de forma faseada através de duodécimos, destina-se a garantir a continuidade dos serviços prestados por estas entidades nas áreas da infância e da terceira idade.

O presidente da autarquia, Frederico Sousa, justificou o investimento como um reconhecimento do papel “absolutamente determinante” que estas instituições desempenham na coesão social da Lagoa. Segundo o autarca, o reforço financeiro é essencial para que valências como creches, Centros de Atividades de Tempos Livres (CATL), apoio domiciliário e lares de idosos mantenham a qualidade de resposta perante as necessidades da população. Entre as instituições abrangidas por este protocolo encontram-se o Centro Social e Cultural do Cabouco, a Casa do Povo de Água de Pau, o Centro Social e Cultural da Atalhada, o Centro Social e Paroquial do Cabouco – “O Ninho”, a Santa Casa da Misericórdia, o Centro Sociocultural de São Pedro e o Centro Social de N. Sra. do Rosário.

A par do apoio financeiro, Frederico Sousa aproveitou a ocasião para deixar um alerta sobre os desafios atuais do setor, nomeadamente a crescente dificuldade em mobilizar cidadãos para o voluntariado e para os órgãos sociais destas entidades. Ao enaltecer o trabalho dos dirigentes e colaboradores, o autarca sublinhou que a dedicação destas equipas é o pilar que sustenta o bem-estar e a dignidade de muitos munícipes, reafirmando o compromisso da Câmara Municipal em continuar a valorizar a rede solidária do concelho.

Comissão analisa documentos inéditos para viabilizar beatificação da Madre Teresa da Anunciada

Encontro presencial de dois dias no Santuário do Senhor Santo Cristo marca uma fase decisiva na preparação do processo que visa elevar aos altares a religiosa responsável pelo maior culto de devoção dos Açores

© IGREJA AÇORES/CR

A recém-nomeada Comissão Histórica responsável por estudar as fontes e a documentação relativas à vida e às virtudes da Madre Teresa da Anunciada deu um passo decisivo esta semana com a realização da sua primeira reunião presencial. O encontro, que decorreu entre segunda e terça-feira no Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada, marca uma nova fase na preparação da eventual abertura do processo de beatificação da religiosa clarissa do século XVII. Segundo a coordenadora da comissão, a historiadora Margarida Sá Nogueira Lalanda, estes dois dias de trabalho intensivo permitiram não só consultar documentação histórica inédita ou pouco estudada, mas também definir as etapas concretas que orientarão a investigação nos próximos meses. Durante a estadia, os especialistas reuniram-se com o reitor do Santuário, com o bispo de Angra e com investigadores locais, consolidando uma equipa que une o rigor científico à devoção secular que envolve a figura da Madre Teresa.

A criação oficial desta comissão foi anunciada a 3 de novembro, data do 491.º aniversário da Diocese de Angra, através de um decreto episcopal onde D. Armando Esteves Domingues explicou que o Santuário assumiu formalmente a autoria da causa de beatificação. O grupo de trabalho é presidido por Margarida Lalanda, investigadora do CHAM – Centro de Humanidades e especialista em cultura conventual nos Açores, contando ainda com o contributo do historiador António Camões Gouveia, da Universidade Nova de Lisboa, e da linguista e historiadora Paula Almeida Mendes, da Universidade do Porto. Por ocasião desta nomeação, o reitor do Santuário, cónego Manuel Carlos Alves, sublinhou a importância do rigor neste percurso, manifestando o desejo de que a causa avance “de forma sólida e conclusiva”. O responsável recordou que, embora o processo tenha conhecido várias tentativas de reativação ao longo dos séculos que não chegaram a bom porto, desta vez pretende-se um caminho ininterrupto até Roma, procurando uma “resposta definitiva da Igreja”.

Madre Teresa da Anunciada, nascida Teresa de Jesus em 1658, na Ribeira Seca, continua a ser a figura central da identidade religiosa micaelense, tendo sido a principal impulsionadora do culto do Senhor Santo Cristo após a sua entrada no Convento da Esperança em 1682. O legado de caridade e firmeza espiritual que deixou sustenta um processo de beatificação que teve o seu primeiro fôlego em 1740, mas que nunca chegou a ser concluído. Com este novo impulso, a Comissão Histórica foca-se agora na validação das provas necessárias para a abertura formal da causa a nível diocesano, à qual se seguirá a nomeação de uma Comissão Teológica e de um postulador. Como refere a coordenação dos trabalhos, esta etapa presencial foi fundamental para “debater abordagens de investigação” que permitam, finalmente, levar a bom termo as aspirações de muitos açorianos que veem na religiosa um exemplo máximo de santidade.

Emblemático Café Royal faz 100 anos

© CM PONTA DELGADA

O Café Royal, localizado no coração de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, completou ontem, 20 de janeiro, 100 anos de vida.

O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, esteve nas comemorações do emblemático café micaelense, afirmando tratar-se de um símbolo e espaço histórico da cidade que, ao longo de um século, marcou profundamente a vida social, cultural e económica do concelho.

“Reunimo-nos hoje não apenas para assinalar uma data, mas para honrar um século de vida, de memórias, de encontros e de identidade coletiva. Celebrar os 100 anos do Café Royal, aqui em Ponta Delgada, é celebrar muito mais do que a longevidade de um estabelecimento. É celebrar um lugar onde a cidade respirou, pensou, discutiu, sonhou e se reconheceu ao longo de cem anos”, frisou.

Pedro Nascimento Cabral partilhou, por isso, a convicção de que o Royal nunca se resumiu a um mero “ponto de venda”,  mas sim como um lugar que “cruzou gerações e destinos”, afirmando-se despretensiosamente como património vivo de Ponta Delgada.

“Ao longo de um século, estas paredes ouviram confidências e debates, silêncios e gargalhadas, inquietações e esperanças. Aqui sentaram-se trabalhadores, estudantes, intelectuais, comerciantes, artistas, políticos e viajantes. Aqui nasceu a rotina diária de muitos micaelenses e aqui se construiu, sem o saber, uma parte essencial da memória viva da cidade”, sublinhou.

Numa breve resenha histórica, o autarca destacou ainda a forma como o estabelecimento comercial acompanhou as transformações profundas por que passou o país e, de um modo particular, a ilha de São Miguel e a Região, desde que foi inaugurado a 20 de janeiro de 1926.

“O Café Royal viu passar ditaduras e democracias, crises e renascimentos. Assistiu às grandes transformações do século XX, às mudanças sociais, económicas e culturais, e permaneceu sempre como um porto seguro — tal como o porto ali perto, que lembra a ligação profunda dos Açores ao mundo”, disse, sem evitar lembrar também a Revolução do 25 de Abril, a manifestação do 6 de junho de 1975 e a consagração do regime autonómico na Constituição de 76.

“Durante esses anos intensos, espaços como o Café Royal continuaram a cumprir o seu papel silencioso mas fundamental: serem lugares de encontro e de diálogo. Aqui discutiu-se o que estava a acontecer. Aqui se expressaram medos e esperanças. Aqui se pensou o futuro. Porque um café histórico não faz política — mas acolhe quem a pensa. E esse é um valor imenso”, declarou.

“O Café Royal soube adaptar-se aos tempos sem perder a alma. Soube manter a sua identidade, o seu ambiente acolhedor, a proximidade com as pessoas. Desde 1991, com nova gestão, a cargo de José Maria Tavares Dias, manteve vivo o espírito de sempre: respeito pela tradição, atenção ao cliente, sentido de pertença.

Em jeito de homenagem e para assinalar a longevidade do espaço comercial, Pedro Nascimento Cabral entregou uma lembrança do Município a José Maria Tavares Dias, momento que ficou marcado pela forma visivelmente emocionada como acolheu o gesto.

Para o autarca, “o Café Royal é – e será sempre – um símbolo de Ponta Delgada”, onde “cada mesa se confunde com a história dos Açores” e “cada parede poderia falar”.

“Celebrar os 100 anos do Café Royal é reconhecer que a história não se faz apenas de datas e acontecimentos oficiais. Faz-se de pessoas como o José Maria e lugares como este. Lugares onde a vida acontece todos os dias, onde a comunidade se constrói, onde a identidade se fortalece. Hoje, vivemos numa Região Autónoma madura, consciente do seu passado e confiante no seu futuro. E esse futuro constrói-se com memória. Sem esquecer quem fomos, o que vivemos, o que superámos. Por isso, este centenário não é apenas uma celebração do passado. É um compromisso com o futuro. Um compromisso para que o Café Royal continue a ser um espaço de encontro, de diálogo, de humanidade — tal como sempre foi. Que continue a ser um lugar onde se entra para beber um café…e se sai com uma história”, finaliza.

SATA reforça ligações de e para o destino Açores

© DIREITOS RESERVADOS

As companhias aéreas do Grupo SATA apresentaram esta terça-feira, 20 de janeiro, o programa de voos para a temporada de verão IATA 2026, período oficial de verão da aviação definido pela IATA para 2026, que vai de 29 de março a 24 de outubro de 2026, focado sobretudo no reforço das ligações entre o continente português e os Açores.

A operação mantém também a consistência das ligações à América do Norte. O planeamento, diz a companhia aérea açoriana em comunicado, “privilegia a utilização eficiente dos recursos, garantindo uma operação sustentável e assente na complementaridade entre a Azores Airlines e a SATA Air Açores”.

Em conjunto, as duas companhias irão assegurar mais de 800 voos por semana com origem /destino no Arquipélago dos Açores. A operação de verão caracteriza-se por um aumento das frequências nas rotas Lisboa–Ponta Delgada, Lisboa–Terceira e Porto–Ponta Delgada. Para concentrar capacidade nas rotas mais procuradas, “o Grupo não retomará rotas que registaram menor desempenho, direcionando recursos para o mercado doméstico” diz a SATA.

No que respeita às ligações interilhas, a oferta será semelhante à do verão de 2025, com reforços pontuais nas rotas que tradicionalmente apresentam ocupações superiores a 90%. O presidente da SATA Holding, Tiago Santos, salienta que “a operação para o verão de 2026 reflete um compromisso inabalável com os Açores e com a sua diáspora. Ao reforçar as ligações domésticas, assegurar a conectividade com a América do Norte e otimizar a utilização da nossa frota, estamos a construir uma operação mais sustentável e orientada para aquilo que é prioritário: servir os açorianos e garantir a acessibilidade e a mobilidade no arquipélago.”

A SATA Air Açores prevê operar cerca de 570 voos interilhas por semana, cobrindo dezasseis rotas com uma frota de sete aeronaves. Haverá reforço nas ligações Ponta Delgada – Terceira, Ponta Delgada–Pico, Ponta Delgada–Horta e Ponta Delgada–Flores, devido às elevadas taxas de ocupação registadas em 2025, sobretudo entre junho e setembro.

“Tal como no ano anterior, a operação poderá ser reforçada temporariamente nos períodos de maior procura, nomeadamente durante festividades regionais. O planeamento conjunto da Azores Airlines e da SATA Air Açores integra obrigações de serviço público, rotas liberalizadas e destinos nacionais e internacionais que convergem nos Açores. A articulação de horários entre as duas operações é uma prioridade, permitindo que quem chega ao arquipélago através das várias portas de entrada possa prosseguir viagem para qualquer ilha com tempos de ligação reduzidos” escreve a companhia aérea açoriana.

 

Bolsas de estudo para o ensino superior já chegaram a 450 estudantes açorianos

Investimento insere-se num esforço global de 4,9 milhões de euros realizados desde 2021. Apoio individual de 2.750 euros anuais, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelo Orçamento Regional, visa garantir a igualdade de oportunidades e mitigar as carências económicas de cerca de 650 alunos

© DL

O Governo regional dos Açores, através da secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, confirmou que 450 estudantes residentes no arquipélago já receberam o pagamento da bolsa de estudo referente ao ano letivo 2025/2026. Em nota enviada pelo Governo regional, detalha-se que este apoio, inserido no Programa de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes no Ensino Superior, é destinado a alunos em situação de carência económica e residentes na região há pelo menos três anos, consistindo numa bolsa anual de 2.750 euros paga em quatro prestações trimestrais.

No presente ciclo letivo, registaram-se 998 candidaturas, das quais 653 foram aprovadas, resultando até ao momento no apoio efetivo a 450 beneficiários, divididos entre financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (150 bolsas) e do Orçamento da Região (300 bolsas). Mónica Seidi destacou que este investimento reflete o compromisso do executivo com a igualdade de oportunidades e a valorização das qualificações dos jovens açorianos.

“Desde 2021, já foram atribuídas 1.800 bolsas de estudo, representando um investimento global de 4,950 milhões de euros, um esforço significativo que demonstra a prioridade que este Governo atribui ao apoio social aos estudantes e às suas famílias”, sublinhou a governante na mesma nota.

Através deste programa, que articula verbas regionais e fundos europeus, o Governo dos Açores sublinha que está a apostar em políticas que promovam o sucesso académico e a coesão social, procurando mitigar as desigualdades no acesso ao ensino superior.

Governo regional entrega 13 casas na Terceira e garante que habitação é prioridade

Investimento de 2,4 milhões de euros, inserido no PRR, beneficia 42 pessoas na Urbanização de São Brás. José Manuel Bolieiro sublinha que 100% dos procedimentos do PRR Habitação na ilha já estão lançados

© GRA

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu esta segunda-feira, 19 de janeiro, à cerimónia de entrega de 13 novas habitações multifamiliares na Urbanização de São Brás, na ilha Terceira, numa iniciativa que o governante classificou como a concretização de um compromisso público orientado para o bem-estar social.

Segundo uma nota enviada pelo Governo regional, este novo empreendimento, integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), representou um investimento total de 2,4 milhões de euros e irá beneficiar 13 agregados familiares, num total de 42 pessoas. José Manuel Bolieiro sublinhou, na ocasião, que a responsabilidade do seu executivo passa por “fazer acontecer o desenvolvimento do bem-estar social, o apoio às pessoas e às famílias”, reforçando que estas são o “fim principal da missão governativa”.

As habitações, que incluem tipologias T2, T3 e T4, foram atribuídas em regime de arrendamento com opção de compra, permitindo que os arrendatários adquiram o imóvel após um ano de contrato. Este modelo pretende conferir maior estabilidade às famílias, tendo o concurso público registado uma elevada procura com 257 candidaturas. De acordo com a nota enviada pelo Governo regional, o líder do executivo destacou que a habitação é uma prioridade “absolutamente cristalina”, sendo um fator determinante para a felicidade e para os projetos de vida dos açorianos. “A habitação tem-se afirmado cada vez mais como uma das prioridades”, afirmou o presidente, apontando o PRR como uma “alavanca” distintiva para acelerar as respostas públicas nesta área.

No que diz respeito ao balanço da execução do PRR Habitação na ilha Terceira, o Governo dos Açores informou que todos os procedimentos já foram lançados, somando um investimento final de aproximadamente 25,1 milhões de euros. Atualmente, na ilha, contabilizam-se 37 casas concluídas e 39 em fase de construção, além de 192 intervenções de reabilitação entre obras terminadas e em execução. A nível de todo o arquipélago, os procedimentos para 767 respostas habitacionais já se encontram lançados, envolvendo um investimento global de 65 milhões de euros.

“Pinceladas da Natureza” em exposição no Nordeste

© CM NORDESTE

Está patente na Sala de Exposições do Nordeste a exposição de pintura “Pinceladas da Natureza”, mostra que apresenta o trabalho realizado pelos onze formandos que ao longo do ano de 2025 participaram em mais uma edição do curso de pintura ministrado pela professora Sílvia Preto.

Presente na inauguração em representação da Câmara Municipal do Nordeste esteve a vereadora Sara Sousa. O curso de pintura, recorde-se, foi lançado pelo município no ano de 2019, em resposta ao interesse demonstrado por um grupo de pessoas em situação de aposentação que viram nesta atividade artística uma forma útil de ocupar o tempo livre.

O município acolheu a proposta e abriu-a a todos os interessados do concelho com vontade de experimentar ou de aperfeiçoar esta arte plástica, convidando para dar o curso a professora da disciplina de EVT da Escola Básica e Secundária do Nordeste, Sílvia Preto.

Desde a primeira edição que a adesão tem sido muito positiva, tendo o curso sofrido uma interrupção entre 2020 e 2021 devido à pandemia, sendo retomado em 2022.

A exposição poderá ser visitada até 27 de fevereiro, estando aberta para visitas também à hora de almoço, entre as 12h30 e as 13h30, para quem não tenha oportunidade de passar pela sala de exposições noutro horário.

Governo regional paga 1,4 milhões de euros em Complemento ao Abono de Família

Apoio relativo ao segundo semestre de 2025 chegou hoje a mais de 30 mil beneficiários em todas as ilhas do arquipélago

© MIGUEL MACHADO/GRA

O Governo regional dos Açores, através do Instituto de Segurança Social dos Açores (ISSA), procedeu hoje, 19 de janeiro, ao pagamento do Complemento Açoriano ao Abono de Família para crianças e jovens (CAAF), referente ao segundo semestre de 2025. De acordo com nota de imprensa enviada às redações, este pagamento abrangeu um total de 30.653 beneficiários, correspondendo a um montante global de 1.473.427,70 euros, reforçando o apoio direto às famílias com crianças a cargo em todo o arquipélago.

Este instrumento de política social, atribuído semestralmente aos titulares do Abono de Família residentes na região, tem registado um investimento crescente. Segundo a mesma nota, o valor investido no CAAF cresceu 54% desde 2019, sendo que, desde 2021, os governos da coligação PSD/CDS-PP/PPM já aplicaram cerca de 13,6 milhões de euros neste apoio específico.

A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinha no comunicado que este complemento representa um contributo direto para a melhoria das condições de vida das famílias, ajudando a fazer face a despesas de sustento e educação. Para a governante, a medida assume um papel relevante no combate à pobreza infantil e na redução das desigualdades regionais, servindo também como incentivo à natalidade nas nove ilhas.

A nota de imprensa recorda ainda que o executivo açoriano continua a promover o bem-estar infantil através do programa “Nascer Mais”, que providencia um incentivo financeiro de 1.500 euros para produtos de farmácia a crianças nascidas nos Açores. “No ano transato, esta medida abrangeu dois mil beneficiários únicos e, desde 2022, já foram investidos cerca de 5,4 milhões de euros neste programa”, concluiu a secretária regional.

Luís Garcia encerra roteiro “Açores com Futuro” na ilha do Corvo

A iniciativa, que visa destacar o sucesso e a resiliência dos jovens nas nove ilhas do arquipélago, termina esta terça-feira com uma sessão na Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira

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O presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Luís Garcia, promove esta terça-feira, na ilha do Corvo, o nono e último encontro do roteiro “Açores com Futuro – Jovens que Inspiram”. A iniciativa, que cumpre o propósito institucional de aproximar o parlamento açoriano a todas as ilhas e estabelecer um contacto direto com os cidadãos, terá o seu ponto alto amanhã, às 10h00, com a sessão de abertura na Biblioteca da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira.

A agenda no Corvo teve início ainda na tarde desta segunda-feira, com uma visita de Luís Garcia ao projeto empreendedor “Sazorea”, da promotora Catarina Andrade. Já na manhã de terça-feira, após a sessão oficial, decorrerá a palestra subordinada ao tema “Ilha do Corvo: Desafios e Oportunidades”, que contará com a participação dos jovens locais João Estêvão, professor de Educação Física; Ana Pimentel, professora de Educação Básica; Rui Pimentel, Vigilante da Natureza; e a própria Catarina Andrade. O debate, moderado por Carlota da Silva, servirá para partilhar percursos de sucesso e refletir sobre a fixação de talentos na ilha.

O roteiro “Açores com Futuro” pretende destacar e celebrar jovens que, ao regressarem após períodos de estudo fora do arquipélago ou investindo em carreiras profissionais sem passagem pelo Ensino Superior, alcançaram sucesso nas suas áreas. Ao divulgar estes testemunhos, o projeto visa demonstrar que os Açores oferecem oportunidades reais de crescimento pessoal e profissional, reforçando a ligação das instituições democráticas à juventude de todas as ilhas da região.

Simulacro na Escola Secundária de Lagoa

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No passado dia 7 de janeiro, pelas 09h30, realizou-se, na Escola Secundária de Lagoa, o primeiro simulacro escolar, onde toda a comunidade escolar participou numa atividade que pretendeu promover a segurança e prevenção de alunos, professores, assistentes operacionais e assistentes técnicos. Este exercício tem como missão principal testar todos os membros desta comunidade escolar a agir de forma correta e organizada perante uma emergência, neste caso, um sismo.

Ao sinal de alarme – para toda a escola – os diversos alunos e professores saíram das salas de aula, de forma ordeira, seguindo os procedimentos habituais para este tipo de situações, procurando respeitar o plano de evacuação desta Unidade Orgânica.

Nos quatro Pontos de Encontro da Escola Secundária de Lagoa, foram realizam as contagens para confirmar que todos os elementos se encontravam em segurança.

Este tipo de iniciativas é fundamental, uma vez que permite identificar aspetos a melhorar e reforçar comportamentos de segurança responsáveis. Além disso, contribuiu para aumentar a consciência e a preparação dos membros desta escola para possíveis situações reais.