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Jovens deputados reunidos em Assembleia Municipal Jovem na Lagoa

© CM LAGOA

O Auditório Ferreira da Silva, na Vila de Água de Pau, acolheu a Assembleia Municipal Jovem, reunindo os deputados jovens representantes do terceiro ciclo e do ensino secundário das escolas do concelho de Lagoa. O presidente da Assembleia Municipal da Lagoa, Ricardo Martins Mota, presidiu à sessão, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa, e dos cinco presidentes das juntas de freguesia.

Aberta a toda a comunidade, a iniciativa integrou as comemorações do Dia do Poder Local na Região Autónoma dos Açores, celebrado a 26 de novembro.

De acordo com nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense, Ricardo Martins Mota saudou e agradeceu aos jovens deputados presentes pela sua participação democrática e pelo facto de representarem os seus colegas, destacando que essa representação implica “responsabilidade e honra”. O presidente da Assembleia Municipal da Lagoa deixou, ainda, uma mensagem de incentivo aos jovens, apelando para que “sem medo, nem receio, exerçam o vosso talento, sejam parte integrante da construção da sociedade de futuro, melhorem com a vossa ação o vosso território, na tolerância e pluralidade de opinião, na inclusão e humanidade”. Salientou, igualmente, que esta iniciativa envolveu uma participação recorde de jovens, mais precisamente 953 alunos que tiveram acesso à informação sobre a Assembleia Municipal Jovem, fruto da parceria desenvolvida entre as escolas do concelho e a autarquia lagoense.

Já, o presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa, destacou que a Lagoa é o único concelho da ilha de São Miguel a realizar assembleias municipais jovens. “Fomos pioneiros e já recebemos um prémio nacional por esta iniciativa. Felicito os jovens deputados e tomara que todas as assembleias municipais tivessem o nível de maturidade que estes jovens demonstraram. Foram um verdadeiro exemplo para todos os deputados, sejam eles regionais, da República ou municipais”, afirmou.

Ao longo da sessão, os jovens apresentaram ideias, preocupações e propostas para o contínuo desenvolvimento do concelho, elencadas nas cinco freguesias, relacionadas com diferentes áreas, nomeadamente a criação de mais valências sociais que promovem o envelhecimento ativo e o melhoramento e criação de mais infraestruturas municipais desportivas e recreativas.  A saúde foi também tema central entre os jovens que destacaram a importância das acessibilidades para pessoas portadoras de deficiência motora em determinados espaços públicos; o funcionamento do sistema de saúde a nível concelhio e regional, bem como abordaram sobre a problemática das toxicodependências e possíveis soluções para a diminuição desse flagelo.

Questões de urbanismo, espaços públicos e segurança também marcaram esta assembleia, nomeadamente no que diz respeito à disponibilização de mais equipamentos urbanos e sinalização rodoviária nas zonas mais movimentadas, como escolas e zonas de maior tráfego; o reforço de segurança em determinadas zonas e mais ações de sensibilização ambiental. Já na vertente cultural, foi deixada a sugestão para a criação de mais iniciativas no âmbito recreativo e cultural que envolvam os jovens com idades compreendidas entre os 12 e 18 anos, para que possam desenvolver a sua criatividade, talento e proporcionar uma ocupação de tempos livres de forma saudável.  

No final da sessão, Júlia Rego e Natacha Vieira foram eleitas para representar os jovens na Assembleia Municipal de Lagoa.

A Assembleia Municipal Jovem contou com dois momentos teatrais, que abriram e encerraram a sessão, protagonizados pelos alunos do 6.º A da Escola Básica Integrada de Água de Pau e do 9.º B da Escola Secundária da Lagoa.

Governo dos Açores pede mais tempo à Comissão Europeia para privatizar a SATA

© ISAAC STRUNA

No contexto das reuniões regulares do Governo dos Açores com a Comissão Europeia, o Executivo solicitou a prorrogação, até 31 de dezembro de 2026, da decisão relativa à reestruturação do Grupo SATA, tendo em conta a resposta do mercado e complexidade do processo. “Tal prorrogação permitirá garantir a conclusão das medidas previstas no Plano de Reestruturação e assegurar a estabilidade operacional e financeira do grupo” indica a nota de imprensa do Governo regional.

“Entretanto, foi entregue uma proposta formal para a aquisição da Azores Airlines, demonstrando o interesse de investidores privados na transportadora aérea açoriana e reforçando a confiança no trabalho desenvolvido no âmbito da sua reestruturação. Esta proposta encontra-se atualmente em fase de análise pelo júri” pode ler-se na mesma nota.

O Governo Regional assinala também que se encontra na fase final o processo de autonomização da área de handling, com a criação de uma nova empresa, a SATA Handling, possibilitando, deste modo, avançar para a alienação desta unidade de negócio prevista no Plano de Reestruturação aprovado.

“Estes acontecimentos são avanços decisivos na concretização do compromisso do Governo dos Açores de assegurar a sustentabilidade do Grupo SATA, proteger a sua missão de coesão e continuidade territorial e promover a competitividade do setor da aviação regional” sublinha o Governo regional.

O Governo dos Açores reafirma que continuará a trabalhar com transparência e determinação para garantir o cumprimento integral do Plano de Reestruturação, salvaguardando simultaneamente os interesses da Região Autónoma dos Açores e de todos os seus cidadãos.

Somos Todos Louvre

José Estêvão de Melo
Engenheiro Informático

O assalto ao Louvre demonstrou, uma vez mais, que o elo mais fraco da segurança digital continua a ser o fator humano. Os erros encontrados eram tão básicos que parecem ficção: um servidor a correr um sistema operativo com mais de 20 anos, um sistema de videovigilância protegido pela palavra-passe “Louvre” e uma infraestrutura que já nem era suportada pelo fabricante. Para agravar, existiam relatórios, alguns com vários anos, que alertavam para estas vulnerabilidades sem que nada tivesse sido feito.

Estas falhas são inteiramente evitáveis, mas continuam a repetir-se nos mais variados setores. A cibersegurança parece frequentemente um tema extremamente complexo, e por vezes é; existem ataques sofisticados que exigem enorme conhecimento técnico e criatividade singular. No entanto, a maioria das intrusões bem-sucedidas explora erros simples: passwords iguais ao nome do utilizador, combinações numéricas triviais, reutilização de credenciais em múltiplos serviços ou ausência de atualizações básicas. Basta que um único portal seja comprometido para que contas noutros sistemas fiquem também em risco.

E estes problemas não se limitam ao mundo digital. Num silo de mísseis balísticos intercontinentais nos Estados Unidos, soldados deixaram a porta de segurança para o centro de controlo e comando aberta porque não queriam cumprir o protocolo completo de acesso. Outro caso emblemático envolveu a aplicação Strava: ao partilharem rotinas de corrida, militares revelaram inadvertidamente a localização, o tamanho e até a função provável de edifícios em bases ultrassensíveis, incluindo a Área 51 e instalações no Afeganistão e na Síria.

Uma justificação comum que encontro para o pouco cuidado com a segurança digital, é a ideia de que “ninguém vai atacar uma empresa pequena, porque não tem nada de valor”. Este é um mito perigoso. Mesmo que não apreciemos o valor que os nossos dados têm para os outros, eles têm valor para nós. Uma base de dados de faturação contém créditos e informação essencial para a operação de qualquer PME; se for cifrada num ataque de ransomware, a empresa pode ficar paralisada e incapaz de cobrar valores em aberto.

Pior ainda: as PME são, de facto, o alvo preferencial deste tipo de ataques. São vistas como mais vulneráveis, com defesas mais fracas e maior probabilidade de pagar para recuperar a atividade. O custo médio de recuperação pode atingir dezenas de milhares de euros, e cerca de 60% das empresas afetadas encerram nos seis meses seguintes ao ataque. Para os criminosos, atacar cem pequenas empresas é mais rentável do que tentar penetrar numa grande organização com equipas de segurança dedicadas.

Este fenómeno tornou-se ainda mais grave com o surgimento do modelo Ransomware-as-a-Service (RaaS). Tal como nos serviços de software legítimos, os operadores desenvolvem e mantêm o malware e alugam-no a afiliados. Estes, por sua vez, não precisam de grandes conhecimentos técnicos: utilizam o kit fornecido, exploram credenciais fracas ou realizam campanhas de phishing simples e lançam o ataque. Os lucros são divididos entre operador e afiliado, o que transforma o cibercrime numa indústria global altamente lucrativa e acessível a criminosos com baixo nível de especialização.

Todos estes exemplos, desde bases militares a museus e pequenos restaurantes, ilustram uma verdade fundamental: não importa quão avançada seja a tecnologia, ela pode ser anulada pela negligência mais básica. Uma porta de aço de várias toneladas é inútil se alguém decide deixá-la aberta. A firewall mais cara do mundo é irrelevante se o acesso privilegiado depende de uma password fraca.

E o problema não está apenas nas grandes instituições. Está no nosso quotidiano. Quantos de nós alteramos a palavra-passe do router que recebemos do fornecedor? Quantos cafés mantêm redes Wi-Fi abertas ou partilham a mesma rede entre clientes e sistemas internos? Quantas empresas configuram redes separadas, mas sem o isolamento e filtragem adequados, permitindo que qualquer utilizador externo aceda a conteúdos ilegais e expondo-se a responsabilidades legais por negligência?

Há um ditado que diz: uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco. Nada é mais verdadeiro na segurança digital. E, por isso, podemos dizer que “somos todos Louvre”: porque de uma forma ou de outra, muitos de nós ignoramos aspetos essenciais da nossa própria proteção digital.

João de Melo celebra cinquenta anos de carreira literária no Nordeste

© CM NORDESTE

O município do Nordeste promoveu um evento cultural de comemoração dos cinquenta anos de carreira literária do escritor João de Melo e de lançamento de uma obra editada pela autarquia e da autoria de Mafalda Vicente. Sob o título “As paisagens não existem sozinhas”, inspirado numa frase do livro “Açores: o segredo das ilhas”, do escritor João de Melo, foram dois dias dedicados à literatura, ao território e à paisagem.

Para a celebração das bodas de ouro da carreira literária do escritor João de Melo, natural do Nordeste, freguesia da Achadinha, vários convidados partilharam as suas experiências de trabalho baseadas na obra do autor, havendo ainda uma apresentação focada nos livros que compõem a vasta carreira literária do escritor.

Teresa Viveiros foi uma das convidadas com a apresentação do seu projeto “A mala pedagógica: João de Melo, de menino a escritor”, inspirado na história de vida de João de Melo, assim como Bárbara Mesquita, que foi ao Nordeste exprimir como as palavras de João de Melo a tocaram e ajudaram a desenvolver a sua tese de doutoramento sobre as paisagens da vinha da ilha de Santa Maria.

 Zeca Medeiros, que em 2002 adaptou para televisão o romance “Gente Feliz Com Lágrimas”, retratando o drama de uma família açoriana marcada pela emigração e pelas feridas do passado, e de Urbano Bettencourt, amigo de longa data de João de Melo, com uma apresentação sobre os cinquenta anos de carreira literária do escritor João de Melo, também marcaram presença.

O evento cultural prosseguiu no sábado, com a apresentação do livro editado pela Câmara do Nordeste e da autoria de Mafalda Vicente, “Cronologias do Nordeste, Abordagem histórica e cronológica à evolução territorial do concelho”.

O vice-presidente da Câmara do Nordeste, Marco Mourão, destacou o valor da obra de Mafalda Vicente para a bibliografia do concelho do Nordeste e salientou o empenho e o brio que a autora, arquiteta na autarquia há vários anos, depositou neste livro e no trabalho que executa no município.

O escritor João de Melo, autor do prefácio, fez a apresentação da obra, e vários outros convidados integraram um debate, nesta mesma sessão, sobre “Paisagem, território e identidade: obstáculos e desafios da história local”.

Fizeram parte do painel, Nuno Costa, presidente da secção regional da Ordem dos Arquitetos, João Pedro Regalado, professor da Geografia na EBS do Nordeste, o escritor João de Melo, Mafalda Vicente, arquiteta na Câmara do Nordeste, Bárbara Mesquita, investigadora em Geografia Humana, e Rui monteiro, arquiteto paisagista.

Jorge Rita condecorado pelo Presidente da República

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou esta segunda-feira, 24 de novembro, Jorge Rita com o grau de Comendador da Ordem do Mérito Empresarial, na classe do Mérito Agrícola, numa cerimónia realizada no Palácio de Belém, em Lisboa.

A distinção reconhece o percurso e o contributo de Jorge Rita para o desenvolvimento do sector agrícola e do movimento associativo nos Açores e a nível nacional.

Recorde-se que Jorge Rita iniciou a sua atividade no setor associativo em 1999, como vice-presidente da direção da Associação Agrícola de São Miguel (AASM) e da Cooperativa União Agrícola.

Em 2002, foi eleito presidente de ambas as instituições, funções que exerce até ao presente. Desde 2008, preside igualmente à Federação Agrícola dos Açores. É ainda vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). Paralelamente, lidera o Centro de Estratégia Regional para a Carne dos Açores (CERCA) e desempenha vários cargos de relevo em entidades representativas do setor. É presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Criadores da Raça Frísia desde 2003, da Associação para o Desenvolvimento e Promoção Rural (ASDEPR) desde 2008, e da Assembleia Geral da Associação Nacional de Engordadores de Bovinos desde 2013.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) homenageou, esta terça-feira, dia 25 de novembro, Jorge Rita no jantar comemorativo dos 50 anos da CAP, realizado no Palácio de Xabregas, em Lisboa.

A distinção reconhece os 20 anos de dedicação do dirigente açoriano aos órgãos sociais da CAP e o seu “contributo determinante para a defesa e valorização da agricultura nos Açores e em Portugal” indica a nota de imprensa da AASM. 

Feira “Steam & Games” regressa à Escola Secundária de Lagoa

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A Escola Secundária de Lagoa (ESL) promove a Feira Steam & Games 4.0 nos próximos dias 27 e 28 de novembro. A escola diz que se trata de “um evento marcante no Plano de Atividades”.

A metodologia “Steam” tem vindo a ganhar forma num processo de implementação natural e consistente na escola. Em comunicado enviado ao nosso jornal, a escola refere que pretende que “cada vez mais seja estruturante das dinâmicas pedagógicas ativas e cativantes” com o objetivo da “construção de uma escola diferente, ativa e empreendedora”.

De acordo com a comunidade escolar, as turmas participantes já se encontram a preparar os seus projetos, dando os últimos retoques nos seus posters. “A ciência, a tecnologia, a criatividade, a emoção, o envolvimento, a cooperação, e tantos outros ingredientes já andam no ar por muitos espaços da ESL”, salienta.

“Integrada no programa das comemorações do XXIV Aniversário da ESL, esta feira pretende ser, mais uma vez, um momento em que a escola se revela para a escola, para a comunidade em geral, para o concelho e, este ano, para a ilha”, refere a escola.

A ESL promete ainda que esta edição “será um evento ainda mais inclusivo e também intergeracional”. “Os nossos alunos estão a preparar-se com afinco, conscientes de que fazem parte da construção de um projeto que os capacita de forma abrangente, transversal para os desafios que o futuro lhes pode reservar”, acrescenta a escola lagoense.

O “caminho de descoberta, de participação, de verdadeiro desafio à criatividade, à cooperação, à capacidade organizativa e comunicativa está a ser catalisador”, sendo que o Conselho Executivo diz que pretende que hajam cada vez mais “dinâmicas pedagógicas cativantes, construída por todos e todos”.

Este ano, o evento conta, entre outros apoios, com a medida M3.4.B/ORG EVENTOS DC&T/2025/025 da Direção Regional da Ciência, Inovação e Desenvolvimento.

Abertas inscrições para o 35.º Concurso de Presépios da Lagoa

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Estão abertas as inscrições para a 35.ª edição do Concurso de Presépios da Lagoa, promovido pela câmara municipal. O concurso é aberto a toda a comunidade com residência/sede no concelho da Lagoa e as inscrições estão abertas até ao dia 21 de dezembro.

Como tem vindo a acontecer ao longo das diversas edições no Concurso de Presépios, serão admitidas inscrições em duas categorias, nomeadamente: Presépio Tradicional e Presépio Original. Os presépios, em ambas as categorias, admitem inscrições em cada uma das seguintes classes: Classe I: Pessoas Singulares; Classe II: Escolas, Jardins de Infância, Creches, Ateliers de Tempos Livres e Catequeses do concelho; Classe III: Instituições públicas ou privadas do concelho.

Este ano, as Normas Regulamentares do Concurso de Presépios sofreram algumas atualizações, sendo que a categoria de “Figurado Contemporâneo em Barro”, foi suprimida.

Na Categoria de Presépio Tradicional, será dada particular atenção ao uso de elementos habitualmente presentes nos presépios tradicionais dos Açores, como farelo e pedras; à representação de tradições açorianas; à originalidade; à harmonia estética do presépio e iluminação; à criatividade e, essencialmente, à presença de figurado em barro produzido pelos artesãos lagoenses. Na Categoria de Presépio Original, a inovação introduzida nos materiais utilizados; a prática de reciclagem e/ou reutilização; a originalidade e criatividade; a harmonia estética do presépio e a iluminação serão, igualmente, características avaliadas. 

Estipula-se um mínimo de quatro participantes, para cada categoria e classe, para atribuir os prémios previstos, aos três primeiros classificados. Caso este mínimo não se verifique será atribuído apenas um prémio, ao 1.º classificado. Não obstante, se houver apenas um inscrito numa categoria e classe, o concorrente receberá um prémio de participação no valor monetário de 50,00 € e o respetivo Certificado de Participação.

O júri será composto por cinco elementos que irá avaliar os trabalhos a concurso, através de uma visita presencial, no dia 23 de dezembro e, por seu turno, a avaliação, online, do público, através da rede social Facebook, decorrerá de 24 a 31 dezembro de 2025.

A classificação final, e o consequente ordenamento final dos Presépios a concurso, resultará do somatório da classificação do Júri e da classificação do público, tendo a votação do júri uma ponderação de 65% e a do público de 35%, na classificação final.

No que diz respeito aos prémios, serão atribuídos por cada categoria, sendo que, na Classe I – Pessoas Singulares e na Classe III – Instituições públicas ou privadas do concelho, o primeiro prémio é de 300 euros, seguindo-se de 200 euros para o segundo classificado e de 100 euros para o terceiro. Já na Classe II, Escolas, Jardins de Infância, Creches, Ateliers de Tempos Livres e Catequeses do concelho, a turma ou grupo vencedor ganhará 300 euros. O segundo classificado, cada aluno/utente da turma/grupo vencedor receberá uma caderneta familiar para o Complexo Municipal de Piscinas da Lagoa e o terceiro prémio, a turma/grupo vencedor ganha uma visita a um equipamento lúdico pedagógico à escolha da turma/grupo, disponível no concelho, com tudo incluído, nomeadamente a entrada, o transporte e o lanche.

Todos os participantes receberão, ainda, um certificado de participação da Câmara Municipal de Lagoa e os resultados serão anunciados a partir do dia 10 de janeiro de 2026.

Os interessados neste concurso poderão fazer a sua inscrição, através do telefone 296 960 600, ou via e-mail, para: concursopresepios@lagoa-acores.pt e, ainda, através do formulário de inscrição disponibilizado no portal da Câmara Municipal de Lagoa, em www.lagoa-acores.pt

 

Cube de Astronomia realiza observações astronómicas

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O Clube de Astronomia da Escola Secundária da Lagoa realizou no passado mês de outubro uma sessão de observações astronómicas, com o seu telescópio, no Observatório Astronómico de Santana Açores (OASA).

O objetivo inicial deste evento era realizar o registo do trânsito de um exoplaneta, relativo à missão Ariel da Agência Espacial Europeia (ESA), através do “programa” ExoClock. Todavia tal não foi possível devido às condições atmosféricas. Assim, os elementos do Clube presentes, realizaram a observação do cometa Swan, tendo obtido várias astrofotografias deste cometa.

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O cometa C/2025 R2 (SWAN) é um corpo estelar recém-descoberto, em setembro de 2025, que é visível com telescópios, mas não a olho nu. Este “visitante” é um cometa não periódico, com um período orbital de mais de 20.000 anos e tendo o seu periélio a 12/09/2025, tendo alcançado o seu ponto mais próximo da Terra a 20 de outubro, passando a cerca de 0,5 unidades astronómicas do Sol. O seu brilho máximo foi cerca de 4 de magnitude. O cometa C/2025 R2 SWAN foi descoberto por meio de imagens do instrumento Solar Wind Anisotropies (SWAN) a bordo da sonda SOHO. A descoberta foi feita pelo astrônomo amador ucraniano Vladimir Bezugly, que notou o movimento do cometa no campo de visão do SWAN.

O Clube de Astronomia agradece a colaboração do OASA e dos astrónomos amadores João Porto e Valter Reis.

Nonagon recebe evento dedicado à Inteligência Artificial

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O Nonagon – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, na Lagoa, vai receber no dia 5 de dezembro, o IA & Negócios, “a maior iniciativa dedicada à Inteligência Artificial (IA) alguma vez realizada nos Açores”, indica a nota de imprensa da instituição.

O evento conta com oradores regionais, nacionais e internacionais, “reforçando o posicionamento da região no panorama da inovação digital”, escreve o Nonagon.

Com mais de 100 participantes já registados, maioritariamente provenientes do setor empresarial, o evento evidencia “o crescente interesse da economia açoriana pela adoção de soluções tecnológicas avançadas. Os workshops encontram-se totalmente esgotados, mantendo-se apenas vagas para as sessões no auditório”, indica a nota de imprensa.

Integrado no projeto “Capacitação e Transformação Digital das Empresas nos Açores (C16-i05-RAA)”, o evento é financiado pelo PRR e pelos Fundos NextGenerationEU.

O IA & Negócios pretende aproximar empresas, especialistas, investigadores e decisores, promovendo a utilização da Inteligência Artificial como ferramenta de competitividade, inovação e sustentabilidade.

O programa inclui palestras, mesas-redondas e demonstrações práticas, incidindo sobre: aplicações reais de IA em negócios; automação e eficiência operacional; integração de tecnologias emergentes; desafios éticos e estratégicos; desenvolvimento de competências digitais essenciais.

“Este será o maior momento dedicado à Inteligência Artificial alguma vez organizado nos Açores, reunindo contributos regionais, nacionais e internacionais. É uma oportunidade única para capacitar as empresas, estimular a inovação e reforçar a ligação entre tecnologia, ciência e economia”, refere o Presidente do Conselho de Administração da Associação NONAGON, Luís Almeida.

As inscrições encerram a 28 de novembro. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia até 28 de novembro, em www.acores.ai .

Presidente da câmara da Lagoa destaca a cooperação instucional na promoção do sucesso escolar

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O 24.º aniversário da Escola Secundária de Lagoa foi assinalado, no dia 20 de novembro, com uma sessão solene comemorativa e entrega de diplomas de distinção de mérito cívico e académico aos melhores alunos do 3.º ciclo e ensino secundário, do ano letivo de 2024/2025.

A cerimónia teve lugar no auditório da Escola Secundária e contou com a presença o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, do Presidente da Assembleia Municipal, Ricardo Martins Mota, dos presidentes das juntas de freguesia do concelho e de representantes de várias instituições locais.

Frederico Sousa felicitou o novo presidente do conselho executivo, professor Alexandre Oliveira, e relembrou todo o trabalho realizado pelos anteriores membros do conselho executivo. “Hoje celebramos 24 anos de trabalho contínuo desta escola, fruto do empenho do seu corpo diretivo, do pessoal docente e não docente, dos alunos e também dos pais e famílias”, referiu.

Além disso, o autarca salientou que, “este aniversário fica marcado pela presença de vários elementos de várias entidades e instituições lagoenses, sendo notória a conjugação de esforços de toda uma comunidade, e que trabalham em conjunto com a Escola Secundária de Lagoa e o Município, permitindo o desenvolvimento de projetos que valorizam a educação e promovem o sucesso das crianças e jovens do nosso concelho”.

O Presidente mencionou, ainda, os novos desafios para o futuro, não só para os professores como para os alunos. “Os próximos anos serão verdadeiramente desafiantes, com o desenvolvimento das novas tecnologias e da inteligência artificial. Se há escola que está preparada para esses novos desafios é a Escola Secundária de Lagoa, com todos os projetos e ferramentas que disponibilizam aos seus alunos”, afirmou Frederico Sousa.

A Câmara Municipal de Lagoa distinguiu, assim, os melhores alunos do 3º ciclo e do ensino secundário, de acordo com o Regulamento Municipal de Prémio de Mérito Académico. Este ano, o prémio de melhor aluno do 3.º ciclo, foi entregue a Gonçalo Martins. Os alunos Maria Francisca Mota, Rita Rodrigues, Francisco Costa e Leonor Soares também receberam a distinção de mérito.

Já a distinção de melhor aluno do ensino secundário coube à aluna Carolina Martins, que recebeu do Presidente o prémio atribuído pela Câmara Municipal de Lagoa. Foram, ainda, premiados os alunos do ensino secundário: Ana Maria Costa, Daniel Silva, Isadora Vasconcelos, Matilde Silva, Maria Inês Sousa, Madalena Domingues, Manuel Oliveira, Matilde Fumo, Ana Júlia Furtado, Ângela Martins, Nicole Almeida, Luana Sousa, Tomás Araújo, Afonso Matos, Beatriz da Ponte Maré, Nádia Franco, Mariana Pacheco, Martim Costa, Matilde Rebelo, Rita Ponte, Alberto Ferreira, Luana Pacheco, Anastácia Oliveira e Pedro Freitas.

Além dos prémios entregues pela Câmara Municipal de Lagoa, a Escola Secundária premiou, ainda, vários alunos, pelo seu mérito académico e cívico, ao longo do seu percurso escolar, no anterior ano letivo. A sessão solene contou com a apresentação das classes de ballet clássico da Associação Musical de Lagoa e da atuação musical de três alunas da escola secundária.