
A Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, está acolher atividades, nestes dias, como desporto, criatividade e consciência ecológica com a realização de mais uma edição do Festival SARGO Surf & Art. O evento, que arrancou no passado dia 12 e se prolonga até 22 de março, foi apresentado oficialmente no Teatro Ribeiragrandense, reafirmando a cidade como a “Capital do Surf nos Açores”. Segundo uma nota enviada pela autarquia da Ribeira Grande à nossa redação, o festival aproveita as condições naturais da costa norte para envolver a comunidade e os visitantes numa programação que coloca o mar no centro de todas as atenções.
Durante a apresentação da edição de 2026, a vice-presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Délia Melo, destacou que as “peculiares ondas, as fantásticas zonas balneares e a ligação histórica ao mar fazem parte da identidade da comunidade”. Para a autarca, o SARGO é uma forma natural de valorizar os ativos do concelho, sublinhando que “para a Câmara Municipal da Ribeira Grande é uma grande satisfação associar-se a este evento enquanto maior parceira, porque ele representa muito daquilo que é hoje a identidade do nosso concelho”.
Para além das manobras nas ondas, quem passar pela Ribeira Grande nos próximos dias poderá testemunhar a transformação da paisagem urbana. Vários artistas estão a realizar intervenções em diversos espaços da cidade, deixando uma marca visual que pretende tornar o concelho da costa norte mais próximo das pessoas. Esta vertente artística é acompanhada por uma forte componente pedagógica e de sustentabilidade, mantendo o foco na proteção dos recursos marítimos e promovendo ações de sensibilização ambiental.

A escritora Natália Correia foi eternizada através de um mural pintado na freguesia de São Roque, em Ponta Delgada, pela dupla Ruído, composta por Frederico Soares Campos, mais conhecido como Draw, e Rodrigo Guinea Gonçalves, ou Alma, segundo nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal de Ponta Delgada.
A intervenção artística contou com o apoio logístico da autarquia e decorre no âmbito da iniciativa “Murais da Liberdade”, um roteiro artístico nacional, que se encontra a assinalar os 50 anos da Revolução do 25 de Abril com murais pintados em várias cidades do país, lê-se.
Pintando um total de 14 murais, o duo criativo pretende gerar um roteiro artístico nacional que fortaleça a identidade e o orgulho na herança histórica local, mas também os valores democráticos e de liberdade concedidos pela Revolução de Abril, segundo a mesma nota.
Em Ponta Delgada, o rosto escolhido para espelhar esses mesmos valores foi Natália Correia justamente num ano em que a Câmara Municipal encerrou o ciclo de comemorações do nascimento de Natália Correia, explica ainda a autarquia.
Natália Correia nasceu a 13 de setembro de 1923 na freguesia da Fajã de Baixo, em Ponta Delgada, e mudou-se para Lisboa aos 11 anos. Não obstante o amplo reconhecimento público enquanto poetisa, a extensa obra da escritora micaelense inclui também trabalhos de ficção, teatro, ensaio e diário.