
O Dia Mundial da Poesia está a ser assinalado no concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel, com a iniciativa “Versos à Janela: um encontro entre a cidade e a poesia”. Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara da Lagoa, este projeto da Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira estende-se a todo o território concelhio entre os dias 23 e 27 de março, instalando a literatura no quotidiano da comunidade através de janelas e varandas cedidas pelos próprios munícipes.
A iniciativa, que se assume como um projeto comunitário de proximidade, conta com a parceria ativa de todas as Juntas de Freguesia do concelho, que selecionaram uma rua por localidade para acolher estas intervenções poéticas, permitindo que os transeuntes encontrem a literatura de forma inesperada nos seus trajetos habituais.
A curadoria dos textos esteve a cargo de Leonor Sampaio da Silva e Paula de Sousa Lima, figuras de relevo no panorama literário e académico regional. No lançamento do desafio, as curadoras propuseram a seleção exclusiva de excertos de escritoras, numa escolha simbólica que pretende também evocar o mês em que se assinalou o Dia Internacional da Mulher. O conceito inspira-se numa ação original da Casa Fernando Pessoa, desenvolvida durante o período da pandemia, tendo sido agora adaptada à realidade local e ampliada para envolver a participação direta dos moradores da Lagoa.
Para a vereadora da Educação e Cultura, Albertina Oliveira, esta proposta de “poesia a céu aberto” pretende ser “acessível, próxima e surpreendente”. A autarca destaca que se trata de uma “forma de levar a cultura para onde a vida acontece e de transformar a cidade num espaço de leitura e de partilha”, deixando um convite à comunidade para que percorra as ruas do concelho, levante o olhar e se deixe tocar pelas palavras, reforçando a ideia de que “a cidade também se lê e a poesia também se vive”.
O projeto ganha ainda maior dimensão com o prestígio das suas curadoras. Leonor Sampaio da Silva, natural de Ponta Delgada e Professora Associada na Universidade dos Açores, é uma autora reconhecida cujo romance “Passagem Noturna” foi finalista do Prémio LeYa em 2023. Já Paula de Sousa Lima, residente na Lagoa e mestre em Literatura Portuguesa, é uma colaboradora regular da imprensa regional e autora premiada, tendo vencido o prémio Daniel de Sá com a obra “O Outro Lado do Mundo” e figurado também entre os finalistas do Prémio LeYa com o romance “O Paraíso”.
Através desta colaboração entre a autarquia, a academia e os cidadãos, a Câmara Municipal diz que pretende reafirmar o seu compromisso com a democratização do acesso à cultura e a valorização do património literário no coração das suas freguesias.

A Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, na cidade da Lagoa, em São Miguel, reafirma a sua aposta na promoção da literacia e no fortalecimento dos laços comunitários com a realização de mais uma edição do projeto “Sábado em Família”. Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Lagoa à nossa redação, o evento terá lugar no dia 28 de março, pelas 16h00, nas históricas instalações do Convento de Santo António.
Sob o mote “Uma sessão para rir, sonhar e viajar sem sair do lugar!”, o encontro desta vez conta com a participação especial do grupo «Histórias Requinhas», coletivo que se dedica à arte de contar histórias como ferramenta de aproximação entre pais, filhos e o objeto livro. O grupo convidado, que iniciou o seu percurso em 2011, traz à cidade da Lagoa uma bagagem sólida na mediação de leitura. Com foco no despertar lúdico para o universo literário, as «Histórias Requinhas» têm investido continuamente em novas técnicas de narração oral e expressividade, transformando cada sessão num momento de performance envolvente. Ao longo dos anos, o coletivo tem colaborado com diversas bibliotecas e espaços culturais, especializando-se em ciclos de contos que privilegiam a proximidade com o público e a estimulação da criatividade tanto em crianças como em adultos.
A iniciativa, promovida pela autarquia lagoense através da sua biblioteca municipal, é de participação aberta ao público e não requer inscrição prévia, convidando as famílias da freguesia de Santa Cruz e de todo o concelho a desfrutarem de uma tarde diferente.

O Cineteatro Lagoense Francisco D’Amaral Almeida prepara-se para acolher, na próxima sexta-feira,13 de março, pelas 20h30, a sessão de apresentação do livro «Breve História da Cultura Desportiva na Lagoa». Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Lagoa, esta edição surge através da Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira e conta com a investigação do lagoense Marcelo Borges. A génese deste projeto remonta a um convite endereçado pela autarquia ao autor para colaborar na obra comemorativa «Os 500 Anos do Concelho da Lagoa – Álbum de Memórias», publicada em abril de 2025. Contudo, perante a extensão do trabalho de pesquisa apresentado, a autarquia propôs que a investigação fosse aprofundada e ganhasse uma autonomia própria, resultando agora numa publicação que abrange diversos momentos históricos e modalidades que moldaram a identidade desportiva do concelho.
De acordo com a autarquia lagoense, a obra não se limita a um registo estatístico, procurando antes um olhar mais sensível sobre as personalidades que construíram este legado. Sobre o processo de escrita, Marcelo Borges revela que o grande objetivo passou por “criar um trabalho que humanizasse as diferentes fontes de informação reunidas e que não se limitasse a datas e números, mas que nele fosse elevado o nome daqueles que, em diferentes funções, contribuíram para a promoção do desporto e da atividade física no concelho”. Este foco na vertente humana e no esforço coletivo da comunidade lagoense é um dos pontos centrais da publicação, que pretende servir como um documento de memória futura para as próximas gerações de atletas e dirigentes locais.
O livro conta com os prefácios de José Carlos Mota, professor na Universidade de Aveiro e coordenador do Laboratório de Planeamento de Políticas Públicas, e de José Raimundo, vice-presidente da Federação Portuguesa de Patinagem e embaixador para a ética no Desporto. Através desta contextualização académica e institucional, a «Breve História da Cultura Desportiva na Lagoa» procura afirmar-se como um contributo relevante para o património cultural da ilha, celebrando o desporto enquanto pilar de coesão social. O lançamento na sexta-feira marca, assim, a entrega oficial deste trabalho de investigação à comunidade, registando em livro o percurso histórico da Lagoa no panorama desportivo regional e nacional.

A Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, na cidade da Lagoa, disponibiliza ao público um novo acervo dedicado a pessoas com deficiência visual. Segundo nota de imprensa da Câmara Municipal, a coleção é composta por livros em braille e edições adaptadas para amblíopes.
O acervo inicial da Biblioteca Municipal integra 40 monografias e alguns periódicos, com uma seleção que abrange literatura infantil e obras de ficção para o público adulto.
A apresentação formal do novo material decorreu numa cerimónia que contou com a presença da vereadora com o pelouro da Educação e Cultura, Albertina Oliveira, representantes da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal e uma turma de alunos da Escola Básica Integrada de Lagoa.
A vereadora Albertina Oliveira afirmou que este investimento reforça a função da Biblioteca Municipal como um “espaço democrático de conhecimento, onde a leitura e a cultura são direitos de todos”. A mesma responsável sublinhou que a iniciativa se alinha com políticas públicas que visam assegurar a acessibilidade e a inclusão.
A autarquia, citada na nota da Câmara, salienta que a introdução deste acervo é vista como o “início de um projeto contínuo” para a expansão progressiva da coleção, com o objetivo de a tornar mais representativa para todos os leitores.
Foi ainda destacado o papel da colaboração da ACAPO, considerada essencial para a divulgação do novo acervo e para a dinamização de futuras atividades na Biblioteca da Lagoa.

O próximo “Sábado em Família” que decorre dia 28 de setembro, às 16h00, na Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, vai ser diferente dos anteriores e “inédito”, segundo nota de imprensa da Câmara Municipal da Lagoa.
Com o tema “Mães que contam histórias”, a biblioteca desafiou mães a dinamizar a sessão, sendo estas as responsáveis por contar histórias ao público presente no evento.
“Reconhecendo a importância da promoção do livro e da leitura em contexto familiar, considerou-se pertinente envolver as próprias mães na dinamização. Desta feita, a organização sabendo de algumas mães que fazem um trabalho de promoção da leitura em família e, contactando com uma das educadoras da EBJI Tavares Canário, Isabel Cosme, para indicar mais duas, encontrou-se um grupo de mães para dinamizar a próxima sessão”, explica a mesma nota.
Ana Catarina Silva, Laura Pedrosa, Mónica Domingues, Paula Soares e Vera Gata são as protagonistas deste momento dedicado à família, que vai poder contar com a presença de pais, filhos, avós, netos, tios e sobrinhos.
A iniciativa pretende proporcionar um momento cultural e educativo para as famílias, desta vez serão as próprias mães as protagonistas da sessão, de acordo com a autarquia lagoense.
Ana Catarina Silva, que se assume como ativista pela dignidade e equidade, é psicóloga, com experiência em diferentes áreas de intervenção. Mãe de um casal, partilha com a família a paixão pelos livros e por viagens. Prova disso é o projeto e blog intitulado “Viajário Ilustrado”, ao qual se dedica, já há alguns anos, como viajante e contadora de histórias e aventuras pelo mundo.
Por seu turno, Laura Pedrosa, natural de Leiria, possui Mestrado em Ciências da Educação na Universidade Nova de Lisboa. Estando grávida de sete meses do primeiro filho, muda-se para os Açores. Professora, no ano lectivo transacto lecionou na EBJI Francisco Machado Faria e Maia, no Cabouco. É mãe de um casal, ambos nascidos nos Açores, incutiu neles desde cedo o gosto pela leitura.
Já Mónica Domingues, licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, é especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Psicologia da Educação. Desempenha funções, desde fevereiro de 2017, na equipa técnica operativa do Comissariado dos Açores para a Infância. É mãe de duas meninas com 6 anos de idade, a quem administra diariamente uma dose generosa de brincadeira. O mundo das crianças é a sua paixão e assume a promoção dos seus direitos e a sua proteção como a missão da sua vida.
Paula Soares, residente na Lagoa, educadora de infância na EBJI Marquês Jácome Correia, é mãe de um menino de 4 anos, e nos tempos livres gosta de ler. Desde que o filho nasceu, lê, todas as noites, uma história, pois considera importante para desenvolver a criatividade e a imaginação, bem como a linguagem.
Vera Gata, igualmente residente na Lagoa, é licenciada em Serviço Social, desde 2008. Desempenha funções na área da Infância e Juventude, na Casa de Acolhimento de Crianças e Jovens da Mãe de Deus, sita em Ponta Delgada. Mãe de uma menina, com 6 anos de idade. Afirma que a leitura lhe serviu de companhia em muitos momentos, antes de ser mãe, e agora é uma das atividades que, juntamente com a filha, mais aprecia, principalmente por permitir interagir uma com a outra com qualidade.
Este momento dedicado às famílias é de entrada livre e gratuita. Os interessados em obter mais informações devem contactar a Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira.

Rui Santos vai lançar o seu primeiro livro “A tartaruga que adora fruta e o esquilo egoísta”, na Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, Lagoa, a 19 de setembro pelas 16h00, segundo nota enviada pela autarquia lagoense. A apresentação da obra vai estar a cargo de Margaridas Benevides.
O autor, Rui Santos, nasceu em Ponta Delgada, em 1983 e reside há quatro anos na vila de Água de Pau. É animador sociocultural, trabalhando com um público em extrema exclusão social. Sempre gostou de escrever, sobretudo poesia, como forma de catarse. Apreciador de literatura e filosofia, atualmente, encontra-se a terminar a licenciatura em Psicologia, de acordo com o mesmo comunicado.
Editado pela Cordel d’Prata, o autor dedica a obra à filha, para quem criou a história editada agora em livro. Rui Santos confessa que o próprio interesse pela literatura infantojuvenil se deve à filha “que, desde cedo, se revelou uma voraz apreciadora de contos infantis, transmitindo essa paixão ao pai que, por sua vez, sentiu a necessidade de criar histórias para a filha. As ilustrações são da responsabilidade da editora Cordel d’ Prata, mais propriamente de Henrique Malon”, lê-se ainda.
A apresentação do livro, organizada pela Câmara Municipal de Lagoa, através da sua Biblioteca Municipal, é dirigida a toda a comunidade e instituições socioculturais e educativas, incentivando a promoção da leitura e o hábito de frequentar espaços culturais, como as bibliotecas.

No próximo dia 11 de maio, pelas 15h30, decorre mais uma sessão do programa “Sábado em Família”, na Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, no Convento de Santo António, em Santa Cruz, Lagoa.
Esta sessão contará com uma visita guiada à exposição intitulada “Mau Feitio”, da autoria de Nina Medeiros, que se encontra patente no convento de Santo António, até ao dia 17 de maio, segundo nota de imprensa da Câmara Municipal da Lagoa.
A exposição inclui onze obras da artista, entre trabalhos em acrílico e óleo sobre tela, aguarela e óleo sobre papel tela, a maioria produzida em 2023, havendo ainda peças de 2024, nunca apresentadas ao público.
Como explica o mesmo comunicado, para além da visita guiada, que contará com a orientação da artista, todos os presentes poderão participar numa atividade plástica, gratuita. Será dedicada a crianças a partir dos quatro anos, que poderão ser acompanhados por dois adultos. A lotação máxima é de 20 inscrições. Os interessados deverão proceder à sua inscrição, até ao dia 10 de maio, sexta-feira, entrando em contacto com a biblioteca.
Nina Medeiros concluiu a licenciatura em Artes Plásticas/Pintura no Monteserrat College of Art, Massachusetts, e em Art Education, na Universidade de Massachusetts, Dartmouth. Expõe regularmente desde 1992 e o seu percurso artístico traduz-se em cerca de duas dezenas de exposições individuais, e mais de trinta participações em mostras coletivas. Os seus trabalhos já estiveram expostos em diversas ilhas dos Açores, em Lisboa, Madeira, Estados Unidos, Bermudas, Macau e Brasil.