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Pinhal da Paz reforça mancha verde com plantação de 40 novas árvores

Colaboradores do Grupo Bensaude plantaram dezenas de criptomérias no âmbito da campanha nacional “Cadernão 2025”, uma iniciativa que permitiu recolher mais de duas toneladas de papel para reciclagem nos Açores

© GRUPO BENSAUDE

A reserva florestal do Pinhal da Paz, no concelho de Ponta Delgada, em São Miguel, conta desde esta semana com 40 novas criptomérias na sua mancha verde. A ação de plantação foi protagonizada por colaboradores do Grupo Bensaude, servindo como o culminar da campanha “Cadernão 2025” na região. Segundo nota de imprensa enviada pelo Grupo Bensaude, esta iniciativa nacional promovida pelo “Continente” e pela “note!” visa sensibilizar a comunidade para a importância da economia circular e da preservação ambiental através da reciclagem de materiais escolares.

A adesão dos açorianos à causa revelou-se particularmente expressiva nesta edição, com os dados a apontarem para a recolha de 2,4 toneladas de papel nas ilhas, um valor que duplica o registo obtido no ano de 2024. O mecanismo da campanha estabeleceu que, por cada tonelada de papel entregue para reciclagem, seriam plantadas 20 novas árvores, resultando assim no reforço arbóreo agora concretizado no Pinhal da Paz. A nível nacional, a iniciativa atingiu um total de 81 toneladas de papel recolhido.

O processo de recolha decorreu entre 26 de agosto e 22 de setembro, período durante o qual os consumidores puderam depositar cadernos e livros usados em carrinhos personalizados instalados à entrada das lojas aderentes.

Açores: Entre o luxo turístico e a precariedade jovem

Beatriz Moreira da Silva

Tenho 32 anos. Vivi 12 em Portugal Continental. Por motivos de força maior regressei aos Açores. Trabalhei em alguns locais, contratos de curta duração e, até mesmo, na ausência deles.  

Colaborei por livre e espontânea vontade com jornais, incluindo o Diário da Lagoa. Foi a única “entidade” capaz de me formar, guiar e dar oportunidade. Consegui a minha carteira profissional de colaboradora de informação. É certo que foi fruto do meu trabalho, mas só foi possível pelas pessoas que o suportam. Suportam com trabalho, com dedicação, com inúmeras privações de sono. A verdade é que as notícias surgem sempre e, cada vez mais, o jornal ganha destaque, alcança objetivos e mantém-se firme, única e exclusivamente por quem o gere e pelos seus colaboradores.  

Há dez anos, em Castelo Branco, escrevi um livro infantojuvenil intitulado Uma Família Açoriana. Editado em 2025 e lançado no mesmo ano. Contou com a apresentação do Clife Botelho e da Marta Ferreira – julgo que não necessitam de apresentações.  

Engraçado! Trata-se de parte da nossa história enquanto açorianos e da Saudade.  A adesão foi maioritariamente pela sala cheia no lançamento. Questiono-me onde andam os pais? – mas este assunto já são outros quinhentos.  

Dei algumas entrevistas de leves aparições – pelo menos chegou ao continente.  

O discurso parece oscilar, mas com propósito – “A menina trabalha aqui? Mas não tinha escrito um livro? Não colabora para o jornal?”.  Questões inapropriadas, mas que merecem as minhas repetitivas respostas: Não estou rica; não me apontaram uma arma à cabeça para vir trabalhar ou enviar currículo. 

O discurso já vos faz sentido? 

O que é nosso, do nosso trabalho, da nossa dedicação é, sem dúvida, o nosso maior mérito. E é trabalho! 

Não sei como e a que ponto chegamos, mas sei que vivemos sem oportunidades. Ora temos excesso de habilitações, ora não sabemos, mas também não nos querem ensinar. Afinal querem o quê? Qual é o problema? 

Lamento que os Açores continuem poucochinhos – só para alguns. Lamento sobretudo, que a maioria dos jovens não tenha capacidade para comprar uma casa, porque os Açores destacaram-se com subidas de preços anunciados superiores a 20%, com Ponta Delgada a superar os 4.000€/m². Relembrando que a Área Metropolitana de Lisboa registou valores médios de 4.322€/m² em janeiro de 2026. 

Agora questiono: Está tudo bem?  

Recém-licenciados, não esperem uma vaga exclusivamente na vossa área, a menos que possuam património. Aos que trabalham horas infinitas na hotelaria e com retribuições de meio tostão, aos que trabalham arduamente a recibos verdes, aos artistas, aos que não vos dão oportunidade, o mundo é grande e generoso, desde que corram atrás. Talvez a ausência surta efeito.  

Os Açores já não são “o local ideal para criar filhos”, a partir do momento que se esquecem dos que cá nasceram e aqui querem permanecer.

Aos que ficam ou, pelo menos, que ainda permanecem, vamos continuar a redigir a verdade, porque o jornalismo não é um combate de egos, até porque todos temos espelhos em casa.

Lojas Continente dos Açores angariam mais de 18 mil euros para instituições locais

Campanha de Natal “Todos têm um lugar à mesa” beneficiou 18 entidades em cinco ilhas do arquipélago através da Missão Continente

© DL

As lojas Continente da Região Autónoma dos Açores angariaram um total de 18.197,49 euros no âmbito da campanha de Natal 2025 da Missão Continente. A iniciativa, que decorreu sob o mote “Todos têm um lugar à mesa” entre 1 de novembro e 25 de dezembro de 2025, teve como propósito fundamental apoiar pessoas, famílias e animais em situação de vulnerabilidade. Segundo a nota de imprensa do Grupo Bensaude, este valor foi alcançado graças à participação dos clientes, que puderam adquirir vales solidários de 1 euro ou 5 euros nas diversas lojas da rede e através da aplicação digital da marca.

O movimento de solidariedade permitiu que cada doador escolhesse a instituição local que pretendia apoiar, reforçando a proximidade da iniciativa com as comunidades residentes nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Faial e Pico. No arquipélago açoriano, 18 instituições foram beneficiadas por estas doações, incluindo entidades como a Santa Casa da Misericórdia de Santo António da Lagoa, a Cáritas da ilha do Faial, a Cozinha Económica Angrense e a Associação de Desenvolvimento e Solidariedade Social Mariense – Salvaterra. De acordo com a fonte oficial, os montantes foram entregues diretamente às instituições pelos diretores das lojas, simbolizando um reconhecimento do empenho da comunidade açoriana.

A nível nacional, a Missão Continente — que é o projeto de responsabilidade social do Continente há mais de 20 anos — angariou mais de 1,9 milhões de euros. Este valor global permitiu apoiar mais de 600 instituições em todo o país, providenciando respostas sociais nas áreas alimentar, emocional, educativa e de bem-estar animal a mais de 150 mil famílias. O Grupo Bensaude reforça que todas as informações sobre estas iniciativas centradas na alimentação, nas pessoas e no planeta podem ser consultadas no portal oficial da Missão Continente.

Governo regional avança com proposta de alteração ao subsídio social de mobilidade

© DIREITOS RESERVADOS

Na sequência das posições já manifestadas publicamente pela secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, o Governo regional dos Açores, reunido esta terça-feira, 6 de junho, em Conselho do Governo, deliberou apresentar uma anteproposta de Lei para alterar o decreto-lei promulgado pelo Presidente da República sobre o subsídio social de mobilidade. O executivo regional quer eliminar a obrigatoriedade de apresentação dos documentos comprovativos de ausência de dívidas ao Fisco e à Segurança Social do beneficiário do subsídio social de mobilidade.

Em nota de imprensa, o Governo dos Açores diz “não poder aceitar a decisão do Governo da República de exigir a apresentação destes documentos aos residentes e equiparados na Região Autónoma dos Açores, já que desconsidera as legítimas expectativas dos açorianos e não reconhece, de forma adequada, a natureza estrutural da condição ultraperiférica da Região, promovendo a discriminação entre cidadãos. O modelo agora consagrado representa um recuo face a entendimentos anteriormente firmados e introduz exigências que, pela sua natureza e alcance, colocam obstáculos acrescidos a um direito que deve ser garantido de forma clara, simples e previsível às populações dos Açores.” 

O subsídio social de mobilidade permite o reembolso de uma parte do custo das viagens entre as regiões autónomas e o continente. 

 

Lagoa vai ter centro comercial integrado na renovada loja Continente Modelo

Obras ao longo de quase um ano permitiram ampliar a área de vendas em 500m², mas a segunda fase que inclui um centro comercial já está a ser pensada. Primeiro investimento rondou os cinco milhões de euros

Administrador do Grupo Bensaude Distribuição deixou uma palavra de reconhecimento aos funcionários © ACÁCIO MATEUS

O Continente Modelo Lagoa está diferente. Depois de quase um ano de obras de remodelação, a loja apresenta-se agora com uma nova imagem, mais moderna e com uma área de vendas aumentada em cerca de 40%. Com mais 500m² em loja e um investimento a rondar os cinco milhões de euros, o Continente Modelo Lagoa está renovado e entre as novidades destaca-se a inauguração do primeiro restaurante com refeições quentes nas lojas Continente, em São Miguel, com capacidade para cerca de sessenta lugares sentados.

“O novo Continente é uma loja moderna com corredores largos, mais desafogada e moderna. A restauração é a grande novidade onde temos o nosso primeiro restaurante na ilha com sessenta lugares sentados. Na área de frescos tentamos dar uma visibilidade muito boa e moderna à área de frutas e legumes. A padaria também tem sempre pão quente e a rodar”, explicou Carlos Filipe Medeiros, administrador executivo da Bensaúde Distribuição.

A comida é confecionada localmente em parceria com a Kairós (organização sem fins lucrativos que promove a inclusão social e o desenvolvimento comunitário nos Açores). “A Bensaúde Distribuição não são só hipermercados, mas um conjunto de várias valências. Também temos parcerias em vigor que nos têm permitido reduzir as importações e, reduzindo as importações, reduzimos a pegada ecológica”, acrescentou.

A área de frescos centraliza e expõe as frutas e os legumes. A zona da padaria tem uma variedade alargada de pão e pastelaria conservados em casulo, onde os clientes escolhem e retiram os seus produtos. Há fornadas de pão quente de hora a hora. As áreas de peixaria, charcutaria e talho também foram ampliadas, apresentando uma significativa melhoria na gama de produtos. “Apostamos na marca ‘Sabe Açores’ com produtos premium. O objetivo não é massificar”, apontou Carlos Filipe Medeiros.

Queremos criar mais negócio”

Cerimónia de inauguração após remodelação do espaço contou com momentos de homenagem © ACÁCIO MATEUS

Prestes a completar 24 anos a 30 de novembro próximo, a loja Continente Modelo Lagoa prepara-se para dar um salto qualitativo para o futuro. As obras de remodelação que tiveram lugar ao longo dos últimos meses foram apenas o primeiro de dois passos.

O administrador executivo levantou um pouco a ponta do véu: “Queremos fazer aqui algo muito interessante. Queremos criar mais negócio, mais serviços disponíveis para os lagoenses e para quem passa na Lagoa. Dividimos o negócio em duas fases: a primeira é esta que permitiu a ampliação em mais 500m²; a segunda é a que vamos avançar a partir do segundo semestre deste ano para construir um centro comercial com várias valências e oferecermos um produto completo”.

Através dessa aposta, o Continente Modelo Lagoa cria mais emprego. “Evidentemente. Esta remodelação já permitiu criar mais cinco postos de trabalho, mas a ampliação prevista vai criar muito mais emprego”, confirmou.

Carlos Filipe Medeiros deixou também uma palavra de reconhecimento aos clientes e aos funcionários. “Quero agradecer aos nossos clientes porque foi um processo penoso em algumas alturas. Nunca quisemos fechar a loja e as vendas assim o confirmaram porque nunca baixaram mais do que 10%. As pessoas compravam muito aqui. Quanto à equipa… a equipa é fenomenal! Aguentou desde o verão passado com obras, pós, barulhos, limpezas diárias, mas sempre feliz e contente. Tivemos colaboradores com mais de vinte anos de casa a fazer noitadas para ajudar em tudo o que era possível e sempre contentes”, reconheceu.

A finalizar, um desabafo em jeito de elogio: “Quem trabalha aqui, sente-se bem! Seja na área de cliente que é aquela que toda a gente vê, seja na segurança alimentar ou nos armazéns, tudo está impecável. Renovamos as áreas de convivência para que todos se sintam bem”.

Grupo de Cantares de Santa Cruz desloca-se ao continente para intercâmbio musical

© DIREITOS RESERVADOS

O Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz (GCTSC) irá deslocar-se no dia 30 de abril a Águeda, no âmbito de um intercâmbio com o Grupo de Cantares Populares de Bustelo/Águeda, que esteve em S. Miguel em agosto passado.

De acordo com nota de imprensa do GCTSC, vários serão os momentos musicais que irão decorrer durante este intercâmbio, sendo que a primeira atuação acontece mesmo no dia 30 numa visita a um Lar de Idosos. No dia 1 de maio pelas 15h00, o GCTSC atua nas Festas das Almas Santas da Areosa, seguindo-se no dia 2 de maio, pelas 18h00, um momento musical na Praça do Município de Águeda. Esta atuação decorre após a apresentação de cumprimentos ao presidente da Câmara Municipal de Águeda e respetivos vereadores.

No dia 4 de maio, o Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz desloca-se a Valmaior para o Concerto da Primavera, onde irão atuar com o Grupo de Cantares Santa Eulália e o Grupo de Cantares de Bustelo.

Em 2022, já existiu um intercâmbio com o Grupo de Cantares Santa Eulália e agora, no âmbito desta deslocação do Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz estão previstas várias visitas, sendo que a estadia finaliza no dia 5 de maio.