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Mudança de coloração na ribeira da Ribeira Grande deveu-se a deslizamento de terras na Fajã do Redondo

Uma nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Ribeira Grande esclarece o incidente que preocupou a população, afastando o cenário de contaminação por chorume e anunciando o reforço da vigilância com recurso a drones e um futuro piquete ambiental

© CM RIBEIRA GRANDE

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Jaime Vieira, reuniu-se com a Guarda Nacional Republicana (GNR) na sequência de uma recente alteração na coloração da água da principal ribeira que atravessa a cidade. O fenómeno gerou imediata preocupação junto da população local, que chegou a suspeitar de uma eventual contaminação por chorume. Contudo, após uma avaliação preliminar efetuada no terreno, a autarquia informou que tudo indica que a situação terá resultado de um deslizamento de terras na área da Fajã do Redondo, não existindo, para já, indícios de poluição química ou orgânica.

O encontro de trabalho serviu para estreitar o planeamento logístico e operacional, contando também com a presença de elementos da Proteção Civil Municipal e da Divisão de Ambiente, Serviços Urbanos e Equipamentos Municipais (DASUEM). Perante a ocorrência, o município liderado por Jaime Vieira pretende avançar com uma ação conjunta imediata, que ligará os esforços da GNR, dos bombeiros e de outros meios técnicos especializados, onde se inclui a utilização de drones para missões de monitorização e vigilância ambiental preventiva em zonas de difícil acesso.

Paralelamente à vertente técnica, a autarquia refere que assumiu o compromisso de envolver as associações ambientais locais e promover uma estratégia de proximidade e sensibilização junto dos munícipes em prol da defesa dos recursos naturais. De acordo com o líder do executivo, Jaime Vieira, a proteção do meio ambiente “exige uma atuação conjunta e coordenada entre instituições e comunidade”, defendendo a necessidade de garantir uma resposta “rápida, preventiva e eficaz” perante qualquer situação suscetível de afetar de forma negativa os ecossistemas e as linhas de água que cruzam o concelho.

O autarca aproveitou ainda a ocasião para recordar a intenção, anunciada recentemente, de criar um piquete ambiental na Ribeira Grande. Esta nova estrutura terá como missão principal o reforço da fiscalização no terreno, a identificação rápida de situações irregulares e a colaboração direta com as autoridades competentes na proteção dos ecossistemas. Reiterando que a defesa da natureza “é uma prioridade permanente” do seu mandato, Jaime Vieira apelou à colaboração ativa de toda a população na denúncia de práticas nocivas e garantiu que, em cenários análogos, o município assegurará sempre a recolha de amostras de água para análises laboratoriais em articulação com a GNR, salvaguardando a transparência e a tranquilidade pública.

Base das Lajes reforçada com drones MQ-9 Reaper em cenário de tensão internacional

A chegada das aeronaves de alta tecnologia à ilha Terceira, prevista para esta segunda-feira, intensifica a atividade militar na região e gera um misto de habituação e inquietação entre a população local, acompanhada de perto pelas instituições da comunidade

© RTP AÇORES/ IA

A Base Aérea n.º 4, nas Lajes, prepara-se para uma nova fase de operacionalidade com a chegada iminente de drones militares MQ-9 Reaper, no âmbito do prolongado conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

Segundo informações avançadas pela estação de televisão SIC, estas aeronaves de última geração (utilizadas tanto para missões de reconhecimento como para ataque) deverão chegar aos Açores desmontadas em contentores já esta segunda-feira, sendo a sua montagem final assegurada nas instalações da base. Este reforço tecnológico surge num momento em que a prontidão operacional é máxima, tendo as autoridades locais, incluindo as corporações de bombeiros, recebido formação específica para responder a eventuais emergências associadas a estes aparelhos.

A intensificação das operações na ilha Terceira tem alterado significativamente o quotidiano dos residentes, que nos últimos trinta dias se viram confrontados com um aumento exponencial de caças e aviões de reabastecimento.

Para o padre Nelson Pereira, pároco das Lajes, a introdução destes novos meios aéreos acentua a perceção de risco na comunidade. “A chegada destes meios torna a ligação da base ao esforço de guerra ainda mais evidente. Isso inquieta as pessoas, mesmo sabendo que, segundo o que é divulgado, não haverá capacidade de atingir esta base diretamente”, afirma o sacerdote, em declarações à agência Igreja Açores, que refletem o sentimento de uma população que, embora habituada à presença militar, encara com apreensão a evolução do conflito.

O cenário nas imediações da base tem oscilado entre a curiosidade inicial, que levou muitos habitantes e visitantes a deslocarem-se ao aeroporto para observar a movimentação, e uma crescente adaptação ao ruído constante. O pároco local recorda que, nas primeiras semanas, a ansiedade era palpável devido ao receio de a base se tornar um alvo estratégico. Contudo, com o passar do tempo, o estrondo das descolagens e aterragens, mesmo em horários de madrugada, passou a integrar a rotina lajense.

Perante esta incerteza, a Igreja nos Açores tem assumido um papel de retaguarda emocional e pastoral, promovendo momentos de reflexão onde os paroquianos podem partilhar os seus medos. “Temos procurado estar presentes, ouvir as preocupações das pessoas e ajudá-las a encontrar serenidade no meio da incerteza. A fé e a comunidade tornam-se pilares importantes nestes momentos”, conclui o padre Nelson Pereira, sublinhando que, mais do que respostas técnicas, a prioridade tem sido oferecer uma presença de esperança num contexto de vigilância armada que já dura há mais de um mês.