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EU

Beatriz Moreira da Silva

Eu não pertenço aqui,
não reconheço caras ou feições de figurinos anfitriões;
Não conheço a instância da conexão,
alheia de quem sorri na imersão do aceitável.

Sob reflexo d’basalto,
nem reconheço os caminhos;
Talvez nunca tenha concebido direções,
mediante a necessidade constante de não tirar os olhos do chão.

Eu não pertenço ao limite,
do permissível e d’outrora aceitável;
Nem sei onde pertenço,
apenas consinto o que penso.

Eu nunca sei onde vou,
apenas sei como aqui estou;
D’leme ao d’vento,
Sei quem eu sou.