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Jornal A Crença celebra 110 anos com concerto e tertúlia em Vila Franca do Campo

© DIREITOS RESERVADOS

O jornal A Crença, sediado em Vila Franca do Campo, irá celebrar o seu 110.º aniversário com um concerto e tertúlia no próximo dia 13 de dezembro. O evento terá lugar na Igreja Paroquial de São Pedro, em Vila Franca do Campo.

A celebração tem início às 19h00 com uma eucaristia em honra de Santa Luzia, no seu dia litúrgico.

Às 20h00, está previsto um concerto instrumental com a participação de elementos do Conservatório Regional de Ponta Delgada.

Seguir-se-á, às 20h20, uma tertúlia que contará com a intervenção de oradores convidados: o jornalista Osvaldo Cabral, o professor e investigador José Teixeira Dias, a doutoranda em jornalismo Maria Leonor Bicudo e Clife Botelho, diretor do Diário da Lagoa e colaborador d’A Crença. A moderação da conversa estará a cargo do padre José Borges, diretor do jornal vilafranquense.

O programa encerra às 21h00 com um convívio aberto a todos os presentes. O evento tem entrada livre.

Fundado em 1915 pelos padres Manuel Ernesto Ferreira e João de Melo Bulhões em Vila Franca do Campo, o jornal A Crença é atualmente um periódico mensal de inspiração católica.

Exposição do Diário da Lagoa chega a centenas de pessoas

© DL

A exposição dos 11 anos do lançamento da edição impressa do Diário da Lagoa (DL) que esteve patente no mês de outubro no Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OVGA), na cidade da Lagoa, foi visitada por 425 pessoas, segundo dados recolhidos pelo OVGA.

A seleção de capas e páginas soltas do DL dos últimos 11 anos está agora na Escola Secundária de Lagoa desde o primeiro dia de novembro e podem ser visitadas pelos alunos e comunidade educativa escolar durante o horário de funcionamento da escola.

A exposição vai também rumar aos Estados Unidos da América através do cronista mais antigo com presença regular no DL, Roberto Medeiros, que irá expor a seleção de primeiras páginas dos jornais dos últimos 11 anos no Portugalia MarketPlace, em Fall River, e também na Biblioteca da Casa da Saudade, em New Bedford, Massachussets.

Nessa mesma mostra serão ainda integradas igualmente todas as crónicas que Roberto Medeiros escreveu até à data, perfazendo um total de 83 páginas.

“Este jornal é serviço público e como serviço público está a trabalhar para o bem comum”

Os problemas e os principais desafios do jornalismo local serviram de pretexto para o encontro comemorativo dos 11 anos da edição impressa do Diário da Lagoa.

© ACÁCIO MATEUS

A sessão foi registada em áudio, clique em play para ouvir.

Jornal da Lagoa, a voz da cidade que transforma a memória em cidadania e identidade

Henrique Levy
Poeta e Ficcionista

Celebrar onze anos de vida de um jornal local é mais do que marcar a continuidade de uma publicação periódica, trata-se de reconhecer a força de uma comunidade que se pensa a si mesma e se espelha nas suas páginas onde encontra na palavra confirmação da sua memória e identidade. O Jornal da Lagoa não é apenas um repositório de notícias, mas um arquivo vivo da história quotidiana, da cultura e do desenvolvimento de uma cidade que, sendo singular no arquipélago açoriano, se distingue pela forma como conjuga tradição e modernidade, ruralidade e urbanidade, memória e futuro.

O jornalismo local, particularmente num concelho como o da Lagoa, cumpre a função essencial de dar voz a quem, de outro modo, ficaria silenciado pelos grandes meios de comunicação. Os jornais locais são os guardiões do detalhe, do gesto quotidiano, do acontecimento que parece pequeno mas que, no fundo, é o que constrói a verdadeira história de um lugar. Através do Jornal da Lagoa os munícipes reconhecem o valor da proximidade, perpetuando a memória coletiva que dá solidez à comunidade.

Ao longo destes onze anos, o Jornal da Lagoa tem sido um testemunho vigilante dessa realidade, inscrevendo nas suas páginas não apenas os factos, mas também os afetos, as lutas, as conquistas e os sonhos das gentes do Concelho da Lagoa.

Para compreender a importância deste percurso, é inevitável olhar para a história da própria cidade. Desde os primórdios do povoamento, que Lagoa foi marcada pela geografia e pelo trabalho árduo das suas gentes. Entre campos e marés, a cidade cresceu sem nunca perder o vínculo às suas raízes. Durante o século XIX e nas primeiras décadas do século XX, o concelho da Lagoa consolidou-se como um verdadeiro pólo de industrialização diversificada, onde a tradição artesanal se entrelaçava com a modernização agrícola e fabril. A fábrica do álcool, pilar da industrialização dos Açores, as olarias, os têxteis, os laticínios não só dinamizaram a economia local como permitiram o crescimento urbano, a coesão social e a construção de uma identidade económica singular, que continua a marcar, até aos dias de hoje, a fisionomia do território e o espírito das gentes do Concelho.

A maior originalidade da cidade de Lagoa, aquela que mais me atrai e fascina, é a ausência de um centro. Ao contrário de outras cidades açorianas, que se estruturaram em torno de uma praça central, Lagoa desenvolveu-se de forma descentralizada, como se fosse um arquipélago dentro do próprio concelho. As suas freguesias, com identidades próprias, teceram uma malha urbana em que nenhum ponto se impõe como centro absoluto. Esta característica, longe de ser uma carência, é uma riqueza. A Lagoa não se submete a uma centralidade imposta, organiza-se à sua maneira, numa pluralidade de núcleos vivos, cada um com as suas tradições, os seus ritmos e as suas formas de sociabilidade. É por isso que importa deixar um apelo claro aos atuais candidatos à Câmara Municipal, pedindo-lhes o bom senso de não caírem na tentação de propor a criação artificial de um «centro» para esta acolhedora e singular cidade. A Lagoa não precisa de se reinventar contra a sua própria natureza. A descentralização que a caracteriza é uma vantagem competitiva rara no contexto açoriano, pois permite maior proximidade da administração às populações, distribui melhor os equipamentos e as oportunidades, e cria uma cidade policêntrica, adaptada ao seu território e às suas gentes. Forçar a centralização seria amputar a identidade histórica e cultural de Lagoa.

As gentes deste Concelho são o maior testemunho dessa singularidade. Aqui convivem, em harmonia, estilos de vida distintos. O ritmo urbano dos que trabalham em serviços e comércio, a cadência do mar que molda os pescadores, e a tradição dos que se dedicam à lavoura à agricultura. Esta convivência, longe de gerar conflitos, é fonte de equilíbrio e riqueza cultural. Na Lagoa, o urbano e o rural, o marítimo e o citadino, encontram-se e complementam-se num convívio que é, em si mesmo, exemplar. É esta pluralidade que alimenta a alma coletiva e que se reflete na vida cultural e religiosa da cidade.

Nas freguesias, as festas religiosas assumem papel central. São momentos de comunhão, de partilha, de celebração da fé e da identidade. No Rosário, em Santa Cruz, em Água-de-Pau, no Cabouco, nos Remédios ou na Ribeira Chã, cada festa é mais do que um evento religioso, torna-se oportunidade e tempo de reconhecimento de uma comunidade em que os laços se reforçam e em que a tradições se projetam para as novas gerações. As procissões, os arraiais, a música e as celebrações em louvor do Divino Espírito Santo são marcas indeléveis de uma identidade que se constrói numa continuidade sempre a apontar para o Futuro.

El Jornal da Lagoa, ao longo destes onze anos, tem acompanhado estas manifestações, tem dado visibilidade ao que poderia cair no esquecimento. Ao fazê-lo, cumpre não apenas a função jornalística, mas também a função cultural de ser arquivo da memória viva. É por isso que celebrar os onze anos deste jornal é celebrar a própria cidade, a sua capacidade de se narrar e de se reconhecer nas palavras que a vão fixar na memória do porvir.

Numa época em que as redes sociais criam a ilusão de comunidade mas frequentemente geram dispersão, a imprensa local surge como um antídoto de coesão. A palavra impressa ou digital, partilhada em páginas que passam de mão em mão, continua a ser um espaço de encontro e de reflexão. É neste espaço que se articula o passado com o futuro, a identidade local com as exigências da modernidade.

El Jornal da Lagoa, deve a sua qualidade e pertinência editorial ao diretor Clife Botelho, que saúdo, e a todos os que com ele colaboram, tendo, ao longo destes 11 anos, contribuído para a construção da cidadania lagoense, contribuindo para o reforço do sentido de pertença e de unidade.

Saúdo o Jornal da Lagoa, fazendo votos de que venham mais anos de jornalismo local, atento e rigoroso. Porque a cidade de Lagoa, merece continuar a ser narrada por aqueles que nela vivem, trabalham e sonham.

Diário da Lagoa celebrou 11 anos de edição impressa com Encontro no OVGA

Jornalismo de proximidade, a voz dos leitores

Clife Botelho
Diretor do Diário da Lagoa

Hoje, relembro julho de 2021, data em que Sara Sousa Oliveira, na altura correspondente nos Açores para órgãos de comunicação social nacionais, me passou o cargo de Diretor do Diário da Lagoa. Mantenho-me nessa função até hoje, a coordenar uma equipa de colaboradores que vai além dos dois efetivos que somos. A nossa força reside, também, em todos os que colaboram connosco em prol dos valores que representamos.

Para quem não sabe, a Sara, de 36 anos, e eu, de 41, somos um casal com dois filhos, de três e seis anos, e, sobretudo, uma família. O Diário da Lagoa pertence, na verdade, a uma empresa familiar — a nossa editora, a Narrativa Frequente — que labuta diariamente como muitas outras empresas da nossa região. É a luta de uma família e de todos aqueles que nos estimam e que, connosco, fazem muitos sacrifícios.

Sendo natural de Santo António, em Ponta Delgada, e depois de sete anos a viver em Lisboa, escolhi a Lagoa para ser a minha casa e o meu ponto de partida para o mundo. É assim que damos continuidade a um projeto que, todos os dias, tem crescido de forma consolidada no que diz respeito às audiências e que ficou ainda mais acessível com um novo site, lançado em julho de 2023. O nosso sítio online permite a adesão de subscritores que, por conseguinte, também podem apoiar, participar e acompanhar o jornal, formando uma comunidade de leitores. Neste sentido, somos inspirados pelos denominados “Média Alternativos”, que tentam alicerçar-se nos leitores que contribuem para o projeto.

Disponibilizar uma ferramenta que permite aos leitores apoiar um jornal local trata-se, igualmente, e muito mais, de criar proximidade, de envolver quem nos acompanha, lê e, nalguns casos, também escreve. E, no nosso site, quem se identifica com o projeto é livre de nos ajudar, por exemplo, subscrevendo as vezes que bem entender. O objetivo é mesmo contribuir, sem preconceito, para a continuidade do trabalho de quem gosta do que faz.

Apoiar o jornalismo é, por isso, fundamental para garantir que a informação alcança, de forma mais autêntica possível, um público global, dando voz a todos aqueles que de outra forma não seriam ouvidos. E, de facto, pela nossa experiência constatamos que o apoio de uma comunidade de leitores torna-nos mais fortes e independentes, porque quando o leitor contribui cria-se envolvimento e responsabilidade de parte a parte.

Por outro lado, acreditamos que o jornalismo de proximidade não gera concorrência, por isso também mantemos a parceria com o jornal centenário A Crença, bem como boas relações e cooperação com outros órgãos de comunicação regionais e nacionais. E, do mesmo modo, somos membros da Associação Nacional de Imprensa Regional, sócios da Associação Portuguesa de Imprensa, e este mês será o da sindicalização junto do Sindicato de Jornalistas, porque todos juntos somos mais fortes.

A nossa editora e jornal agregam, assim, o que vai além dos Açores: “notícias que contam” que podem também ter espaço noutros jornais e canais nacionais. Esse é o maior apoio e reconhecimento que se pode ter, pois não necessitamos de louvores nem menções honrosas, tal como nunca as teve o fundador do Diário da Lagoa que, na passagem de testemunho há seis anos, salientou que o maior reconhecimento vinha dos próprios leitores. E, de facto, os do Diário da Lagoa são especiais e não são só da Lagoa, pois o nosso título representa a nossa origem, mas o nosso conteúdo é universal.

Os quatro diretores deste jornal – Norberto Silveira Luís, Suzi Moniz, Sara Sousa Oliveira e eu, Clife Botelho – bem como os colaboradores que os acompanharam ao longo do tempo, foram os responsáveis pela casa que construíram. Ela conta e continua a contar a história da Lagoa, da ilha de São Miguel e dos Açores, tendo por base todos aqueles que estiveram e estarão sempre na sua fundação: os leitores.

Eduarda Chora: o gesto solidário de levar o Diário da Lagoa de porta em porta

Maria Eduarda Andrade Chora, de 81 anos, é natural da freguesia do Rosário e tem uma enorme admiração pelo Diário da Lagoa e por adquirir informação de modo “tradicional”. Fomos conhecer a sua história

Eduarda Chora é leitora do DL desde os primeiros anos do jornal © CARINA SILVA/DL

Eduarda Chora abriu as portas de sua casa ao nosso jornal, onde nos contou que nunca dispensa a leitura do Diário da Lagoa (DL), fazendo ainda questão que outros não deixem de o ler. Eduarda leva exemplares a quem já não consegue sair de casa para os levantar.

A leitora refere que, mesmo depois de reformada, leva uma vida “ativa” e que vive com grande vontade de “ajudar o próximo”, surgindo daí a entrega do jornal aos seus amigos. “Tenho algumas pessoas amigas e foi nesses relacionamentos que comecei a resolver a questão do jornal”, diz ao DL.

Desde os primeiros anos do Diário da Lagoa que Eduarda tem interesse na sua leitura. Conta que, de início, recolhia cerca de dois a três exemplares mensais, nos estabelecimentos mais próximos de sua casa, dando-os a algumas amigas que, rapidamente, começaram a demonstrar interesse em recebê-lo todos os meses. “O jornal fez-me adquirir muitas amizades novas e acaba por nos dar mais assunto de conversa”, revela.

Atualmente, Eduarda Chora levanta em torno de 13 jornais na loja “Pérola da Lagoa”. Faz questão de os ir buscar, coloca-os “dentro de um saco” e assim vai, de porta em porta, a casa daqueles que “demonstram curiosidade” na leitura, ficando com um exemplar para si. “Não vou dizer que não dá trabalho, mas eu gosto de fazer esse bem”, explica, mencionando que, no início de cada mês, já esperam encontrar no seu correio a nova edição do Diário da Lagoa. “Se eu não os conseguir ir buscar, ou se já não tiver exemplares disponíveis, essas pessoas começam a dar por falta a perguntar: “Afinal o jornal não vem?”.

As notícias do Diário da Lagoa são assunto de conversa entre Eduarda e aqueles a quem a leitora distribui o jornal, mas não só, porque chegam também ao Canadá. Eduarda Chora afirma que tem o costume de transmitir “para lá” as informações que acha mais importantes.

O interesse na leitura e na informação

A leitora enfatiza que dá grande importância a “estar informada”, mas que gosta de se manter a par dos acontecimentos exclusivamente de forma tradicional. Eduarda não demonstra interesse em redes sociais e pouca vontade expressa em ver televisão. Para além dos jornais, sabe das novidades quando frequenta presencialmente certos eventos ou quando conversa com outros. “Eu gosto de ir presencialmente aos sítios, mas quando não estou presente, fico a par das coisas na mesma, através do Diário da Lagoa”, relata. O mesmo aconselha às amigas que demonstram tristeza por não conseguirem ir a eventos, porque embora não possam estar presentes, “têm a fotografia e a informação” que o DL proporciona.

Eduarda afirma adquirir muito “conhecimento” e “cultura” através da sua leitura e aprecia muito as notícias “locais” do nosso jornal. Ler, não apenas jornais, mas livros e revistas é algo que sempre apaixonou Eduarda. “O gosto pela leitura desde que era jovem fez nascer em mim o empenho pelos jornais”, conclui.

A nossa leitora termina a visita desejando que o Diário da Lagoa “continue por muitos mais anos” e que a ela também nunca falte saúde para nos acompanhar.

Onze anos: a escrever a história

Clife Botelho
Diretor do Diário da Lagoa

O Diário da Lagoa celebra onze anos e inicia um novo capítulo da sua história. Primeiro surgiu como órgão de comunicação social no seu sítio na internet, depois, em outubro do mesmo ano, ganhou dimensão com o lançamento da edição impressa. E passaram-se onze anos de páginas com todos aqueles que passaram por esta casa. Por conseguinte, nesta nova fase decidimos finalizar as experiências desenvolvidas ao longo dos últimos anos em que se implementaram novas perspetivas, diferentes estratégias na procura de alcançar a sustentabilidade. Acima de tudo serviu para ganharmos consciência do que pretendemos para o futuro. Para registo, ficam as edições que se publicaram nesse período, que, para quem estuda jornalismo, podem ser objeto de análise entre o antes, o durante e o depois. Porém, a partir daqui, assumimos o desafio na certeza do que realmente vale a pena.

E se a editora que criei há cinco anos é, desde então, detentora do Diário da Lagoa, confesso que, por outro lado, num jornal com mais de uma década de vida, há decisões difíceis que são feitas de coragem, espírito de sacrifício e focadas num dos mais elementares valores: a liberdade de decidir o nosso percurso. O objetivo será sempre levar aos leitores, através de projetos únicos, as notícias que contam. Entendo, portanto, que é tempo de abraçar a convicção de que nos devemos apoiar numa equipa editorial mais experiente no que ao jornalismo diz respeito. Conto por isso, nas próximas edições, com colaboradores que, além de gostarem do que fazem, são sobretudo amigos na essência da palavra, pois qualquer publicação só se constroi com pessoas que se valorizam mutuamente, respeitam a essência do que se cria, cientes do compromisso para com o estatuto editorial.

O trabalho faz-se aqui, a partir da Lagoa, nos Açores, para o mundo enquanto faz sentido, porque no dia que perder força, terá cumprido o seu propósito e será o momento de aceitar que “nada se perde, tudo se transforma”. Porventura, acredito que haverá espaço para nos reinventarmos perante as adversidades que devemos encarar como oportunidades para evoluirmos. E, nesta jornada além da primeira década, avistam-se novos obstáculos — especialmente quando o jornalismo incomoda ou marca a diferença —, porém tudo aquilo que tentar derrubar a nossa paz e consciência, verá, a seu tempo, a força do impacto da verdade e dos factos. Assim, de cabeça erguida, a luta é diária e intensa, mas o que nos alimenta a alma, naquilo que somos, é infinito. Contudo, ainda no presente, estamos de regresso à redação virtual, pois optamos por trabalhar novamente a partir de casa, unidos pelas novas tecnologias que nos permitem continuar a desenvolver o sonho que se torna realidade a cada dia. Do mesmo modo, no que considero um privilégio, continuamos a contar igualmente com a centenária tipografia A Crença, sede do jornal com o mesmo nome, onde paginamos todo o conteúdo que é publicado em papel. Trata-se do espaço onde a Lagoa e a Vila Franca do Campo conjugam esforços em prol de um bem maior. É, assim, que unidos pela convicção de que é possível defender a liberdade e a democracia, que damos voz a valores que nos inspiram, apesar da insularidade que nos separa do mundo, para juntos superarmos os desafios com dedicação, persistência e resiliência, na certeza de que estamos a trilhar um caminho feito de esperança.

Resta-me, por fim, agradecer a todos os que nos acompanham, colaboram, apoiam e leem: obrigado por continuarem a acreditar em nós. E, por ser um momento de transição, desejo a todos os nossos leitores, um bom ano e boas leituras.