
Beatriz Moreira da Silva
N’o amor da minha vida,
pelo meio do desastre;
Descobri que outrora já havia de ser para mim,
súbito e irreverente o meu descendente.
Sob percalços d’obstáculos,
na angústia do suspiro q’errasse;
Sobressais muito além do que previ,
profundo enérgico e com fome do mundo vens ser meu testemunho – o amor é mesmo assim.
Sob doces olhos expressivos,
eu sempre soube que eras destemido;
No abraço apertado de quem é pequeno mas age alto,
soas-me toque d’alguém que já não está aqui.
Na herança da bondade resiliente,
como quem vem com tudo sem precedente;
Chegou um furacão d’entro de mim,
reiterando o universo d’um amor sem fim.
Da tua mãe

Beatriz Moreira da Silva
Como o sol está para a lua,
em sintonia d’encontros;
Que nunca se perdem,
d’efémeros pontos.
Enriquecedor e terno momento,
quando se ouvem corações em ritmos diferentes;
Assim como o sol está pra’lua;
Sempre presente.
Conduzir em obscuro,
espelhando a força d’existência;
Exigindo resiliência;
Amando em cada sequência.
D’infinito a incondicional,
engolindo a vulnerabilidade exposta;
Tal como o sol está pra’lua,
só fazem sentido os dois para sempre.