
O primeiro alerta foi dado pelas 15h33 (hora local) da passada segunda-feira, a informar que um passageiro de um navio cruzeiro, a navegar a cerca de 1000 milhas náuticas (aproximadamente 1850 quilómetros) de São Miguel, necessitava de assistência médica por apresentar sintomas de acidente vascular cerebral.
Devido à distância a que se encontrava da costa, a vítima, um homem de 69 anos e de nacionalidade alemã, foi resgatada por um helicóptero EH‑101 da Força Aérea Portuguesa para a ilha Terceira, tendo sido posteriormente transferido por uma ambulância para uma unidade hospitalar.
O segundo alerta foi recebido perto das 11h57 (hora local) de terça-feira, a informar que um tripulante de um navio mercante, a cerca de 435 milhas náuticas (aproximadamente 805 quilómetros) da ilha de São Miguel, apresentava sintomas de enfarte, necessitando de assistência médica.
Para o local foi ativado o helicóptero EH-101 da Força Aérea que também efetuou o resgate da vítima, um homem de 60 anos de nacionalidade ucraniana. A vítima foi transportada para o aeroporto de Ponta Delgada, tendo sido posteriormente encaminhada para uma unidade hospitalar.
Ambos os resgates decorreram na quarta-feira e foram coordenados pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), em articulação com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes-Mar (CODU-MAR) e com o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes).
Nesta operação estiveram também empenhados o NRP Figueira da Foz, integrado no dispositivo naval do Comando da Zona Marítima dos Açores e uma aeronave C-295 da Força Aérea.

A Marinha Portuguesa, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), coordenou o resgate de um velejador solitário do veleiro “NICOLA DEUX”, que se encontrava a navegar a 585 milhas náuticas (cerca de 1 080 quilómetros), a noroeste da ilha de São Miguel.
O alerta foi dado pelo tripulante do veleiro de bandeira britânica, através da ativação de uma radiobaliza de emergência, após a embarcação ter sido atingida por condições meteorológicas adversas verificadas no local, provocando a quebra do mastro.
De imediato, foi empenhado para a posição do veleiro o navio NRP Figueira da Foz, que se encontra em missão na Zona Marítima dos Açores.
Após o resgate, e já a bordo do navio da Marinha Portuguesa, o tripulante foi observado pela equipa de saúde, constatando-se que se encontrava bem, não sendo necessário qualquer tratamento médico urgente.
Esta ação contou, também, com o empenhamento da Força Aérea Portuguesa, através do RCC Lajes, bem como de três navios mercantes que se encontravam a operar na área.

A Marinha Portuguesa, através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), coordenou nesta terça-feira, 7 de abril, o resgate de um tripulante de 42 anos e nacionalidade cabo-verdiana, que se encontrava em dificuldades após ter sofrido uma queda a bordo do navio mercante em que navegava, a cerca de 203 milhas náuticas (aproximadamente 327 quilómetros) a sudeste da ilha Terceira, nos Açores.
O alerta foi recebido perto das 08h40 (hora local), a informar que o tripulante apresentava uma possível fratura no braço direito e na perna esquerda, necessitando de cuidados médicos urgentes.
Em articulação com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes – Mar (CODU-MAR), e em conjunto com o Centro de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes), foi ativado para o local um helicóptero EH-101 da Força Aérea Portuguesa, para efetuar o resgate.
A vítima foi resgatada e transportada pelo helicóptero para a ilha Terceira, onde aterrou pelas 14h20 (hora local), tendo sido posteriormente transferida para uma unidade hospitalar por uma ambulância do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA).

Havia um tempo em que o mar não era apenas horizonte: era vizinho, confidente, mestre silencioso. Nas nossas ilhas, cada onda contava uma história, cada rocha guardava memórias de mãos que sabiam tocar o mundo sem o quebrar. Antes que os dias corressem apressados como correm hoje, havia homens e mulheres que acordavam com o sussurro do Atlântico e adormeciam com o sal impregnado na pele. Para as famílias dos pescadores do porto da Caloura, o mar não era paisagem; era vida, ofício, poesia.
Entre essas atividades, uma cintilava pela delicadeza do gesto: a apanha do musgo, ou das algas marinhas que o Atlântico deixava agarradas às pedras, como se fossem cartas do tempo. Era um trabalho de paciência e precisão, feito ao compasso das marés, com conhecimento transmitido de geração em geração. Quem o praticava sabia decifrar o mar como quem lê um livro antigo: as correntes, as marés, o cheiro do vento, cada detalhe era lição.
Em São Miguel, os mergulhadores-de-polvos e os pescadores mais velhos — aqueles que já não navegavam para o largo nos barcos de boca aberta da Caloura, de Água de Pau ou do Porto dos Carneiros, no Rosário da Lagoa — encontravam no musgo uma ligação silenciosa ao oceano e, ao mesmo tempo, um sustento para as famílias. O musgo era colhido com cuidado, levado para terra e estendido ao sol, formando mantas ou tapetes que secavam lentamente, absorvendo a luz e a memória do mar.
Havia uma empresa que comprava todo o musgo ou algas marinhas apanhadas nos Açores durante o período de colheita. Como o «musgo» era muito rico em nutrientes, tinha vários destinos, sendo o principal o fabrico de medicamentos. A empresa Pereira e Pereira, pertencente ao Grupo Bensaúde — atualmente dono do Centro Comercial Parque Atlântico e do Hiper Continente, em Ponta Delgada — recolhia todo o musgo apanhado na ilha de São Miguel pelos mergulhadores e pescadores mais idosos. Depois, exportava-o para a produção de medicamentos, perfumes e até complementos alimentares. No Continente, por contraste, o musgo era usado para fertilizar os campos agrícolas, prática que nunca se implementou nos Açores. No arquipélago, durante mais de 400 anos, os agricultores utilizavam tremoceiros, faveiras e molheiros para fertilizar as suas terras, até à chegada dos fertilizantes químicos.
Nos anos 60, 70 e 80, este ritual era visível nas ruas de Água de Pau: moto-triciclos carregados de sacas desciam e subiam ruas como a Portela, o Cerco, a Galera e os Ferreiros, espalhando tapetes de musgo sobre calçadas e passeios. Homens como o o Ti António Xonina, o Ti Manuel Madeira, o Morreira, o Zé “vira-o-bolo”, o Subica ou o Zé da Glória Giganta trabalhavam com mãos calejadas, mas delicadas, espalhando vida e história. Para muitos aposentados e famílias numerosas, esta atividade era um complemento económico modesto, mas vital — cada tapete estendido era um poema silencioso de sobrevivência e engenho, cada saco transportado, uma ponte entre o homem e o oceano.
Na Caloura, quando ia aos banhos com familiares e amigos, dizia-se que o mar tinha preferência por Ti António Xonina. Talvez porque ele falava pouco, talvez porque sabia ouvir. Ajoelhava-se, colhia o musgo como quem recolhe memórias líquidas, e enchia o saco de serapilheira sem pressas, como se cada fio esverdeado escuro guardasse um segredo. Quando o vento soprava, parecia que as algas chamavam por ele, sussurrando histórias de marés antigas.
A costa sul transformava-se em cenário vivo: sombras inclinadas, o brilho molhado das pedras, o marulhar ritmado das ondas. Era quase uma coreografia, uma dança antiga entre o mar e aqueles que dele dependiam. Depois vinha a tarde, e o musgo estendia-se ao sol como roupa lavada, libertando um cheiro de sal, vento e esperança.
Hoje, tudo isso pertence à memória. O mar continua imenso, igual a si mesmo, mas a apanha do musgo desapareceu. Já não há mãos a decifrar as marés, nem rostos a contemplar o reflexo da vida no musgo. Restam apenas fotografias antigas, onde o sol, o mar e as pessoas parecem conspirar para eternizar um mundo perdido. Recordar é um ato de ternura e respeito: é lembrar que fomos capazes de viver em harmonia com o oceano, e que essa harmonia é um património que não se pode esquecer.
O que antes era paciência e cuidado transformou-se numa invasão. As praias açorianas, incluindo a Caloura em Água de Pau, são hoje invadidas por toneladas de algas Sargassum. O mar devolve-nos esta massa vegetal, densa e implacável, como se quisesse dizer que a natureza se cansa da exploração. O acesso à água é dificultado, o prazer de estar à beira-mar é roubado, e os municípios enfrentam encargos enormes para retirar o excesso.
Estas algas provêm do Mar dos Sargaços, vasto Atlântico central, mas não são apenas mensageiras do mar: são sinal de desequilíbrio. Nutrientes excessivos provenientes de fertilizantes industriais, produção intensiva de gado, desflorestação e erosão do solo transformam o oceano numa máquina que gera vida e caos em simultâneo. Onde antes se lia o mar com olhos atentos, hoje o mar lê-nos e responde com invasão.
O contraste é brutal: antigamente, mãos humanas recolhiam o musgo com reverência; hoje, o mar devolve-nos invasões que ninguém pediu. A riqueza que antes era partilhada entre comunidades agora é explorada por interesses distantes, e a natureza paga o preço da ganância. O oceano, que outrora ensinava, alerta-nos agora: o seu silêncio já não esconde a degradação e o desequilíbrio.
Recordar não é nostalgia: é aprender. O musgo colhido com paciência, as mãos calejadas e delicadas, os rostos iluminados pelo sol e pelo mar são património vivo da nossa identidade. Se quisermos proteger o futuro, precisamos de ouvir o oceano, respeitar o equilíbrio e recordar o que ele nos deu. Antigamente, o homem lia o mar; hoje, o mar lê o homem e mostra-lhe as consequências da sua cegueira.
E talvez, se aprendermos a olhar de novo, possamos ainda transformar a invasão em aviso, a memória em sabedoria, e o oceano em parceiro, como foi sempre.

A previsão do estado do mar aponta para um agravamento das condições meteorológicas e de agitação marítima nos Açores a partir da madrugada de sexta-feira, 26 de setembro, e o final da noite de sábado, 27 de setembro, alertou a Marinha e Autoridade Martítima Nacional (AMN).
Devido à aproximação do ciclone Gabrielle, o Instituto Portugues do Mar e Atmosfera (IPMA) emitiu, também, um aviso vermelho para grupos Ocidental e Central do arquipélago dos Açores, a partir da noite de quinta-feira, 25 de setembro, devido a precipitação forte, agitação marítima e vento.
De acordo com comunicado enviado às redações pela Marinha e AMN, agitação marítima “será caraterizada por uma ondulação proveniente do quadrante sudoeste, com uma altura significativa que poderá atingir os sete metros e uma altura máxima de 12 metros”. O período médio poderá variar entre os cinco e os 13 segundos.
“São esperados ventos provenientes do quadrante sul-sudoeste, com uma intensidade média de até 93 km/h e rajadas até 168 km/h, desenvolvendo para ma situação ciclónica”, informa o comunicado.
As autoridades aconselham, ainda, toda a comunidade marítima e a população em geral para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras, em especial junto às falésias e zonas de arriba frequentemente atingidas pela rebentação das ondas, tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras.

Para assinalar o Dia Europeu do Mar, o Clube Naval da Povoação, procedeu, no dia 20 de maio, a uma ação de limpeza da costa local, iniciativa integrada na Campanha Regional de Limpezas Costeiras, levadas a cabo pela Direção Regional de Políticas Marítimas (DRPM), em colaboração com o programa Blue Azores.
Segundo informação divulgada pelo Clube Naval “no espaço de uma hora foram recolhidos 19,750 kg de lixo distribuído por plástico, indiferenciado, vidro, papel e beatas de cigarro”. Daí a importância da sensibilização da comunidade para o problema da poluição marítima e os nefastos efeitos que ela provoca nos seres vivos que existem dentro e fora de água, refletindo-se inclusive na própria cadeia alimentar dos humanos.
A ação de limpeza da costa da Povoação decorreu entre a Praia dos Pelames e a foz da ribeira da Vila e contou com a parceria do Município da Povoação, representado pelo Vereador da Cultura, Rui Melo, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, da Junta de Freguesia da Povoação e com uma turma do 12º ano da Escola Básica e Secundária local.

A Vila de Água de Pau, no concelho da Lagoa, vai ser palco da realização da Prova de Mar, na praia da Baixa d’Areia, no próximo dia 1 de junho, pelas 14h00, anunciou a camâra da Lagoa.
Numa iniciativa organizada pelo Clube Desportivo Escolar de Água de Pau, com a ANARA – Associação de Natação da Região Açores e a Federação Portuguesa de Natação (FPN), esta será a primeira prova oficial a ser realizada em São Miguel.
Esta prova encontra-se a contar para o XVIII Circuito Nacional de Águas Abertas e é composta por duas provas: uma de 500 metros, aberta a todos os participantes, e outra de 3.500 metros, exclusiva para nadadores filiados na disciplina de águas abertas e masters. As partidas serão dadas na Praia da Baixa d’Areia, às 14h00 (500m) e 14h30 (3.500m), sendo o secretariado aberto às 12h30 para acreditações e entrega de kits.
As inscrições encontram-se abertas até ao dia 23 de maio, através da plataforma Multicrono. A participação será gratuita para todos os residentes na Região Autónoma dos Açores. No final, serão atribuídos troféus e medalhas aos três primeiros classificados de cada prova, em ambos os géneros. A segurança será garantida por equipa técnica e apoio logístico no mar, seguindo as normas da Federação Portuguesa de Natação e da World Aquatics.
Para além dos clubes locais, a prova conta já com a presença confirmada de clubes como: Associação Humanitária de Bombeiros dos Estoril, Sporting Clube São João de Ver, Clube Naval da Praia da Vitória, Alhandra Sporting Club, Clube Náutico de Leiria, CCD Sertã, Futebol Clube do Porto, O2 Portimão, Associação de Nadadores do Estoril, Portinado, Sport Algés e Dafundo, Masters de Almada, Swim4Fun, Clube Millennium BCP e Juventude Ilha Verde.
Este evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa, da Junta de Freguesia de Água de Pau, da Escola Básica Integrada de Água de Pau e do Clube Náutico de Lagoa.

A previsão do estado do mar aponta para um agravamento considerável das condições meteorológicas e de agitação marítima no arquipélago dos Açores, entre as 06h00 de hoje, 29 de abril, e as 18h00 de quinta-feira, 1 de maio.
De acordo com o comunicado da Autoridade Marítima Nacional, a agitação marítima será caracterizada por uma ondulação proveniente do quadrante norte-noroeste, com uma altura significativa que poderá atingir os seis metros e uma altura máxima de 11 metros, com um período médio a variar entre os oito e os 12 segundos. São esperados ventos provenientes de norte, com uma intensidade média de até 65km/h e rajadas até 117km/h.
A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha alertam toda a comunidade marítima e a população em geral para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras, nomeadamente:
– Reforçar a amarração e manter uma vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas;
– Evitar passeios junto ao mar ou em zonas expostas à agitação marítima, de que são exemplo os molhes de proteção dos portos, arribas ou praias, evitando ser surpreendido por uma onda;
– Não praticar a atividade da pesca lúdica, em especial junto às falésias e zonas de arriba frequentemente atingidas pela rebentação das ondas, tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras.

Seis tripulantes auxiliados esta quarta-feira, 3 de abril, após, alegadamente, a embarcação de tráfego local onde seguiam ter ficado sem propulsão à saída do Porto da Madalena, na ilha do Pico.
De acordo com comunicado da Autoridade Marítma Nacional, na sequência de um alerta recebido pelas 10h31, através do mestre da embarcação, a informar que a mesma tinha ficado sem propulsão, foram de imediato ativados tripulantes da Estação Salva-vidas da Horta e elementos do Comando Local da Polícia Marítima da Horta, bem como dos Bombeiros Voluntários da Madalena, da Proteção Civil e do Grupo Portos dos Açores, S.A.
À chegada ao local, constatou-se que a embarcação acabou por encalhar no interior do porto da Madalena, tendo os elementos da Proteção Civil resgatado as seis pessoas para o cais do porto, onde aguardavam os bombeiros que encaminharam, posteriormente, um dos tripulantes, um homem com cerca 50 anos, para uma unidade hospitalar.
Após avaliação, a embarcação de tráfego local foi transportada para o cais de passageiros do porto da Madalena.
O armador da embarcação foi notificado que só poderá voltar a navegar após ser alvo de uma vistoria, a fim de garantir as condições de navegação.
O Comando Local da Polícia Marítima da Horta tomou conta da ocorrência.

A previsão do estado do mar aponta para um agravamento considerável das condições meteorológicas e de agitação marítima no arquipélago dos Açores, entre as 12h00 de amanhã, 11 de março, e as 18h00 de quarta-feira, 12 de março.
A agitação marítima será caraterizada por uma ondulação proveniente do quadrante noroeste, com uma altura significativa que poderá atingir os cinco metros e uma altura máxima de nove metros, com um período médio a variar entre os 11 e os 13 segundos. São esperados ventos provenientes de noroeste, com uma intensidade média de até 84km/h e rajadas até 152km/h.
Em nota de imprensa enviada às redações a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional alertam toda a comunidade marítima e a população em geral para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras, nomeadamente: reforçar a amarração e manter uma vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas; evitar passeios junto ao mar ou em zonas expostas à agitação marítima, de que são exemplo os molhes de proteção dos portos, arribas ou praias, evitando ser surpreendido por uma onda; não praticar a atividade da pesca lúdica, em especial junto às falésias e zonas de arriba frequentemente atingidas pela rebentação das ondas, tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras.