
A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, acompanhou na passada quinta-feira, juntamente com o secretário regional do ambiente e ação climática, Alonso Miguel, um teste operacional do sistema de telemonitorização nas salas de emergência das unidades básicas de urgência da região.
Segundo nota de imprensa enviada à nossa redação, a iniciativa visou consolidar os procedimentos de comunicação e articulação entre as equipas clínicas locais e o médico regulador do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.
A simulação teve como base um cenário de emergência com um doente politraumatizado, permitindo testar o circuito operacional desde a admissão e avaliação inicial na Unidade Básica de Urgência da Unidade de Saúde da Ilha das Flores até à ativação do médico regulador, à realização da videoconferência e à gestão clínica partilhada do caso.
Durante o exercício foram avaliados procedimentos como o estabelecimento da ligação por videoconferência, a transmissão estruturada da informação clínica, a prestação de apoio diferenciado em tempo real, a eventual necessidade de evacuação e o registo das decisões clínicas e dos tempos de resposta.
Para a implementação deste projeto, foram adquiridos mais de 30 tablets e replicadores de sinal Wi-Fi para dotar as salas de emergência das unidades básicas de urgência dos meios tecnológicos necessários à comunicação em tempo real com o médico regulador.
Segundo a tutela, o investimento em telemedicina no Serviço Regional de Saúde ascende a cerca de 100 mil euros, financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A par do reforço tecnológico, o governo regional dos Açores tem prevista para 2026 a realização de mais oito cursos de Suporte Avançado de Vida (SAV), estimando-se que, até ao final do ano, 235 profissionais de saúde das unidades básicas de urgência tenham recebido esta formação especializada.
Mónica Seidi destacou que “este projeto representa mais um passo na implementação de soluções inovadoras que reforçam a capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde, garantindo que os profissionais das unidades básicas de urgência dispõem de apoio diferenciado em tempo real sempre que a situação clínica o justifique”.
A responsável pela pasta da saúde acrescentou que “a telemonitorização permitirá aproximar especialistas e equipas clínicas, independentemente da ilha onde se encontrem, contribuindo para decisões mais rápidas, maior segurança clínica e melhores cuidados prestados à população”.

A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, afirmou na passada quinta-feira, 30 de julho, que o Governo regional dos Açores está a concretizar “o maior investimento de sempre no setor da saúde”, apontando a ilha de São Miguel como exemplo do reforço nas infraestruturas, equipamentos e recursos humanos do Serviço Regional de Saúde. A governante falava na reunião do Conselho de Ilha de São Miguel, realizada na Biblioteca Municipal Daniel de Sá, na Ribeira Grande, onde apresentou a estratégia governamental para o setor e o ponto de situação do Programa Funcional do novo Hospital do Divino Espírito Santo (HDES).
Durante a intervenção, Mónica Seidi salientou que a estratégia assenta numa visão integrada para responder às necessidades atuais e futuras da população. “Estamos a concretizar o maior investimento de sempre na saúde da Região, com mais infraestruturas, mais equipamentos, mais profissionais e mais capacidade assistencial, com o objetivo de garantir melhores cuidados de saúde aos açorianos”, declarou a titular da pasta da Saúde.
No âmbito dos cuidados de saúde primários, a nota da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social destaca a inauguração, agendada para o próximo mês de agosto, dos novos Postos de Saúde da Maia e de Livramento/São Roque, num investimento conjunto superior a nove milhões de euros, além do avanço do concurso para o novo Centro de Saúde da Ribeira Grande. Foram igualmente elencadas intervenções nos restantes centros de saúde da ilha, designadamente o Centro de Saúde da Lagoa, as obras previstas para este ano no Centro de Saúde da Povoação para reabertura da enfermaria encerrada em 2020, a reabilitação do Centro de Saúde de Vila Franca do Campo, a criação do Serviço de Atendimento Urgente (SAU) no Centro de Saúde de Ponta Delgada e as obras de reabilitação no Nordeste.
Ao nível do investimento tecnológico e de equipamentos através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o HDES beneficiou de mais de 25 milhões de euros para a aquisição de robótica cirúrgica e ortopédica, sequenciador genético, TAC, Ressonância Magnética, EBUS e ecógrafos. Adicionalmente, a Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel (USISM) recebeu cerca de três milhões de euros do PRR para a aquisição de 20 viaturas elétricas, equipamentos de radiologia, cadeiras de medicina dentária e outros dispositivos de apoio assistencial.
Relativamente aos recursos humanos, a governante adiantou que se encontra a decorrer um procedimento concursal na USISM para a contratação de seis médicos de Medicina Geral e Familiar, fixando a taxa de cobertura de médico de família em São Miguel nos 96%. A USISM conta atualmente com 917 colaboradores, mais 152 do que em 2019. No HDES, estão em curso 15 procedimentos concursais para a contratação de 18 médicos internos de especialidades hospitalares, somando a instituição 2431 colaboradores, o que representa um aumento de 447 profissionais em comparação com o ano de 2019.

O investimento do Governo dos Açores nas convenções do Serviço Regional de Saúde registou uma subida de 3,24 milhões de euros em 2025 face ao ano anterior, permitindo assegurar, de forma complementar, a prestação de cuidados de saúde em várias ilhas do arquipélago.
Segundo nota de imprensa enviada pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, no cômputo geral das especialidades verificou-se um aumento de cerca de 720 mil exames e tratamentos realizados em relação a 2023, ano em que o investimento global se fixou nos 17,7 milhões de euros.
Entre as áreas com maior volume de atividade em 2025 destacam-se as Análises Clínicas, com mais de 1,8 milhões de exames e um montante superior a 7,6 milhões de euros, e a Medicina Física e Reabilitação, que ultrapassou os 523 mil atos num valor superior a cinco milhões de euros.
A Imagiologia contabilizou cerca de 89 mil exames, representando um investimento superior a 4,4 milhões de euros. O Governo Regional procedeu ainda à atualização dos valores pagos às entidades privadas nesta área e na Medicina Física e Reabilitação, algo que não acontecia desde 2014.
A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinha que “estes números demonstram a importância estratégica dos parceiros do setor, que ao realizarem convenções reforçam a resposta do Serviço Regional de Saúde, permitindo assegurar aos açorianos um acesso mais célere, próximo e eficiente a cuidados de saúde fundamentais”.
O regime em vigor abrange áreas como Anatomia Patológica, Cardiologia, Gastroenterologia, Medicina Nuclear, Procriação Medicamente Assistida, Psiquiatria e Radioterapia, contribuindo para reduzir a necessidade de despesas diretas das famílias com cuidados de saúde.
Apesar do reforço da capacidade de resposta, a governante assinala que a Imagiologia continua a enfrentar constrangimentos no setor privado para assegurar a resposta pretendida, devido à dificuldade em contratar médicos especialistas.
A tutela reafirma, contudo, a intenção de manter o reforço deste modelo complementar, defendendo Mónica Seidi que “o compromisso do Governo dos Açores é continuar a consolidar um Serviço Regional de Saúde moderno, robusto e centrado nas pessoas, assegurando que todos os açorianos, independentemente da sua ilha de residência, tenham acesso aos cuidados de saúde de que necessitam, com qualidade, segurança e em tempo útil”.

O Governo regional dos Açores assinalou o Dia Mundial do Cancro da Cabeça e do Pescoço sublinhando o impacto do programa de intervenção no Cancro da Cavidade Oral nos Açores (PICCOA). Trata-se de uma iniciativa pioneira em Portugal que, no acumulado da sua segunda edição (2022-2026), alcançou os 38.351 rastreios realizados até 30 de junho de 2026. O valor ultrapassa a totalidade dos 32.306 rastreios efetuados ao longo de toda a primeira volta do programa, desenvolvida entre 2017 e 2021.
Coordenado pelo Centro de Oncologia dos Açores, o programa foca-se na deteção precoce de lesões pré-malignas e malignas da cavidade oral, visando permitir um diagnóstico atempado e aumentar as probabilidades de sucesso no tratamento. Segundo os dados divulgados pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, a taxa de adesão dos açorianos registou um crescimento evolutivo, subindo de 27,1% na primeira edição para 30,9% na fase atual.
Os Açores mantêm-se como a única região do país a dispor de um programa organizado com esta tipologia. A estrutura do PICCOA assenta na realização de exames anuais dirigidos a grupos etários específicos, na dinamização de consultas de avaliação para casos referenciados e na atribuição do Boletim Individual de Saúde Oral (BISO 40+), documento concebido para reforçar a monitorização clínica e assegurar a celeridade no encaminhamento para cuidados especializados.
A nível internacional, o modelo açoriano integra a IARC Oral Cancer Screening Network, uma rede global promovida pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC), organismo especializado da Organização Mundial da Saúde (OMS) que reúne programas de referência no combate ao cancro oral.

O Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira, nos Açores, conta com um novo mamógrafo de última geração, num investimento superior a 330 mil euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O equipamento substitui a tecnologia em funcionamento desde 2010 e reforça a capacidade de resposta e rastreio de cancro da mama para as utentes da Região Autónoma dos Açores, segundo informou a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social.
A nova tecnologia permite um diagnóstico mais precoce e rigoroso através da introdução da mamografia com contraste, uma técnica avançada na deteção e caracterização de lesões mamárias. O dispositivo integra ainda funcionalidades de estereotaxia, tomossíntese e imagem sintetizada, que asseguram maior detalhe clínico e aceleram a realização e o processamento dos exames. O serviço está disponível para as utentes acompanhadas na unidade hospitalar da Terceira e para as utentes encaminhadas pelo Centro de Oncologia dos Açores.
Em declarações divulgadas pela tutela, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinha que “este investimento traduz o compromisso do Governo dos Açores com a modernização do Serviço Regional de Saúde e com a melhoria contínua dos cuidados prestados à população.” A titular da pasta acrescenta ainda que “dotar as nossas unidades de saúde com equipamentos de elevada tecnologia significa investir na prevenção, no diagnóstico precoce e na qualidade da resposta clínica, colocando os recursos do PRR ao serviço da saúde dos açorianos.”
A aquisição insere-se no projeto de Modernização e Requalificação do Serviço Regional de Saúde, no qual foram aplicados cerca de 11 milhões de euros de fundos comunitários no hospital de Angra do Heroísmo. A verba permitiu igualmente a incorporação de um robot ortopédico, uma torre de laparoscopia 3D, novos ecógrafos, um equipamento de sequenciação genética e um sistema de litotrícia extracorporal.
A par do investimento em tecnologia, a unidade de saúde prepara o lançamento de um procedimento concursal para o recrutamento de um médico especialista em Imagiologia, cuja publicação está prevista para o final deste mês, de forma a reforçar os recursos humanos afetos à especialidade.

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, apresentou esta sexta-feira, 17 de julho, no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, o Programa Funcional para a Reparação, Reorganização e Redimensionamento do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES). Ao longo do dia, o líder do executivo açoriano, acompanhado pela secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, reuniu-se sucessivamente com os partidos políticos com assento parlamentar na Assembleia Legislativa Regional, com a Mesa do Conselho de Ilha de São Miguel e com os presidentes das câmaras municipais da ilha. De acordo com as notas de imprensa enviadas à nossa redação, as sessões integram uma estratégia de diálogo institucional e transparência na definição do futuro da maior unidade hospitalar do arquipélago.
O plano de reestruturação prevê uma intervenção profunda na infraestrutura, combinando a construção de novos edifícios em cerca de 60% da área intervencionada com a remodelação dos restantes 40%. Entre as principais alterações técnicas definidas constam o aumento da capacidade de internamento de 437 para 500 camas, com margem de expansão até às 641 camas em caso de necessidade. O projeto contempla ainda a criação de 10 salas de cirurgia programada, a duplicação das salas de parto e o crescimento da consulta externa, que passará de 60 para 139 gabinetes, além de reforços estruturais no serviço de urgência, cirurgia de ambulatório, hospitais de dia e no serviço de hemodiálise, que aumentará de 23 para 35 postos operacionais.
O investimento estimado para a execução das obras ronda os 300 milhões de euros, um valor que será consolidado na fase seguinte de elaboração do Programa Preliminar. Ao abrigo da Resolução do Conselho de Ministros n.º 71/2024, o financiamento da empreitada será assegurado em 85% pelo Governo da República, na sequência do compromisso assumido após o incêndio que afetou gravemente o HDES em maio de 2024. O documento agora apresentado resulta de um trabalho técnico desenvolvido em articulação com o Conselho de Administração da unidade, diretores de serviços clínicos e não clínicos e mais de 75 profissionais do hospital, contando com o enquadramento metodológico da consultora internacional Antares Consulting, especializada em planeamento hospitalar.
As soluções organizacionais e as projeções delineadas no programa visam responder à evolução das necessidades assistenciais da população açoriana até ao ano de 2050, assentando em critérios de otimização de recursos, humanização dos espaços e sustentabilidade ambiental. No início da tarde, José Manuel Bolieiro e a equipa de consultores técnicos estiveram nas próprias instalações do hospital para realizar uma sessão técnica exclusiva direcionada aos colaboradores e à comunidade hospitalar, proporcionando um espaço de enquadramento e esclarecimento direto sobre as soluções de reorganização previstas.
“Este foi mais um momento de transparência e de participação, envolvendo os profissionais de saúde, o Conselho de Administração do HDES, a sociedade civil e agora também os partidos políticos, para que todos possam conhecer e acompanhar este projeto estruturante para os Açores”, afirmou José Manuel Bolieiro. O governante sublinhou que não se trata da construção de uma infraestrutura de raiz, mas sim da oportunidade de criar um hospital praticamente novo, aberto ao escrutínio e ao diálogo com todas as entidades que têm responsabilidades governativas, autárquicas e profissionais na Região Autónoma.
Com a conclusão desta etapa, o Conselho de Administração do HDES recebeu orientações para iniciar a elaboração do Programa Preliminar e das respetivas peças documentais e técnicas. O cronograma oficial estabelece como meta o final do ano de 2027 para que estejam reunidas todas as condições necessárias ao lançamento do concurso público internacional destinado à execução da empreitada. O executivo regional assegurou que todo o processo de transformação física e logística será desenvolvido sem comprometer ou interromper o regular funcionamento dos serviços médicos e a assistência clínica prestada à população.

O Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) já deu início ao projeto-piloto de telemonitorização de doentes crónicos, uma iniciativa desenhada para reforçar a acessibilidade, o conforto e a segurança dos utentes através do acompanhamento clínico à distância. O arranque dos trabalhos no terreno foi acompanhado de perto pela secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, que visitou a unidade hospitalar na passada sexta-feira para aferir o funcionamento desta nova resposta assistencial, adianta a nota de imprensa enviada à redação do Diário da Lagoa – Notícias que contam.
Desenvolvido pelo HSEIT em estreita articulação com a Direção Regional da Saúde, o projeto conta com o suporte tecnológico da parceira Hope Care Health e foca-se, nesta primeira fase, no acompanhamento de doentes que sofrem de insuficiência cardíaca e de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Ao todo, estão já integrados nesta fase inicial 100 utentes da ilha Terceira — divididos equitativamente entre as duas patologias —, que passam a ser monitorizados diariamente a partir de casa pelas equipas de Cardiologia e de Pneumologia da unidade hospitalar.
Segundo explicou a governante Mónica Seidi durante a visita técnica, “este projeto traduz a visão do Governo dos Açores de aproximar os cuidados de saúde das pessoas, utilizando a inovação tecnológica para responder às especificidades de uma Região arquipelágica”. Integrada na estratégia global de desenvolvimento da Telemedicina nos Açores, esta medida estruturante é cofinanciada por fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pretende, de acordo com a tutela, ser alargada progressivamente aos restantes hospitais públicos da Região Autónoma.
Com a introdução de equipamentos médicos conectados e de uma plataforma clínica devidamente certificada, a saúde regional procura operar uma mudança de paradigma no tratamento de patologias de longa duração. Mónica Seidi sublinhou que a meta é evoluir “de uma lógica predominantemente reativa para uma abordagem mais preventiva, contínua e integrada, acompanhando os doentes no seu dia a dia e possibilitando uma intervenção mais precoce sempre que necessário”, evitando assim o agravamento de quadros clínicos e internamentos evitáveis.
O impacto da medicina à distância tem-se revelado expressivo no contexto geográfico açoriano, tendo a Secretária Regional recordado que, nos últimos dois anos e meio, foram registadas cerca de 45 mil teleconsultas em todo o arquipélago, o que se traduziu na poupança direta de igual número de deslocações físicas de doentes a hospitais ou centros de saúde. Para a responsável pela pasta da Saúde, este modelo representa muito “mais do que uma poupança”, refletindo-se sobretudo num “maior conforto para os utentes, de menos constrangimentos para as famílias e de uma melhor organização da resposta dos serviços de saúde”.
O sistema de telemonitorização domiciliária já se encontra plenamente operacional na Terceira, após as equipas médicas e de enfermagem terem concluído a formação específica para o manuseamento da plataforma de dados. Munidos de kits tecnológicos que transmitem medições de parâmetros vitais em tempo real, os primeiros utentes já começaram a enviar os seus dados diários para o hospital, permitindo aos profissionais detetar precocemente qualquer sinal de alerta e ajustar terapêuticas de forma célere, estreitando os canais de comunicação direta entre médicos, enfermeiros e doentes.

A Região Autónoma dos Açores registou em maio de 2026 um recuo inédito no número de cidadãos integrados no Rendimento Social de Inserção (RSI). Pela primeira vez desde que existem registos oficiais desta prestação social no arquipélago, o volume de beneficiários desceu abaixo da fasquia dos 5.000, fixando-se em 4.928 pessoas e 2.168 titulares ou agregados familiares. Os indicadores foram divulgados em nota de imprensa enviada pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social.
De acordo com os dados oficiais, a diminuição tem vindo a verificar-se no curto prazo. Entre abril e maio de 2026, verificou-se menos 50 agregados familiares e menos 168 beneficiários dependentes deste apoio financeiro. O impacto é mais expressivo na comparação homóloga: face a maio de 2025, os Açores registaram uma redução de 1.058 beneficiários, o que representa um decréscimo de 17,7% no espaço de um ano.
Na perspetiva do Governo regional, estes resultados refletem uma tendência sustentada de redução da dependência desta medida e validam o trabalho que tem sido desenvolvido localmente junto das famílias açorianas, com foco na promoção da empregabilidade, da autonomia e da inserção social. A tutela aponta a intervenção integrada e a capacitação como os fatores determinantes para a saída de situações de vulnerabilidade.
A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, salienta o impacto deste teto estatístico no panorama do arquipélago. “Este é um marco muito significativo para a Região. A descida do número de beneficiários do RSI para valores inferiores a cinco mil demonstra que estamos a alcançar resultados concretos na promoção da autonomia das famílias açorianas, através de uma intervenção social próxima, integrada e orientada para a capacitação das pessoas”, afirma a governante.

A Unidade de Saúde da Ilha Graciosa (USIG) viu a sua equipa clínica reforçada com a integração de mais uma médica de Medicina Geral e Familiar. De acordo com uma nota de imprensa enviada pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, este acréscimo no quadro de pessoal permite, a partir de agora, assegurar uma resposta cabal e garantir médico de família à totalidade dos utentes da ilha que pretendam beneficiar deste acompanhamento personalizado.
Com esta nova contratação, a tutela regional esclarece que a diferença residual que ainda se possa registar entre o número de habitantes inscritos e os utentes efetivamente com médico atribuído se deve, única e exclusivamente, a opções e decisões individuais de alguns cidadãos. Ainda assim, a mesma fonte salvaguarda que estes residentes mantêm o pleno direito e acesso aos cuidados de saúde locais, podendo recorrer às instalações da USIG e solicitar consultas sempre que necessitarem de assistência médica.
A par do reforço dos recursos humanos na área da saúde, que tanto impacta a qualidade de vida nas nossas comunidades insulares, a nota governamental adianta que se encontram em curso importantes investimentos destinados à modernização e qualificação daquela unidade. Entre as principais novidades está a instalação de um equipamento de Tomografia Axial Computorizada (TAC), um investimento que ronda os 360 mil euros e que foi integralmente financiado ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O aparelho de diagnóstico já se encontra no local, aguardando apenas a conclusão do período de formação técnica dos profissionais que o vão operar para entrar oficialmente em funcionamento e evitar deslocações desnecessárias de doentes.
A nível das infraestruturas físicas, a Secretaria Regional revelou também que foi publicado, na passada sexta-feira, através da plataforma eletrónica AcinGov, o concurso público para a reparação do sistema de ar condicionado da unidade da Graciosa. A intervenção está orçada em cerca de 162 mil euros e visa melhorar as condições de conforto térmico, segurança e o normal funcionamento diário do edifício, beneficiando diretamente tanto os utentes que ali se deslocam como os profissionais de saúde que ali cumprem as suas funções.
Para a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, estes avanços coordenados demonstram o trabalho consistente que o executivo tem vindo a desenvolver para consolidar a resposta do Serviço Regional de Saúde junto dos graciosenses. A governante sublinha o impacto direto destas medidas na proximidade dos cuidados de saúde e no bem-estar geral da população local.
“A entrada desta nova médica de Medicina Geral e Familiar permite assegurar resposta a todos os utentes que pretendam ter médico de família atribuído, constituindo um marco muito relevante para a ilha. Simultaneamente, estamos a concretizar investimentos estruturantes, quer ao nível dos equipamentos, quer das infraestruturas, reforçando a capacidade de resposta da Unidade de Saúde da Ilha Graciosa e melhorando as condições de atendimento à população”, conclui Mónica Seidi no comunicado enviado à nossa redação.

A Unidade de Saúde de Ilha Terceira (USIT) vai passar a contar com 17 novas viaturas, num investimento de 816 mil euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A entrega dos veículos decorreu na Praia da Vitória, numa cerimónia que a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social apresentou como uma renovação integral da frota automóvel da instituição, alegando que uma atualização desta dimensão não ocorria há mais de duas décadas. Segundo a nota enviada à nossa redação pelo gabinete da secretária Mónica Seidi, o objetivo da medida é reforçar a segurança e as condições de trabalho dos profissionais nas deslocações diárias de apoio domiciliário e cuidados de proximidade na ilha.
Em declarações institucionais, a Secretária Regional, Mónica Seidi, afirmou que “a renovação integral da frota da Unidade de Saúde de Ilha Terceira representa um investimento essencial para garantir melhores condições de resposta à população e maior segurança aos profissionais de saúde”. A tutela anunciou também a intenção de contratar a breve prazo mais três Médicos de Medicina Geral e Familiar para a USIT, indicando que a taxa atual de cobertura de médico de família na ilha Terceira se fixa nos 95%.
Os dados fornecidos pelo Governo dos Açores apontam que a USIT encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 360 profissionais integrados, o que representa um acréscimo de cerca de uma centena de trabalhadores em comparação com o ano de 2019. Entre 2021 e 2026, o orçamento global alocado àquela unidade de saúde totalizou 2,4 milhões de euros, divididos entre modernização tecnológica, equipamentos e capacidade operacional. Perante estes valores, Mónica Seidi defendeu a estratégia do executivo, sublinhando: “Estamos a investir em pessoas, infraestruturas e inovação para garantir um Serviço Regional de Saúde mais resiliente, mais próximo e mais preparado para responder às necessidades dos açorianos, do Corvo a Santa Maria”.