
A atleta Vitória Goulart, do Clube Escolar Jerónimus D’Angra, foi convocada para integrar a seleção nacional que irá representar Portugal no campeonato da Europa de judo, no escalão de cadetes, que se realiza na ilha de Gran Canaria, Espanha, entre os dias 29 de junho e 1 de julho.
Orientada pela treinadora Rute Meireles e formada no judo açoriano, esta convocatória representa um marco importante na carreira da jovem atleta e constitui o reconhecimento do seu empenho, dedicação e dos resultados alcançados ao longo das últimas épocas.
A competir na categoria de -52 kg, Vitória Goulart tem vindo a destacar-se a nível nacional e internacional, somando diversas participações e classificações de relevo. Em 2026, conquistou a medalha de prata no campeonato nacional e alcançou recentemente a medalha de ouro na Same Judo Cup, uma prestigiada competição internacional de formação realizada na Polónia.
Ao longo deste ano, participou em várias Taças da Europa, as competições mais fortes e importantes do circuito europeu de cadetes, onde alcançou dois 9.º lugares e somou cinco vitórias em combates, resultados que contribuíram de forma decisiva para esta convocatória para a seleção nacional.
Esta convocatória reflete igualmente o trabalho desenvolvido pelo Clube Escolar Jerónimus D’Angra, pela sua equipa técnica e pela Associação de Judo do Arquipélago dos Açores que, através do projeto centros de treino, tem proporcionado aos jovens judocas açorianos oportunidades de participação em estágios e competições nacionais e internacionais, contribuindo para a sua evolução desportiva.
De salientar que apenas um grupo de dez atletas portugueses foi selecionado para representar o país nesta importante competição europeia, o que valoriza ainda mais a presença da atleta açoriana entre a elite do judo nacional no escalão de cadetes.

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu à sessão comemorativa do Dia Nacional da Agricultura, promovida pela Associação Agrícola de São Miguel, no recinto da Feira de Santana, em Rabo de Peixe, destacando o papel central da agricultura na identidade, na economia e no futuro da região.
O líder do executivo açoriano saudou e sublinhou o seu caráter pedagógico e mobilizador ao envolver milhares de crianças e dezenas de escolas da ilha de São Miguel numa celebração dedicada ao contacto direto com o setor agrícola.
José Manuel Bolieiro realçou que os Açores acolhem “a maior celebração nacional do Dia Nacional da Agricultura”, enaltecendo a capacidade de organização da região, que considerou das mais relevantes do país e da União Europeia.
“O contacto das crianças e dos jovens com a agricultura é uma experiência de conhecimento e de valorização daquilo que é nosso. É também uma forma de cultivar nas novas gerações a paixão pelas suas ilhas, pela região e pelo valor estratégico da agricultura”, afirmou.
O presidente do governo dos Açores reforçou ainda a importância da agricultura para a autonomia alimentar e para a criação de riqueza regional, defendendo que o setor continua a ser fundamental para o desenvolvimento sustentável dos Açores.
Durante a intervenção, José Manuel Bolieiro manifestou solidariedade para com os produtores açorianos perante o aumento dos custos de produção, nomeadamente ao nível dos transportes e dos fertilizantes, considerando injusto que medidas nacionais de apoio ao setor agrícola não contemplem os Açores.
“O Governo da República não pode prescindir da responsabilidade de olhar para todo o país de forma justa. As medidas nacionais devem abranger igualmente a agricultura açoriana e os agricultores das nossas ilhas”, declarou.
O governante açoriano acrescentou que a Associação Agrícola de São Miguel e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) compreendem plenamente a dimensão e a relevância nacional da agricultura açoriana, defendendo a necessidade de corrigir situações de exclusão da Região em apoios de âmbito nacional.
A iniciativa do Dia Nacional da Agricultura reuniu milhares de crianças em atividades educativas, interativas e de sensibilização para o setor, promovendo o conhecimento sobre a produção agrícola e o papel dos agricultores na sociedade.

A Associação de Karaté dos Açores (AKA) vai marcar presença no campeonato nacional de Karaté para os escalões de formação — infantis, iniciados e juvenis — que se realiza nos dias 2 e 3 de maio, no pavilhão desportivo municipal de Albufeira.
A representação açoriana será assegurada por três clubes filiados na AKA, nomeadamente o Clube de Karaté-do Shotokan de Angra do Heroísmo (CKSAH), o Clube de Karaté-do Shotokan da Horta (CKSH) e o Clube de Karaté Shotokan da Povoação (CKSP). No total, a comitiva contará com vinte e um atletas, distribuídos por vários escalões etários, que irão competir nas disciplinas de kata e kumite.
Integram a equipa os atletas Madalena Antunes, Francisco Costa, Tiago Pontes, Carminho Laranjeira, Mateus Pimentel, Mariana Pires, Clara Antunes, Vicente Lima, Teresa Fraga, Duarte Rico, Henrique Silva, Joana Castro, Maria Santos e Simone Resendes (CKSAH), Maria Cruz e Núria Peixoto (CKSH), e Francisca Magalhães, Matilde Pacheco, Laura Medeiros, Marcos Sousa e Santiago Cabral (CKSP).
A comitiva açoriana será acompanhada pelos treinadores André Garcia, João Castro, Luís Castro, Marco Maciel e Vítor Pereira, que assegurarão a orientação técnica dos atletas nesta participação fora da região.
A prova é organizada pela Federação Nacional de Karaté de Portugal e reúne os melhores atletas nacionais destes escalões, constituindo um momento de elevado nível competitivo.
A participação açoriana resulta do apuramento regional realizado no passado dia 28 de fevereiro, no concelho da Lagoa, refletindo o trabalho desenvolvido pelos clubes e pela AKA na formação e desenvolvimento desportivo dos jovens praticantes.

A reportagem “Estética nos cuidados paliativos: o voluntariado que aproxima mulheres” da colaboradora Sara Lima Sousa publicada na edição de setembro do Diário da Lagoa recebeu o Prémio de Reportagem em Cuidados Paliativos de 2025, da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP).
Sara Lima Sousa venceu na categoria de “Estudante universitário” no âmbito do estágio que fez no Diário da Lagoa (DL). Esta é a primeira vez que o jornal é premiado com uma reportagem a nível nacional.
Para Sara Lima Sousa “foi uma surpresa mas com uma sensação boa, de reconhecimento e também por ser o primeiro prémio”.
Como jornalista, já passou pelo jornal Público e no estágio de verão que fez no DL diz ter sido uma “experiência muito positiva, sendo um mês muito bom porque já conhecia as pessoas e o jornal”.
“Quando fiz aquela reportagem não tinha noção que havia um prémio para esta área. Em setembro saiu o comunicado sobre o prémio. Concorri porque tive um bom feedback da reportagem quando foi publicada. Foi uma junção de timing com bom feedback”, diz Sara Lima Sousa ao DL.
A autora conta que “a reportagem despertou-me muito interesse porque junta dois temas que, antes nunca pensei que poderiam estar juntos, a estética e os cuidados paliativos. São dois tópicos que eu nunca tinha imaginado na mesma fotografia. E quando tive conhecimento desse voluntariado nos cuidados paliativos pareceu-me um trabalho muito interessante”.
“Sinto-me orgulhosa por ter sido a primeira colaboradora a conquistar um prémio no Diário da Lagoa mas tenho a certeza que não vou ser a única por isso sinto-me orgulhosa e esperançosa no futuro. Os meus avós são da Lagoa, a minha família é da Lagoa e por isso é sempre bom ganhar este tipo de reconhecimento a partir do trabalho do jornal da terra”.
Sara Lima Sousa tem 22 anos e tem mestrado em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra. Desde 2022 que colabora com o Diário da Lagoa.