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Governo regional renova programa “Novos Idosos” para 2026 com 5,53 milhões de euros de investimento

Aposta no envelhecimento em casa reforça coesão social e apoio a cuidadores no arquipélago

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O Governo regional dos Açores aprovou a renovação do programa “Novos Idosos” para o ano de 2026, garantindo a continuidade deste apoio social com um investimento regional de 5,53 milhões de euros do Orçamento da Região Autónoma dos Açores (ORAA).

Segundo a nota de imprensa enviada às redações pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, desde o início do projeto-piloto, 545 idosos beneficiaram deste apoio, sendo que, atualmente, 404 estão integrados no programa, assistidos por cerca de 526 cuidadores domiciliários e 40 técnicos superiores especializados.

A avaliação externa realizada pela APLIXAR revelou resultados positivos, nomeadamente: 73,8% dos cuidadores reduziram o nível de sobrecarga; 60,3% dos idosos melhoraram as funções cognitivas; 57,7% aumentaram a qualidade de vida; 82,5% sentem-se menos tristes; 80,6% sentem-se menos sozinhos; e 41,2% consideram que, sem o programa, provavelmente estariam institucionalizados.

Sobre estes dados, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, afirma que “os resultados alcançados são inequívocos: melhoria da qualidade de vida, maior autonomia, redução da solidão e da ansiedade, diminuição da sobrecarga dos cuidadores informais e prevenção da institucionalização”.

O “Novos Idosos” abrange atualmente 16 concelhos e disponibiliza 465 vagas, tendo também um impacto significativo na empregabilidade regional, com mais de 400 postos de trabalho criados, contribuindo para a fixação de profissionais qualificados, sobretudo em ilhas de menor dimensão.

A secretária regional destaca ainda o papel das Equipas Técnicas Locais e das instituições parceiras do setor social, realçando que “este é um programa que se faz em proximidade, com equipas multidisciplinares altamente qualificadas e com o envolvimento das comunidades. É uma resposta que transforma vidas e reforça a coesão social”.

O financiamento do programa até outubro de 2026 é assegurado pelo PRR, num valor global de 14,6 milhões de euros, sendo que a renovação aprovada contempla a continuidade até dezembro de 2026, com o financiamento do último trimestre garantido pelo ORAA, numa verba total de 5,53 milhões de euros.

Em relação ao futuro do programa, Mónica Seidi diz que “os Açores estão a afirmar-se como referência nacional na promoção do envelhecimento digno e seguro no domicílio. A renovação do Programa ‘Novos Idosos’ é um passo decisivo para consolidar esta resposta como política pública estruturada e sustentável”.

Este programa, criado em 2022 no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), permite desenvolver um modelo de cuidados domiciliários personalizado, assente no conceito de ageing in place, favorecendo um envelhecimento ativo e saudável no domicílio dos idosos residentes no arquipélago.

Utentes lagoenses do programa Novos Idosos celebraram Carnaval

Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa salienta que as atividades desenvolvidas promovem “um envelhecimento mais digno e humanizado para todos”

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O Salão Paroquial de Santa Cruz, na Lagoa, foi palco de uma festa de Carnaval no passado dia 26 de fevereiro, organizada pela equipa técnica local da Lagoa do Programa Novos Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa (SCMSAL).

De acordo com a nota de imprensa enviada ao nosso jornal pela instituição, o evento contou com a participação ativa dos utentes do Programa Novos Idosos do concelho da Lagoa e dos Centros de Convívio de Água de Pau e de Santa Cruz, proporcionando “um ambiente de celebração, partilha e alegria”.

Entre as atividades desenvolvidas, destacou-se uma sessão de yoga do riso, conduzida pela formadora Délia Oliveira, que incentivou o bem-estar através do riso e promoveu momentos de descontração e interação entre os participantes. “Esta atividade revelou-se uma excelente ferramenta para estimular o humor, reduzir o stress e fortalecer os laços sociais”, realça a SCMSAL em comunicado.

Realizou-se também um concurso de fantasias, onde os participantes “demonstraram grande criatividade e entusiasmo”. “O desfile, que ocorreu perante uma plateia animada e um júri atento, foi marcado pela originalidade e diversidade dos trajes apresentados. O concurso foi muito renhido, com os concorrentes a desfilarem em grande estilo, e culminou na atribuição de prémios aos três primeiros classificados, que se destacaram pela sua originalidade, elegância e espírito carnavalesco”, descreve a instituição lagoense.

Para além das atividades principais, segundo o comunicado, o evento contou ainda com muita animação, música e dança, onde os participantes puderam cantar, dançar e reviver memórias associadas ao Carnaval, num ambiente de grande alegria e confraternização.

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A Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa, através da equipa técnica local do Programa Novos Idosos, salienta que “assume um papel fundamental na promoção do envelhecimento ativo e na melhoria da qualidade de vida da população idosa. Através da sua abordagem inovadora e centrada na pessoa, este programa proporciona apoio essencial às pessoas mais velhas, permitindo-lhes permanecer no seu ambiente familiar com a assistência necessária para manter a sua autonomia e o bem-estar”.

A equipa técnica local assegura um acompanhamento próximo e personalizado, incluindo atividades de estimulação física e cognitiva, visitas domiciliárias e momentos de convívio que fortalecem os laços sociais. “A importância destas ações é refletida no impacto positivo que têm na vida dos idosos, promovendo não apenas a sua participação ativa na comunidade, mas também a sua felicidade e dignidade”, justifica a SCMSAL.

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A Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa reforça, por fim, a necessidade da continuidade do Programa Novos Idosos e faz um apelo às entidades governamentais para que reconheçam “o seu valor social e económico, com o objetivo de garantir um envelhecimento mais digno e humanizado para todos”.

Programa “Novos Idosos” conta agora com 210 cuidadores nos Açores

Cuidadores do programa dão apoio domiciliário a 219 idosos no arquipélago açoriano. Trata-se de um investimento de 2,1 milhões de euros, financiado com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência

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O Governo regional dos Açores (GRA) anunciou esta terça-feira, 16 de abril, a “capacitação de 40 novos cuidadores para Ponta Delgada, a juntar aos 39 da formação que decorreu na Praia da Vitória dentro da primeira fase” do programa “Novos Idosos”.

A segunda fase, iniciada em abril de 2023, novamente com 50 vagas por concelho, contemplou a Horta, Lagoa e Vila Franca do Campo.

Segundo, nota de imprensa enviada pelo Governo regional às redações e publicada no portal online do GRA, atualmente “são já 210 os cuidadores domiciliários integrados e 19 os técnicos superiores especializados contratados, pelas IPSS e Misericórdias, a dar apoio domiciliários a 219 idosos, como resultado do investimento de 2,1 milhões de euros.”

A secretária da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, já entregou os diplomas de formação aos novos cuidadores domiciliários que receberam formação no Lar Luís Soares de Sousa e, citada no comunicado, considerou que este é um projeto “inovador”, que “terá continuidade apesar da mudança da pasta em termos políticos” com a entrada do novo Governo dos Açores.

“Reconhecemos que é uma mais-valia para os nossos idosos e para a nossa sociedade, sendo certo que necessitará, ao longo do tempo, de algumas adaptações”, salientou a governante.

“Mas o maior agradecimento maior vai para os novos cuidadores porque terão sempre um sorriso para aqueles de quem cuidam, e porque têm uma missão verdadeiramente nobre” concluiu.

Este projeto-piloto visa implementar uma resposta de proximidade, que permita aos idosos continuarem a viver em casa e na comunidade, ao longo do tempo, com segurança e de forma independente.

Em termos práticos, materializa-se através da conceção e execução de um Plano Individual de Cuidados e da atribuição de um apoio financeiro mensal de até 948 euros, para assegurar os serviços e auxílios necessários à realização das atividades básicas e instrumentais da vida diária.

O programa é financiado por verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).