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Autarquia avança com requalificação da frente marítima da cidade da Lagoa

Projeto agora parte do Portinho de São Pedro, abrangendo a zona do Porto dos Carneiros e a zona do Complexo Municipal de Piscinas da Lagoa para terminar junto à baía de Santa Cruz

© CM LAGOA

Seis edificações na Rua do Calhau d´Areia, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, na Lagoa, foram demolidas ontem, 4 de janeiro, anunciou a Câmara Municipal de Lagoa.

De acordo com nota de imprensa enviada às redações, trata-se de uma intervenção que constitui o primeiro passo para a continuação da requalificação da Frente Marítima da Lagoa, no âmbito da Requalificação Urbana, Reforço da Proteção Costeira e Mobilidade do Município de Lagoa.

Aa autarquia lagoense explica que o projeto vai desenvolver-se ao longo da costa urbana, iniciando precisamente onde terminou a primeira fase, no Portinho de São Pedro, abrangendo a zona do Porto dos Carneiros e zona do Complexo Municipal de Piscinas da Lagoa e que terminará junto à baía de Santa Cruz.

A obra totaliza um investimento global superior a seis milhões de euros, já candidatado ao PO2030, a que acresce mais de 550 mil euros em aquisição de edificações. Nesse âmbito, a autarquia salienta que “a demolição do conjunto edificado na Rua do Calhau d´Areia, localizado em zona de risco, visa o reordenamento da área envolvente, com a criação de um novo nó viário que garanta uma adequada distribuição do tráfego rodoviário e de uma ciclovia com passeio”.

A câmara municipal acrescenta, ainda, que irá proceder ao alargamento da Rua do Calhau d´Areia para permitir a circulação rodoviária em dois sentidos com ciclovia e passeio, por forma a garantir uma adequada distribuição do fluxo de tráfego que possa desenvolver-se no porto dos Carneiros.

Na área envolvente ao cais do Portinho de São Pedro, que conta com o Clube Náutico de Lagoa, será criado um acesso de veículos a esta zona e um espaço de estacionamento para 14 viaturas ligeiras. Por outro lado, será instalado mobiliário urbano, tendo em conta que esta zona poderá ser um ponto intermédio ao circuito pedonal e à rede de ciclovia que se irá implementar e que abrangerá toda a frente marítima da cidade, da baía de Santa Cruz até à Atalhada.

O investimento, que deverá contar com verbas do novo quadro comunitário, segundo a autarquia, vai permitir criar novas oportunidades de desenvolvimento naquela zona, com a Fábrica do Álcool, propriedade do Governo regional dos Açores, como ponto central.

A autarquia refere, por fim, que espera que a obra resulte num novo desenho urbano que permita melhorar as condições de mobilidade, tanto na circulação rodoviária como pedonal, “através da adaptação do espaço público existente na frente marítima da cidade, proporcionando maior nível de segurança e conforto para todos os munícipes lagoenses e visitantes”.