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Bombeiros de Vila Franca do Campo celebram 38 anos com reforço operacional e homenagem às Mulheres

Associação Humanitária assinalou aniversário com a bênção de uma nova viatura e a assinatura de um protocolo de apoio com o Município

© CM VILA FRANCA DO CAMPO
A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo (AHBVVFC) celebrou, no passado dia 8 de março, o seu 38.º aniversário, assinalando quase quatro décadas de dedicação em prol da comunidade local. As comemorações, que contaram com a presença da presidente da Câmara Municipal, Graça Melo, acompanhada pelo seu executivo, serviram de palco para o reconhecimento público do trabalho desenvolvido pela corporação na proteção de pessoas e bens.
 
O programa oficial teve início com uma Missa Solene na igreja de São Pedro, presidida pelo Padre André Resendes. De seguida teve lugar uma homenagem no cemitério da vila em memória dos que serviram a instituição. Durante a Sessão Solene que se seguiu, o momento foi marcado por avanços práticos para a capacidade de resposta da corporação: foi assinado um novo protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal e a AHBVVFC e procedeu-se à bênção de uma nova viatura entregue aos bombeiros. Na ocasião, a autarca Graça Melo destacou a importância estratégica dos soldados da paz para o concelho, sublinhando o papel essencial que desempenham na resposta às diversas situações de emergência do quotidiano.
 
A celebração ficou também marcada pelo Dia Internacional da Mulher. Num gesto simbólico de reconhecimento pelo seu contributo e dedicação, foram entregues ofertas a todas as mulheres que integram a corporação.

Romarias de São Miguel arrancam a 21 de fevereiro sob o lema “Batizados na Esperança”

Este ano, 51 ranchos de romeiros percorrerão as estradas da ilha. Rui Melo, presidente da Comissão Administrativa, destaca a vitalidade do movimento e o foco nas problemáticas sociais que afetam as famílias açorianas

© CLIFE BOTELHO

As estradas de São Miguel preparam-se para receber, a partir do próximo dia 21 de fevereiro, os passos e as preces de cerca de 2.500 homens. Distribuídos por 51 ranchos, os romeiros iniciam a sua caminhada quaresmal sob o lema “Batizados na Esperança”, uma proposta que resultou do retiro espiritual realizado no Nordeste. Segundo Rui Melo, presidente da Comissão Administrativa que coordena a organização este ano, “a força do movimento continua em alta”, sublinhando que este momento formativo ofereceu as bases necessárias para que os mestres decidam a orientação espiritual dos seus grupos. Atualmente, decorrem as preparações próprias de cada rancho, tanto a nível espiritual como prático e físico.

Este ano, a mensagem do Bispo diocesano assume um tom marcadamente social, algo que o responsável considera de grande relevância para a atualidade. “Ao contrário de tempos passados, em que as intenções eram mais formais e centradas em categorias tradicionais, o prelado sublinha hoje problemas muito concretos que afetam as famílias açorianas”, afirma Rui Melo. Entre os temas que os romeiros levarão na oração estão a solidão, a doença, as dependências que atingem os jovens, a violência doméstica e o alcoolismo. “São realidades que nos tocam profundamente. Muitas vezes os problemas começam em casa, e a mensagem do senhor bispo fala exatamente para esse quotidiano que fere tantas famílias”, reforça o dirigente.

Para além da vertente doutrinal, assente na oração e na devoção mariana, a organização coloca uma tónica especial na “componente cívica”, considerada indispensável, uma vez que os romeiros pernoitam em casas de famílias e em salões paroquiais, inclusive na passagem pelo concelho da Lagoa. “Queremos continuar o que sempre foi bem feito. As recomendações de bom comportamento são um princípio fundamental”, explica Rui Melo, acrescentando que o acolhimento generoso da população, que prepara alojamento e alimentação, exige dos irmãos um saber estar marcado pela gratidão.

A preparação dos ranchos, que já decorre há várias semanas, foca-se também na partilha entre gerações e no apoio mútuo perante o esforço físico. Contudo, para a organização, o impacto da caminhada deve ir além da estrada. “A verdadeira romaria é a que fazemos no dia a dia, na família, na comunidade, nos ambientes onde nos movemos”, defende o presidente da Comissão, concluindo que o objetivo não é encontrar homens perfeitos, mas sim “pessoas atentas e disponíveis para tentar viver os valores do Evangelho”. No final do percurso, apesar do cansaço, a expectativa é que prevaleça o alento espiritual, com muitos romeiros a pensarem já no regresso no ano seguinte.