
João Alegre fala com emoção do que vive há quase duas décadas sendo voluntário das Festas do Divino Espírito Santo da Santa Casa da Misericórdia de Santo António, na Lagoa, ilha de São Miguel. “O espírito voluntário muito forte é um dos sinónimos do Espírito Santo. Desde que estou cá, apesar de distribuirmos tanto, sempre sobra. Já participo há 18 anos nestas festas, mais dois e faz vinte, e mais quantidade ou menos quantidade nunca me lembro de chegar ao fim e dizer que faltou isso ou faltou aquilo. Há sempre o milagre da multiplicação, é uma festa muito especial”, diz, visivelmente emocionado.
Este funcionário da Santa Casa da Misericórdia de Santo António confessa que a sua ligação espiritual é antiga: “sempre tive devoção ao Espírito Santo. Eu sempre vi que há uma partilha de tarefas entre a comunidade que pertence aqui à irmandade e também a funcionários da Santa Casa que se disponibilizam de forma voluntária”, destaca.
O voluntariado põe estas festas de pé. Helena Alcaidinho é uma dos cerca de 50 voluntários desta festa. “O Espírito Santo é alegria, é vida, é fé, é esperança, é muita coisa mas tem que ser vivido com muita fé, com muita esperança. E ele está ali iluminado desde sexta-feira, está iluminado para nos ajudar”, diz ao Diário da Lagoa (DL).
A azáfama na “Casa da Partilha”, em Santa Cruz, onde se confeccionam as tradicionais sopas do Espírito Santo, é grande. E foi lá que encontrámos o homem que trouxe a receita das sopas para a Lagoa: José Carreiro. “Nasci entre sopas. E a partir daí, quando vim para aqui, porque não sou de cá, falou-se nas sopas, ninguém conhecia, ninguém sabia o que era. Falei com o mordomo, na altura, e disse-lhe, eu posso fazer. Hoje sinto muito prazer em dizer que, se se faz sopas hoje no concelho da lagoa, eu é que sou o primitivo”, diz. A receita veio com ele, da sua terra: “os temperos são de Água Retorta. E já é uma tradição aqui com quase 40 anos. Comecei a fazer isto aqui há 40 anos, em 1987, 1988. As pessoas começaram a gostar. O valor de tudo isto é esta gente toda aqui, por amor, por gosto, e às vezes curiosidade também, para ver como é que se faz, e as coisas vão-se fazendo, resolve-se a faz-se. Claro que tem de ser com muita ajuda porque é uma festa grande”.
Para o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santo António, instituição organizadora das festas, o domingo de Pentecostes “é o dia da partilha, o dia da união, faz parte dos estatutos da Santa Casa e já há 23 anos que estamos cumprindo a nossa festa estatutária, está dentro da nossa missão, de servir, partilhar por isso é uma festa onde tentamos envolver todos os colaboradores, toda a gente, toda a comunidade”. António Augusto Borges sublinha que foram servidas entre “1100 a 1200 sopas”. “Temos 480 quilos de carne. Toda a gente, durante toda a tarde pode comparecer, enquanto tivermos sopas vamos servir por isso toda a gente está convidada, toda a comunidade, fazer uma festa aberta a todos, todos, todos”. O responsável destaca a importância dos que contribuem: “esta festa vive toda do voluntariado. Ainda hoje levantaram-se às três e meia da manhã, estiveram cá, ontem, anteontem, amanhã, são todos voluntários, toda a gente é bem vinda, todos são poucos nesta grande festa”.
A Praça da República encheu-se com centenas de pessoas que vieram de propósito degustar as sopas e participar nas festas. “Todos os anos eu venho, venho para estar aqui no convívio, para dar folga às panelas e a mim”, conta Lúcia Alcaidinho ao DL.
Isaura Cabral também gostou do que provou na praça: “o meu marido vem cantar para o Grupo de Cantares de Santa Cruz e eu aproveito e venho com ele. Gosto da partilha, de estarmos conversando, convivendo, vendo pessoas conhecidas no domingo de Pentecoste, gosto”. Partilha e convívio andaram de mãos dadas nestas festas, de todos, e para todos, tipicamente açorianas.

Celebrar as Festas de Santo António em Santa Cruz é uma tradição com mais de três décadas. Sérgio Costa, presidente da junta de freguesia, destaca que “este é o maior cartaz de festas populares” da Lagoa e o único que celebra os casamentos de Santo António nos Açores. A organização é partilhada entre a Câmara Municipal de Lagoa, a Junta de Freguesia de Santa Cruz e a Igreja Matriz de Santa Cruz, cabendo a cada entidade um papel importante na elaboração do programa. “Foi desde há três anos para cá que nós desenvolvemos as festas de maneira que elas ganharam a dimensão que têm atualmente”, explica o presidente.
No dia 9 de junho têm início as celebrações, com uma sessão solene de abertura que contará com um momento musical do Orfeão Nossa Senhora do Rosário. O autarca garante que as festas manterão o espírito dos últimos anos, embora introduzam uma novidade na “véspera de Santo António”. No dia 12 de junho haverá, assim, o arraial de Santo António, com a distribuição de sandes de pernil ao público presente, contando com o apoio da Associação de São Martinho.

As marchas populares voltam a ser um dos pontos altos das celebrações e Sérgio Costa destaca mais um ano de apresentação das emblemáticas Marchas de Santo António. Este ano, participam nove marchas, duas delas provenientes das Feteiras e de São Vicente, sendo as restantes do concelho: “Desde o ano passado, temos todas as freguesias da Lagoa representadas aqui na nossa festa, algo que antes não acontecia”. A maioria das marchas é “de adultos”, sendo visível a preocupação com o decréscimo, cada vez mais acentuado, das marchas infantis. “A essência destas festas sempre foram as crianças e as marchas infantis, mas este ano só temos quatro. Já tivemos muitas mais e agora já não temos marchas das escolas”, acrescenta.
Glória Moniz, responsável pela marcha infantil do Polo de Leitura da Ribeira Chã e coreógrafa da marcha dos adultos da freguesia, faz um balanço positivo dos ensaios. “As crianças estão muito felizes e aprendem com uma rapidez incrível, e os ensaios com os adultos são uma animação constante”. A responsável salienta que a logística de preparação de uma marcha não é fácil, sobretudo com o aumento dos preços, que exigem um esforço constante. “É difícil, mas quando se faz como o coração é possível”, afirma. Acrescenta ainda a importância de preservar as tradições através das Marchas de Santo António e, não escondendo também a sua “profunda tristeza” pela menor adesão das crianças, reforça a ideia de que incentivar os mais jovens é essencial para o futuro das marchas.
“Era uma Vez”, relacionado com o projeto de leitura “Contos Infantis”, será o tema da marcha infantil do Polo de Leitura da Ribeira Chã. O grupo, juntamente com outros como o Som do Vento, que voltará a realizar uma marcha este ano, apresenta-se no dia 13 de junho.
Sérgio Costa afirma que as Festas de Santo António “colocam Santa Cruz no mapa” e considera que a presença de artistas nacionais atrai visitantes de outros locais à freguesia. “As pessoas acabam por ficar aqui na festa e começam a perceber que não é uma festa popular qualquer”, diz. O autarca adianta que a expectativa é receber um número de visitantes semelhante ao dos últimos anos, maioritariamente “conterrâneos”, sendo o turismo ainda “uma pequena parte” do público. O cartaz deste ano inclui os concertos de Toy, a 10 de junho, e de Augusto Canário & Amigos, no dia 14. O programa conta ainda com as atuações de artistas locais, como Nuno Martins e Doce Sinfonia.

Serão dois os casais que este ano vão celebrar o matrimónio através da tradicional iniciativa dos Casamentos de Santo António, no dia 11 de junho. O Diário da Lagoa falou com Diana Carvalho, uma das noivas, que manifestou o seu agradecimento às entidades organizadoras, referindo que esta oportunidade lhe permitirá concretizar um sonho. Diana partilha que sempre desejou “casar pela Igreja”, na companhia dos filhos e ser levada “ao altar” pelo pai. “Já temos tudo preparado e estamos ansiosos para que chegue o grande dia”, acrescenta, sublinhando a importância da existência deste apoio.
Preparar as grandes Festas de Santo António é descrito pelo presidente da junta como um trabalho exigente, desde a seleção dos casais inscritos, com base nos “requisitos sociais necessários”, à contratação dos artistas nacionais e à preparação das marchas.
Sérgio Costa apela ao “manter da tradição”, convidando todos a “aproveitar as festas ao máximo”, uma vez que estas “fazem-se com muito sacrifício e custo”. O autarca destaca ainda o esforço feito pela organização para manter um cartaz desta dimensão, apesar dos “recursos” limitados, agradecendo o apoio das entidades parceiras, e garantindo que Santa Cruz está pronta para “receber todos da melhor forma”.

O Pavilhão Professor Jorge Amaral, nos Remédios da Lagoa, será o centro das atenções da dança regional no próximo dia 26 de abril. Pelas 15h30, o Grupo Som do Vento promove a quarta edição do seu festival de dança, um evento que promete transformar o concelho da Lagoa num palco de partilha artística e convívio. De acordo com a nota de imprensa enviada pela organização, a iniciativa contará com as prestações dos grupos Beat Breakers, ADV, Dancers Power, Venga Girls, Move Dance Crew, Hip Hop Azores e Estúdio 13, que se juntam ao grupo anfitrião para uma tarde dedicada aos mais diversos estilos de movimento.
Com mais de três décadas de existência, o Grupo Som do Vento atravessa um momento de grande dinamismo, contando atualmente com 28 elementos femininos divididos por três escalões. Sediada na freguesia de Santa Cruz, a associação mantém uma presença assídua na vida da comunidade, colaborando regularmente com a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia em festas populares, eventos de Natal e atuações de caráter social em lares de idosos. O rigor técnico das suas exibições é assegurado pela professora Vanessa Borges, do Estúdio 13, que orienta os ensaios semanais da formação.
A concretização desta quarta edição do festival conta com o apoio estratégico da Câmara Municipal de Lagoa e da Junta de Freguesia de Santa Cruz, parcerias que o grupo considera vitais para a sustentabilidade das suas atividades. Para além deste evento, a associação já se encontra a preparar a participação nas marchas de Santo António, reforçando o seu papel como agente ativo na preservação das tradições locais. O festival de domingo assume-se, assim, não só como um espetáculo de entretenimento, mas como um momento de afirmação da cultura e da expressão artística feita na Lagoa.

O novo serviço da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) no balcão da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC) foi inaugurado no último dia 10 de abril, em Santa Cruz das Flores, na ilha das Flores, Açores, à margem do quarto Fórum das Migrações, numa cerimónia com representantes do governo dos Açores, da AIMA, da RIAC e da autarquia local.
No discurso de lançamento do serviço, o diretor regional das Comunidades do governo dos Açores, José Andrade, destacou o alcance territorial da medida, sublinhando que, “pela primeira vez, vai chegar a Santa Cruz, à Ilha das Flores e ao Grupo Ocidental dos Açores, a possibilidade de os imigrantes aqui residentes, e são muitos, como vimos nos últimos dias, quer nas Flores, quer no Corvo, poderem tratar localmente dos seus assuntos de regularização administrativa, sem terem a necessidade, como até agora acontecia, de se deslocarem a outras ilhas dos Açores”.
José Andrade afirmou também que o novo balcão representa a oportunidade de “levarmos a descentralização ao extremo do arquipélago”, prestando, assim, “uma resposta de proximidade sem precedentes”.
Este responsável acrescentou ainda que, quando o serviço estiver disponível nas nove ilhas, os Açores poderão tornar-se “a região do país com melhor capacidade de resposta local aos cidadãos imigrados em Portugal”.
Por sua vez, o presidente do Conselho Diretivo da AIMA, Pedro Portugal Gaspar, salientou a importância dos protocolos celebrados com o governo regional e com a RIAC, enquadrando a iniciativa numa estratégia de “descentralização efetiva de prestação do serviço de apoio ao migrante” e de regularização documental em todo o arquipélago.
Segundo Pedro Portugal Gaspar, a proximidade territorial traduz-se em melhores resultados, defendendo que “a proximidade e a capilaridade são dados importantes para um melhor acolhimento e uma melhor integração do próprio migrante”, acrescentando que os Açores registam já tempos médios de espera “três vezes inferiores à média nacional”, prevendo que o alargamento da rede permita otimizar ainda mais esse desempenho tanto nos Açores como para efeitos de cálculo da média nacional.
Já o presidente da RIAC nos Açores, Carlos Mateus, considerou tratar-se de “um dia marcante” para a entidade, tanto pelo novo serviço agora disponibilizado como pelo reforço da missão da rede pública açoriana.
Carlos Mateus recordou que a instituição tem vindo a adaptar-se aos novos tempos, descentralizando o contact center regional e criando projetos de proximidade, como o RIAC Móvel, destinado a cidadãos com mobilidade reduzida.
Este profissional, diante do olhar atento das duas assistentes técnicas que atuam no RIAC nas Flores, Eliana Sousa e Marta Castro, destacou ainda que a parceria com a AIMA responde a uma necessidade concreta de justiça territorial.
“Não era muito digno um cidadão que tivesse, em qualquer ilha, de ter de se deslocar a outra ilha para prestar um serviço”, afirmou, acrescentando a importância do crescimento da procura, uma vez que a RIAC atendeu 119 mil pessoas no primeiro trimestre de 2025, um número que subiu para “mais 30 mil atendimentos em loja” face ao período homólogo do ano passado.

Por sua vez, a presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, Elisabete Noia, saudou a instalação da nova resposta pública, considerando que se trata de “um serviço muito importante aqui para a Ilha das Flores”.
A autarca lembrou que, até agora, a agência mais próxima se situava no Faial ou na Terceira, o que implicava custos acrescidos para quem necessitava tratar da sua situação documental.
“Só para terem uma ideia, para tratar de qualquer assunto, a agência mais próxima era no Faial ou na Terceira, e isso tinha custos acrescidos a quem queria tratar e legalizar a sua situação”, referiu, defendendo que a integração passa também pelo acesso simplificado aos serviços administrativos, sublinhando que o município de Santa Cruz das Flores está “de braços abertos para acolher e para ajudar”.
Para a presidente da autarquia, facilitar processos de legalização, saúde, escola e trabalho representa “um passo importante” para combater a perda demográfica e criar condições para fixar novos residentes nas Flores.
Antes da abertura desta nova valência, a AIMA contava com três lojas nos Açores, nomeadamente em Ponta Delgada, Terceira e Faial.

A Lagoa assinalou, este sábado, 11 de abril, o seu Feriado Municipal, celebrando um duplo marco histórico: os 504 anos da elevação de Lagoa a vila e os 14 anos da sua ascensão a cidade. Segundo nota enviada pela Câmara Municipal à redação do Diário da Lagoa, a data foi celebrada numa cerimónia solene no Convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, marcada por um balanço do crescimento sustentado do concelho e pela definição de prioridades para os próximos anos. O presidente, Frederico Sousa, destacou o percurso da Lagoa, considerando que hoje se apresenta como uma cidade moderna e dinâmica, assente na riqueza do seu tecido social e económico.
Durante a sua intervenção, o autarca lagoense fez questão de honrar o legado de quem moldou o concelho, prestando homenagem a figuras de relevo como os antigos presidentes do Governo regional, João Bosco Mota Amaral e Carlos César, presentes no evento. Frederico Sousa reconheceu o contributo decisivo de ambos na modernização da Lagoa através de investimentos estruturantes em áreas como a educação e a habitação. Outro momento das distinções locais foi a atribuição da Chave de Honra do Município a Luís Alberto Meireles Martins Mota, antigo presidente da Câmara.
Projetando os desafios, Frederico Sousa afirmou que “a identidade do concelho se constrói na preservação das tradições e do património humano e cultural”, enaltecendo a coragem dos lagoenses na ligação à terra e ao mar. O autarca elencou a habitação como uma das pedras angulares da sua estratégia, prometendo o reforço de rendas acessíveis e de loteamentos para autoconstrução. De acordo com o líder do executivo, este conjunto de medidas traduz “um caminho claro e consistente, orientado para uma Lagoa que honra o seu passado com respeito, vive o presente com confiança e projeta o futuro com ambição”.
No que respeita ao ordenamento do território, a autarquia pretende avançar com projetos como a reabilitação da Fábrica do Álcool e a requalificação da Escola Básica e Integrada Padre João José do Amaral. A valorização da orla costeira e o setor social, com o aumento de vagas em creches e a ampliação do Lar de Santo António, completam o plano de investimentos. Frederico Sousa terminou com um agradecimento coletivo, sublinhando que “é na força coletiva que reside a verdadeira grandeza da Lagoa”.

A Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, na cidade da Lagoa, em São Miguel, reafirma a sua aposta na promoção da literacia e no fortalecimento dos laços comunitários com a realização de mais uma edição do projeto “Sábado em Família”. Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Lagoa à nossa redação, o evento terá lugar no dia 28 de março, pelas 16h00, nas históricas instalações do Convento de Santo António.
Sob o mote “Uma sessão para rir, sonhar e viajar sem sair do lugar!”, o encontro desta vez conta com a participação especial do grupo «Histórias Requinhas», coletivo que se dedica à arte de contar histórias como ferramenta de aproximação entre pais, filhos e o objeto livro. O grupo convidado, que iniciou o seu percurso em 2011, traz à cidade da Lagoa uma bagagem sólida na mediação de leitura. Com foco no despertar lúdico para o universo literário, as «Histórias Requinhas» têm investido continuamente em novas técnicas de narração oral e expressividade, transformando cada sessão num momento de performance envolvente. Ao longo dos anos, o coletivo tem colaborado com diversas bibliotecas e espaços culturais, especializando-se em ciclos de contos que privilegiam a proximidade com o público e a estimulação da criatividade tanto em crianças como em adultos.
A iniciativa, promovida pela autarquia lagoense através da sua biblioteca municipal, é de participação aberta ao público e não requer inscrição prévia, convidando as famílias da freguesia de Santa Cruz e de todo o concelho a desfrutarem de uma tarde diferente.

O Dia Internacional da Mulher foi assinalado na cidade da Lagoa este domingo, 8 de março, pela Câmara Municipal. De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela autarquia lagoense, tratou-se de um programa que combinou a homenagem ao trabalho feminino com o incentivo a estilos de vida saudáveis. O evento, realizado pelo segundo ano consecutivo, contou com a participação de mais de uma centena de pessoas provenientes de todas as freguesias do concelho e de fora dele para participar numa caminhada e em aulas de atividade física.
Segundo a nota da autarquia, a manhã começou com um momento de forte carga simbólica nos Paços do Concelho: o reconhecimento público de nove colaboradoras do Centro Sócio Cultural de São Pedro. Estas profissionais, que integram o serviço de apoio domiciliário, foram destacadas pelo impacto direto e muitas vezes silencioso que o seu trabalho diário tem no conforto e na dignidade das famílias lagoenses.
Na ocasião, a vereadora com o pelouro da Ação Social e da Saúde, Graça Costa, aproveitou para sublinhar que esta data simboliza “a luta, a coragem e as conquistas das mulheres ao longo da história”, recordando todas aquelas que “desafiaram barreiras e reivindicaram direitos fundamentais como o acesso à educação, ao voto, ao trabalho digno e à igualdade de oportunidades”. A autarca destacou ainda que, além das figuras que transformaram o mundo na ciência ou na política, importa celebrar as mulheres que, de forma anónima, como mães, trabalhadoras e cuidadoras, “constroem diariamente o futuro com resiliência, sensibilidade e força”. Num agradecimento direto às nove homenageadas — Etelvina Coelho, Cidália Baganha, Diana Andrade, Cátia Matos, Graça Silva, Carolina Andrade, Adriana Tavares, Neuza Oliveira e Débora Coelho — Graça Costa afirmou, de acordo com a fonte municipal, que estas profissionais “fazem, diariamente e de forma silenciosa, a diferença na vida de tantas famílias lagoenses”.

Após este momento de homenagem, os participantes seguiram em caminhada de Santa Cruz em direção ao polidesportivo da Atalhada, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário. O percurso culminou num lanche-convívio que reforçou os laços de proximidade entre a comunidade, seguido de dois momentos de exercício: uma aula de atividade física orientada pela professora Fátima Peixoto e uma sessão de ioga dinamizada pela professora Carolina Dourado.

O Dia Internacional da Mulher será assinalado na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, no próximo domingo, 8 de março, com uma homenagem a colaboradoras locais, seguida de uma caminhada e aulas de atividade física, anunciou a Câmara da Lagoa.
De acordo com nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense às redações, a iniciativa visa valorizar o papel da mulher na comunidade e incentivar hábitos de vida saudáveis. O programa começa com uma sessão dedicada ao reconhecimento profissional e social de nove mulheres que trabalham no Centro Sócio Cultural de São Pedro, integradas no serviço de apoio domiciliário. Esta homenagem destaca o trabalho discreto mas impactante que estas mulheres realizam diariamente, promovendo conforto, dignidade e qualidade de vida a muitas famílias do concelho.
Após esta cerimónia simbólica, será entregue uma t-shirt comemorativa a cada participante. A caminhada tem início às 9h00, com partida dos Paços do Concelho, na freguesia de Santa Cruz, até ao polidesportivo da Atalhada, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário.
No destino final, será realizado um lanche-convívio para fomentar o espírito de partilha e proximidade entre os participantes. Seguir-se-ão duas aulas abertas: uma de atividade física, orientada pela professora Fátima Peixoto, e outra de ioga, dinamizada pela professora Carolina Dourado, proporcionando momentos de energia, equilíbrio e bem-estar.
A autarquia refere ainda que, com esta iniciativa, pretende não só assinalar simbolicamente o Dia Internacional da Mulher, mas também “promover a igualdade, reconhecendo o contributo feminino na construção da comunidade e incentivando a participação ativa da população”.
A participação na atividade é gratuita, sendo recomendada a inscrição prévia através do QR Code disponibilizado nas redes sociais e no portal da Câmara Municipal da Lagoa.

A iniciativa do Museu de Lagoa – Açores será dinamizada pela artista e formadora Sofia Brito, destinando-se a participantes com idade igual ou superior a 14 anos. Segundo nota de imprensa enviada pela autarquia, o workshop convida os interessados a descobrir e experimentar a delicada técnica do papercut, explorando conceitos de corte manual, composição, luz e sombra, de forma a transformar o papel num meio artístico expressivo e tridimensional.
A formadora Sofia Brito, natural de Almada e residente em São Miguel desde 1998, possui um vasto currículo nas artes visuais, sendo formada em Cenografia e Adereços pelo Chapitô, com especialização em Design Gráfico e mestrado em Ilustração Artística. No seu trabalho, a artista dedica-se à criação de peças de grande simplicidade estética, inspiradas tanto nas tradições regionais e portuguesas como na arte oriental. Através do seu atelier em Ponta Delgada, Sofia Brito tem contribuído para a valorização das artes manuais contemporâneas nos Açores, aliando o rigor técnico à delicadeza visual em composições que exploram a profundidade e os jogos de sombra.
De acordo com a Câmara da Lagoa, o workshop tem um valor de inscrição de 25 euros, devendo os interessados garantir a sua participação até às 12h00 do dia 19 de fevereiro. As inscrições podem ser formalizadas através do QR Code disponível no cartaz de divulgação, pelo e-mail museu@lagoa-acores.pt ou através do contacto telefónico 296 912 510.
Relativamente à logística do evento, os formandos deverão levar consigo uma tábua de corte de plástico, um x-ato simples pequeno e uma tesoura pequena, sendo que o restante material necessário está incluído no valor da formação. Esta iniciativa marca o arranque de um ciclo de workshops que o Museu de Lagoa desenvolverá ao longo deste ano.

Com cerca de 50 atletas, todos de tenra idade, a Associação Desportiva e Cultural de Santa Cruz (ADCSC) da Lagoa, na ilha de São Miguel, tem motivos para sorrir. Fundada há apenas quase três anos, soma já várias conquistas. “Em setembro ganhamos o Futsal Cup da ilha de Santa Maria, ficámos em primeiro lugar. Saímos com o melhor marcador, o melhor jogador e o melhor guarda-redes “, conta Ângela Amaral, presidente da mesa da Assembleia da ADCSC.
O filho de Ângela, Afonso Ferreira, é um dos jogadores da ADCSC e uma das promessas da associação. “Foi chamado à Seleção Nacional, fez estágio no ano passado e há dois anos. Fez estágio para o escalão, que não é dele, de Sub-13”. Afonso Ferreira já conheceu de perto a cidade do futebol, em Oeiras, Grande Lisboa, e a mãe diz que não se fica por aqui: “também foi chamado aos Sub-15 e ele só tem 12 anos. E hoje, supostamente, vai ser chamado outra vez. Vai sair uma nova convocatória” diz, visivelmente feliz, ao Diário da Lagoa (DL).
É com orgulho que Mario Luís Pereira assiste à conversa, na sua loja, em Santa Cruz, na Lagoa. O presidente da ADCSC conta como tudo começou: “criámos esta associação ‘familiar’. Inicialmente, tivemos que ter alguns custos que nós tínhamos que suportar por nós próprios, depois fomos pedindo apoio à Câmara, à Junta. Atualmente temos cerca de 50 crianças, dos 5 aos 13 anos, do Livramento, Cabouco, Rosário e Santa Cruz”. Mário Luís Pereira explica ao DL que a frequência do futsal na ADCSC é totalmente “gratuito” mas as exigências são grandes. “Somos uma equipa pequenina mas há exigências de uma equipa como se fosse da Primeira Liga. Temos que ter a camisa do aquecimento, temos que ter dois equipamentos, porque pode haver outra equipa que tenha as mesmas cores. Temos que ter os coletes de cores diferentes, porque pode haver uma equipa que tenha o colete com a mesma cor. E claro, que todas essas alternativas têm o seu preço, têm o seu custo”, explica o responsável. E esse material, com a ajuda dos patrocinadores, e entidades públicas, é fornecido gratuitamente aos atletas da ADCSC.
Ainda assim, Mário Luís Pereira garante que o financiamento não tem sido problema, graças às ajudas que têm tido e à angariação de fundos que têm conseguido, com a ajuda de todos. Mas para a Associação de Santa Cruz, o desafio é outro. “A maior dificuldade é ter pessoas certificadas para poder treinar e estar à frente, como diretores. Esta é a nossa grande dificuldade. Porque a gente precisa, para cada escalão, de um treinador, mas um treinador que tenha o curso. E está sendo muito difícil encontrar. Porquê? Porque os requisitos para ser treinador são um bocadinho exigentes ao nível da escolaridade. Temos grandes jogadores, temos grandes pessoas, pessoas que gostam, que sabem treinar, mas não podem ter o curso. Não podem ter o curso porque não têm a escolaridade obrigatória.”, lamenta o presidente.
Atualmente, a ADCSC treina no pavilhão Professor Jorge Amaral, nos Remédios, em Santa Cruz, na Lagoa. E sonhos para o futuro? Lançámos a pergunta. “Que quando formos muito velhos, ainda haja esta associação aqui na região. E daqui a 20, 30 anos eu ia comemorar a Associação de Santa Cruz”, diz, satisfeito, Mário Luís Pereira.