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Existe “cada vez mais, turistas que não têm qualquer relação familiar com os Açores”

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A Comissão Especializada do Turismo (CET) da Câmara do Comercio e Industria de Ponta Delgada, na sua ultima reunião, procedeu à analise dos últimos dados estatísticos do turismo.

Segundo um comunicado enviado à nossa redação, nos últimos dados estatísticos do Turismo referentes ao mês de abril, verifica-se que Santa Maria teve um aumento “interessante” em termos de dormidas, quer naquele mês (37.6%), quer no acumulado de janeiro e abril de 2016 (20.6%), em relação ao mesmo período de 2015. Recorde-se, no entanto, que no ano anterior, Santa Maria apresentou um decréscimo.

Sendo que a Ilha de São Miguel, apresenta apenas um aumento de 1.4% no mês de abril de 2016.

Segundo a CET, a ilha de São Miguel estabilizou o impacto da alteração do modelo de transporte aéreo, revelando-se “indispensável a manutenção dos investimentos, que vinham sendo feitos, para assegurar o rumo continuo e consistente de crescimento do turismo”. Assim sendo, “não são admissíveis poupanças nesta fase de crescimento do turismo de São Miguel”.

Consequentemente, segundo o mesmo comunicado, o crescimento registado “em todas as ilhas, com exceção do Faial, evidencia também resultados assimétricos das politicas para o setor, exigindo correção célere”.

A CET analisou os mercados emissores tendo manifestado preocupação com a tendência monopolista na operação da Escandinávia, bem como da Holanda, da Bélgica e da Espanha. Considerando, ser “urgente o aparecimento de mais voos provenientes daqueles mercados”.

No que diz respeito ao mercado dos Estados Unidos da América, a evolução que se tem vindo a registar é, “cada vez mais, turistas que não têm qualquer relação familiar com os Açores”.

Finalmente, considerado o facto de que, apesar do aumento de dormidas “no nosso maior mercado que é Portugal”, os estrangeiros continuam a ser a maioria dos turistas que visitam a Região, o que “evidencia que a Tour Operação continua a ser a grande força de venda”.

Existindo apenas um voo low-cost dos mercados estrangeiros, proveniente do Reino Unido, com apenas uma rotação por semana e só uma parte do ano, sendo importante a existência de “voos de linha de varias cidades da Europa e do Continente Norte-Americano, que são a grande maioria e, salvo casos muito pontuais, não existem Charters para os Açores”.

DL/CCIPD

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