A Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva comemorou, a 2 de fevereiro, o seu 128º aniversário. Trata-se de uma data importante na vida desta filarmónica que, ao longo dos anos, tem sabido sobreviver numa altura quando este tipo de coletividades atravessam momentos menos bons.
Sandra Moniz tomou posse, como presidente da Filarmónica Estrela D’Alva, a 02 de novembro de 2014, embora tenha estado ligada à sociedade desde 1994, colaborando em várias atividades. Desde 2003 passou a desempenhar cargos de direção, tendo sido eleita no último ano.
Embora com poucos meses de mandado reconhece, ao nosso jornal, o apoio que tem recebido dos restantes membros da direção, realçando o facto de ser a primeira mulher à frente desta sociedade.
Num balanço à atividade da instituição, Sandra Moniz reconhece que as bandas têm muitos altos e baixos, mas admite que esta Filarmónica sempre teve muitos momentos de ouro. “Foi por várias vezes considerada uma das boas bandas, obteve vários prémios e as suas direções sempre se empenharam para que tivessem uma excelente execução”.
Sandra Moniz recorda igualmente os excelentes músicos que já saíram desta banda e que hoje desempenham papel de docentes.
Destaque ainda para a escola de música desta sociedade filarmónica que funciona igualmente como um incentivo a quem gosta de tocar numa banda de música. “Trata-se de um bom incentivo para quem pretenda seguir a carreira e não tem a oportunidade de ir para o conservatório. As aulas na nossa escola de música são gratuitas, sendo que a instituição paga os professores para dar as aulas aos que depois são integrados na banda”.
Atualmente a escola tem oito formandos sendo que a sua maioria irá ter a sua estreia pela Páscoa.
A Filarmónica Estrela D’Alva conta atualmente com cerca de 40 elementos, sendo que o músico mais novo tem oito anos e o mais velho está na casa dos 50, o que considera ser esta uma banda com muita gente jovem.
A presidente da Estrela D’Alva diz que as bandas filarmónicas são a base da cultura identitária duma freguesia e sente que existe falta de compreensão por parte da população ou das entidades que promovem as festas, admitindo haver mesmo alguma falta de respeito por esta cultura.
A Estrela D’Alva é uma das três bandas existentes no concelho de Lagoa e Sandra Moniz reconhece que, em outras ilhas, há um carinho especial pelas bandas filarmónicas mas, em São Miguel, admite que estas não são olhadas com o olhar que deveria ser, são vistas como um filho mais abastado.
Admite que se não fosse a boa vontade e colaboração saudável entre os membros da direção e alguns mecenas que vão surgindo, a história da banda poderia ser outra.
DL
(Leia a reportagem completa na edição impressa de março)
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