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63% faz a separação de resíduos em São Miguel

Inquerito separação residuos São Miguel MUSAMI

Um inquérito à população da ilha de São Miguel aponta que 63% faz a separação dos resíduos em casa.

Segundo a MUSAMI, Operações Municipais do Ambiente, E.I.M., S.A., o estudo indica também que 22,4% das pessoas estão muito satisfeitas com o sistema de recolha seletiva, enquanto 36% manifestam-se satisfeitas. Apenas 3,6% revelaram insatisfação para com a recolha seletiva.

Estas são algumas das conclusões da “entrevista aos utentes do circuito da recolha de seletiva de resíduos de embalagem”, realizada durante o ano de 2014, nos seis concelhos da ilha de São Miguel junto de 13.920 pessoas contactadas no âmbito da sensibilização porta a porta em curso.

A partir da análise estatística efetuada pela Universidade dos Açores, este estudo permite detetar ainda as principais razões pelas quais as pessoas não separam, bem como os municípios mais abertos à separação de resíduos e o que as populações pensam acerca da distância do ecoponto de sua casa e o seu estado, revela a MUSAMI na edição da revista Valorizar.

“Entre os principais motivos para a não separação de resíduos encontram-se a falta de tempo, exigir muito esforço, não saber fazer a separação de resíduos, ou porque não possui sacos próprios para o efeito, por não se preocupar com questões ambientais ou ainda por não acreditar que os resíduos sejam reciclados, entre outros motivos”, lê-se.

Nos municípios com população do tipo mais urbano, como Lagoa e Ponta Delgada, a percentagem daqueles que afirmam separar é menor, por comparação a Nordeste e Povoação.

Na Lagoa e Ribeira Grande prevalece o porta a porta, embora os respondentes que não usam esse processo afirmam na maioria que a distância do ecoponto é aceitável.

As respostas mais negativas em relação ao estado de enchimento dos ecopontos foram detetadas no concelho de Ponta Delgada, bem como na Lagoa. Opinião negativa igualmente para o estado de higiene dos ecopontos nos mesmos municípios. Quanto aos resíduos verdes, predominam os inquiridos que não os produzem. Na Lagoa a sua queima é a resposta mais frequente.

No seguimento deste estudo, os concelhos de Lagoa, Povoação, Ribeira Grande e Vila Franca do Campo passaram a proceder à recolha seletiva porta a porta de todos os resíduos recicláveis desde o dia 1 de junho, incluindo resíduos verdes mediante contacto telefónico para a câmara municipal.

DL/MUSAMI

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