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“A cultura e a arte, seja qual for a sua expressão, pode abrir os horizontes da Fé até qualquer um”

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A Igreja Matriz de Santa Cruz irá acolher, a partir do dia 18 de maio de 2017, uma Coleção Visitável “Vitae”, intitulada [Re]ver a arte Cristã, de forma a estudar, preservar e salvaguardar todo o património religioso existente na Paróquia.

O projeto surgiu no âmbito do inventário feito à Igreja de Santa Cruz, efetuado por Joana Simas, e foi apresentado no dia 18 de outubro, Dia Litúrgico de São Lucas e celebração do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja.

O objetivo futuro será de implantar um museu de tipologia eclesiástico, mas por enquanto a denominação de “museu” ainda não pode ser utilizada por não reunir todas as funções estabelecidas pela lei, assim sendo será uma Coleção Visitável.

Segundo Joana Simas, a importância deste projeto é de grande significado, tendo como principal objetivo “comunicar, informar através da missão pastoral e envolver a fé à cultura sempre numa ligação com a comunidade”.

“A maior parte das pessoas não têm conhecimento sobre o património existente aqui na Igreja”, disse Joana Simas, demonstrando que a Igreja Matriz de Santa Cruz pretende fazer “algo inovador”.

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A Coleção Visitável irá permitir prolongar a ação da Igreja no mundo real, com uma missão pastoral, de forma a preservar e divulgar o Património cultural de cariz religioso, envolver a comunidade local, promover a investigação, desenvolver atividades e criar um suplemento informativo para cada ano do itinerário catequético de infância e adolescência.

Os visitantes poderão assim conhecer obras de muito valor, do século XVI ao século XX, com imagens da própria Igreja de Santa Cruz mas também do Convento dos Franciscanos.

Para Joana Simas, a Igreja está associada apenas a um local de culto, aqui “criamos outra leitura que não está só visível ao culto”.

Vários espaços anexos à Igreja vão ser musealizados com perto de 300 obras, divididas em diversos núcleos, nomeadamente, o Núcleo de Imaginária, Ourivesaria, Cerâmica, Processional, Paramentaria e Arte Bonecreira.

Segundo, Pe. Nuno Maiato, a arte e cultura, “estão interligadas à religião desde sempre” e “em todo o tempo houve grandes manifestações artísticas, sobre temas bíblicos, relacionados com a religião”.

“O projeto pretende rebuscar, reavivar, esta ideia de que o património que nós temos aqui na nossa Igreja Matriz, que não é um património riquíssimo, mas o pouco que nós temos, primeiro do que tudo, temos que o preservar e depois mostrar às pessoas para que possam usufruir desta beleza que se manifesta nestas peças”, declarou Pe. Nuno Maiato ao Diário da Lagoa.

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O Núcleo da Imaginária, estará localizado no interior da torre sineira, abordando a temática da vida cristã, com uma perspetiva cronológica e histórica da evolução da religião católica, nomeadamente com imagens e esculturas.

O Núcleo Ourivesaria, ficará na sala ao lado do Batistério, com peças de valor material, mas principalmente valor sentimental e simbólico, peças essas que serão de património vivo, ou seja, também utilizadas durante as missas.

Por detrás do altar, será o Núcleo Cerâmica, com objetos litúrgicos que foram produzidos pela Cerâmica Vieira na Lagoa.

O património material e imaterial, ficará visível ao público na “oficina”, numa sala exterior do Templo junto ao jardim da Igreja, sendo o Núcleo Processional.

O Núcleo Paramentaria, irá divulgar os tecidos, roupas e paramentos litúrgicos antigos, sala esta que estará situada por cima da Sacristia.

Finalmente, o Núcleo da Arte Bonecreira, ficará numa sala anexa à Sacristia, onde os diversos bonecos irão representar a vida Cristã.

Por outro lado, haverá uma aplicação para Smartphones e distribuição de tablets para os visitantes, de forma a complementar as informações da Coleção Visitável.

“A cultura e a arte, seja qual for a sua expressão pode abrir os horizontes da Fé até qualquer um”, salientou o Pe. Nuno Maiato.

DL/AS

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