
A Associação para a Promoção e Proteção Ambiental dos Açores (APPAA) considerou esta segunda-feira, 22 de junho, urgente a adoção de medidas que garantam o cumprimento integral das normas de acesso à Reserva Natural da Montanha do Pico. A tomada de posição, motivada pela forte pressão turística que a fasquia mais alta de Portugal regista nesta época do ano, foi avançada pela associação ecologista através de uma nota informativa remetida à redação do nosso jornal.
Para a organização, o encerramento da Casa da Montanha durante o período noturno compromete seriamente a vigilância num dos trilhos mais desafiantes da região. A associação lembra que a legislação atual apenas permite a subida noturna, fora do horário de funcionamento daquela infraestrutura, a quem se faça acompanhar por guias devidamente credenciados, uma regra que fica sem qualquer fiscalização no local com as portas do posto de turismo fechadas.
A reivindicação da APPAA ganha especial relevância nos meses de julho e agosto, altura em que milhares de visitantes procuram a Montanha do Pico para pernoitar no respetivo topo e usufruir do pôr do sol e do amanhecer. Segundo os ambientalistas, “todos os meios alternativos que sejam utilizados” (como o registo prévio na Internet, o recurso aos Bombeiros Voluntários da Madalena ou o controlo pontual por parte da PSP e dos Vigilantes da Natureza) “não poderão compensar a ausência de controle, no local, na Casa da Montanha”.
A associação lamenta ainda o facto de as receitas geradas pelas taxas de subida à montanha não estarem a ser canalizadas para a sua salvaguarda. “É lamentável que se atraiam visitantes para usufruir da riqueza natural das nossas ilhas e que as receitas resultantes não sejam aplicadas, prioritariamente, na sua proteção e, simultaneamente, na proteção do meio ambiente”, acusa a estrutura na nota pública enviada.
A fechar o comunicado, a direção da APPAA apela ao executivo açoriano para que a atual interrupção do serviço noturno seja encarada como uma “medida provisória e excecional”. A associação ambientalista, que deu luz verde há poucos meses à atualização do regulamento de acesso em sede de Conselho Regional do Ambiente e Ação Climática, exige agora que se contratem os funcionários necessários para repor a segurança e manter o espaço aberto 24 horas por dia.
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