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As casas de Câmara e Cadeira nos Açores (Séculos XV-XVIII)

capaAcaba de sair do prelo uma nova publicação do Instituto Açoriano de Cultura, intitulada As Casas de Câmara e Cadeia nos Açores (séculos XV-XVIII), da autoria de Mateus Laranjeira.

Segundo o autor “As Casas de Câmara e Cadeia nos Açores” pertencem a uma tipologia específica da arquitetura civil, um modelo que teve as suas raízes, em Portugal, no século XIV. No século seguinte, já muitos dos concelhos então existentes tinham uma casa de câmara, construída propositadamente para albergar a vereação e a audiência, mais tarde, também a cadeia – a tipologia estava formada. Quando os Açores começaram a ser povoados, a organização concelhia foi transposta da metrópole para as ilhas e, com ela, o tipo de casa de câmara e cadeia. As principais vilas e cidades que se criaram nos Açores tiveram, e têm, exemplares daquele tipo de casas, destacando-se das demais casas pelos atributos arquitetónicos que possuíam, tendo sido apropriados, com o tempo, a partir das casas nobres, dos castelos, dos conventos e das igrejas, sempre associados a símbolos de poder e nobreza. Falamos de torres, escadarias exteriores, alpendres, balcões, varandas, arcos e arcarias que eram adicionados às casas de câmara e cadeia, articulando-se entre si numa composição final que as distinguia de todos os outros edifícios da vila ou cidade. A comparação das casas de câmara e cadeia dos Açores com as suas congéneres, na metrópole e no Brasil, não só as integra numa mesma família de edifícios, mas também contribui para a afirmação da tipologia no panorama da arquitetura civil, conquistando um espaço na História da Arte Portuguesa”.

Este projeto contou com o apoio do Governo Regional dos Açores/Secretaria Regional da Educação e Cultura/Direção Regional da Cultura.

Com um total de 255 páginas, esta obra teve uma tiragem de 1.000 exemplares, estará em breve disponível para distribuição gratuita aos sócios ativos deste Instituto e para venda ao público em geral pelo preço unitário de 12,00€.

Mateus Laranjeira licenciado em Património Cultural (2005) e Mestre em História da Arte (2013) pela Universidade do Algarve. Foi investigador no projeto “Museu do Barrocal – ecossistema, demografia e práticas socioculturais” (2006); foi colaborador nas exposições de Arte Contemporânea “Circulação Livre” (2007) e “Articulações” (2008), organizadas na Antiga Fábrica da Cerveja de Faro; foi investigador da equipa que realizou o Inventário do Património Imóvel dos Açores – concelho de Ponta Delgada (2007-2008), projeto da parceria DRaC/IAC; foi ainda colaborador no projeto “O Património perto de si”, com o artigo intitulado “Sobre a Sé de Angra do Heroísmo” (2012). Publicou o livro São Salvador de Angra – uma catedral sebástica (2008), obra editada pelo Instituto Açoriano de Cultura.

DL/IAC

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