
A explicação do vice-Almirante Gouveia e Meio foi dada durante a audição ao coordenador da task-force da vacinação contra a covid-19 que decorreu esta semana em Lisboa. Surgiu depois das perguntas da deputada socialista Lara Martinho sobre eventuais problemas logísticos na colocação de vacinas nas regiões autónomas. A vice-presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista questionou ainda o porquê da percentagem de vacinados na Madeira ser de 28% e de nos Açores ser de apenas 24,4%.
Em resposta a Lara Martinho, o vice-Almirante Gouveia e Melo destacou que apesar de os Açores terem uma população ligeiramente menor que a da Madeira se encontram a receber o mesmo número de vacinas.
Gouveia e Melo explica que a diferença percentual entre os dois arquipélagos não está relacionada com “vacinas disponibilizadas” mas antes com as “vacinas administradas”, sendo essa uma responsabilidade das entidades regionais.
Quanto ao número de vacinas a disponibilizar, quer neste como no próximo trimestre, o coordenador nacional da task-force confirmou serem distribuídas na proporção da população, estando a seguir esse critério de forma muito rigorosa.
Lara Martinho considera que, aparentemente, não há razões para este diferencial e apelou para que o Governo regional reforce o processo de vacinação nos Açores aproveitando ao máximo todas as vacinas que chegam à região. “O ritmo de vacinação no continente tem aumentado e é fundamental que o ritmo de vacinação nos Açores também aumente, não se percebe este diferencial.”
A deputada Socialista eleita pelo círculo dos Açores à Assembleia da República apelou a uma aceleração no processo de vacinação nos Açores por forma a possibilitar “uma mais célere recuperação da economia”.
DL
Os leitores são a força do jornalismo livre.
Subscreva e apoie. Ao valorizar o nosso trabalho, viabiliza um jornalismo independente e de proximidade. Só assim levamos até si as notícias que contam.
Laisser un commentaire