A Câmara Municipal de Lagoa aprovou em reunião de câmara, a proposta do regulamento do Prémio Municipal de Pintura Numídico Bessone.
Tratou-se de uma proposta apresentada pelo autarca lagoense como forma de dignificar e perpetuar a memória do ilustre lagoense Numídico Bessone Borges de Medeiros Amorim, escultor e medalhista, autor de uma vasta obra que inclui alguns dos mais notáveis exemplares de estatuária pública existente nos Açores e no continente.
O Regulamento municipal agora instituído pela Câmara Municipal de Lagoa, integra as disposições por que se regerá a atribuição do Prémio Municipal de Pintura Numídico Bessone, com o objetivo de estimular a atividade cultural na área da pintura e os artistas locais e regionais.
De referir que a atribuição do Prémio Municipal de Pintura Numídico Bessone será bienal, nos anos ímpares, com um prémio monetário no valor é de 3.000,00 €. Assim, poderão concorrer todos os artistas naturais e ou residentes na Região Autónoma dos Açores, sendo que, os participantes terão total liberdade temática, admitindo-se todas as tendências e correntes estéticas, desde que se enquadrem na disciplina de pintura.
Cada participante poderá concorrer com o máximo de duas obras, inéditas e originais, da sua exclusiva propriedade, sendo condição indispensável que não tenham sido apresentadas a nenhum outro prémio ou concurso e que não estejam incluídas em catálogo ou publicações. As obras deverão ser concluídas nos dois anos anteriores ao da sua apresentação a concurso.
Numídico Bessone Borges de Medeiros Amorim mais conhecido por Numídico Bessone, nasceu no concelho da Lagoa a 12 de agosto de 1913 , notabilizando-se como escultor e medalhista, sendo autor de uma vasta obra que inclui alguns dos mais notáveis exemplares de estatuária pública existente nos Açores e no continente.
Foi uma personalidade incontornável das artes, pela sua formação em escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e depois em pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, distinguindo-se como um aluno brilhante, tendo por isso alcançado o Prémio Nacional de Belas Artes, tendo por isso sido seleccionado como bolseiro do Instituto de Alta Cultura para estudar em Roma, entre1946 a 1949, onde também foi bolseiro do governo italiano, frequentando depois um curso de especialização em medalhística na Escola de Arte de Medalha de Roma, entre1950 e 1951.
A sua obra foi apresentada em várias exposições internacionais e está representada no Museu Nacional de Arte Contemporânea de Lisboa, no Museu Carlos Machado, no Museu de José Malhoa e em diversas galerias.
DL/CML
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