A 15 de setembro de 2018, o Cabouco comemorou o seu 38º aniversário, de elevação a freguesia.
“Neste momento, o Cabouco está diferente, ao longo destes anos, todos foram imprescindíveis na transformação desta terra. O Cabouco é uma Freguesia de futuro e todos juntos, podemos engrandecer aquilo que é nosso…”, refere o presidente da Junta de Freguesia.
Ao Jornal Diário da Lagoa, Adriano Costa fala numa jovem freguesia, havendo a necessidade de olhar para trás, ao início, aquele que era um lugar da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, elevada a freguesia a 15 de setembro de 1980.
38 anos de existência duma terra que tinha caminhos de terra batida, não havia eletricidade, sem serviços públicos e onde hoje é dotada em termos de estruturas de apoio à população, como é o caso da Sede da Junta de Freguesia, Casa do Povo, Centro Social e Cultural, um Centro Paroquial com Creche e Jardim de infância, um ATL, uma escola primária, um salão fúnebre, tem boas acessibilidades a todos os concelhos da ilha, sendo uma freguesia de futuro.
O presidente da Junta de Freguesia diz ser notório o desenvolvimento que a freguesia teve e o crescimento em termos habitacionais, contando hoje com mais de dois mil habitantes.
O Cabouco é conhecido internamente mas também no exterior, tendo sido aposta a sua divulgação. “São 38 anos de vida, onde muito foi feito, mas ainda há muito a fazer”, destaca o autarca.
É nesta freguesia que está instalado o Parque Industrial da Chã do Rego de Água, que tem muitas empresas sediadas naquele espaço, tem industria, tem explorações, sendo uma freguesia muito virada para o comércio.
Recorda que também a Freguesia deverá receber o novo estabelecimento prisional de São Miguel, sendo que esta vai continuar a crescer.
Relativamente àquilo que tem sido feito na divulgação a freguesia, Adriano Costa recorda os eventos que tem sido marca do Cabouco, caso do mais recente evento, o “Cabouco Land” em que este ano foi feita a sua segunda edição.
Trata-se de um evento que mistura a agropecuária com a música, tendo sido em 2017 uma experiência.
Este ano foram feitos melhoramentos tanto a nível musical como na própria feira agropecuária, com o aumento o número de animais, assim como dos participantes do cortejo.
“Uma aposta ganha e um marco histórico que terá a sua continuação” adianta o presidente da Junta de Freguesia. Em 2019 há a ideia de organizar uma feira ainda com maior representação.
Por outro lado, Adriano Costa recorda que há ainda trabalho a fazer nesta freguesia, é o caso de algumas requalificações, sendo o caso da própria sede da edilidade, do polidesportivo e da Praça Dona Amélia.
O polidesportivo, que está a ser alvo já de melhoramentos, até final do ano deverá estar concluída a sua obra de requalificação, sendo que, em 2019, deverá avançar a requalificação da sede da junta e onde é pretendido criar uma biblioteca de freguesia, havendo já muito espólio.
O autarca fala na necessidade de salvaguardar alguma coisa do passado, do presente, mas essencialmente salvaguardar para as gerações vindouras, uma vez que estas é que serão o que é o hoje e o futuro.
Quanto às preocupações que chegam até à edilidade por parte da população, Adriano Costa recorda que é muito procurado essencialmente pela falta de trabalho. “Esta tem sido uma procura constante, e a freguesia, dentro das suas possibilidades, tem tentado acudir, essencialmente as pessoas mais necessitadas e à situações mais flagrantes da freguesia”.
Adriano Costa recorda que a Junta tem pessoas ligadas a vários programas de emprego do governo, minimizando assim esta problemática que acaba por ser geral.
DL
(Artigo publicado na edição impressa de outubro de 2018)
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