Log in

Clube de Motards Gravediggers “Pedir para dar”

IMG_9195

O clube de motards Gravediggers, com sede na Lagoa, promoveu, na passada sexta-feira, dia 13 de maio, um encontro solidário. Este evento, que decorreu no Clubhouse Gravediggers, contou com música e foi aberto ao público em geral.

O objetivo foi angariar bens alimentares que foram entregues, esta quinta-feira, dia 19 de maio ao Centro Social e Cultural da Atalhada, na Cidade de Lagoa, para as pessoas mais necessitadas.

Assim sendo, o Clube de motards Gravediggers, é um Clube não federado, composto por vários amigos, amantes das motas, e que se tratam por “irmãos” sendo esta a segunda família de cada membro.

Para Valter Raposo, Presidente do Clube de motards Gravediggers, “às vezes o número não é o ideal, é melhor sermos poucos mas bons”, recordando que anteriormente o clube já teve aproximadamente 100 membros.

No entanto, para se tornar num Gravediggers, é preciso “respeitar certas regras, ter gosto, respeito, é uma questão de compreensão”, explicou Valter Raposo. Assim sendo, um novo membro dos Gravediggers tem que corresponder a uma serie de requisitos, onde existe uma “recruta” e finalmente todos os membros têm que estar da acordo para aceitar um novo membro ao clube.

Para os Gravediggers, a diferença entre eles e outros clubes de motards, é que as “cores” do seu clube não podem ser “compradas, têm que ser merecidas pelo trabalho”. Pois pertencer aos Gravediggers “é um bocadinho mais do que um passatempo”, é uma verdadeira família onde “se um cai, caiem todos, se um vai, vão todos”. 

“Somos um clube um bocadinho reservado, mas com as nossas portas abertas à população em geral. À sexta-feira, estamos aqui e apesar de sermos reservados, temos as portas abertas ao público e a quem quiser vir, é muito bem-vindo”, salientou o presidente dos Gravediggers.

Os Gravediggers existem desde 1997, sempre com a vertente de solidariedade, sendo o lema do clube: “ Pedir para dar”.

No que diz respeito à angariação de produtos alimentares, foi o primeiro evento solidário organizado para esse fim, mas o clube de motards já angariou outros bens, nomeadamente cadeiras de rodas, camas especiais e um computador para uma criança com necessidades especiais.

Segundo Valter Raposo, cada vez existe menos rivalidade entre os diferentes clubes de motards, pois se o objetivo é ser solidário, então todos devem participar independentemente da pertença a um clube diferente. E prova disso, foi que praticamente todos os clubes de motards de São Miguel estiveram presentes no evento solidário organizado pelos Gravediggers.

Para Nuno Martins, Presidente do Centro Social e Cultural da Atalhada, os bens alimentares irão ser distribuídos a lagoenses carenciados e desfavorecidos.

Inicialmente, o Centro Social e Cultural da Atalhada, surge como um projeto de luta contra a pobreza, visando a recuperação da população e zonas em risco. Com uma vertente na área das formações, com a carpintaria, pastelaria e artesanato e uma componente de apoio social, a nível de habitações degradadas às pessoas e famílias do Concelho de Lagoa.

Atualmente, o projeto evoluiu e conta com diversas valências, divididas em quatro departamentos: Administrativo; Educativo com uma creche e uma rede de cinco ATL’s espalhadas pelas cinco Freguesias do Concelho; Economia-Solidária composto pela carpintaria, cooperativa de artesanato e pastelaria e; a Ação Social e Integração composto por um centro de convívio de idosos. Consequentemente, o Centro Social e Cultural da Atalhada, conta com cerca de 50 colaboradores e com o apoio de diversas associações.

A parceria com os Gravediggers surgiu através “de uma conversa informal, aliás como é habito desta própria associação”, salientou Nuno Martins.

“Disponibilizamo-nos para, em colaboração com os Gravediggers, conseguir levar este esforço deles, que é bastante meritório, para junto das pessoas que mais precisam”, salientou o Presidente da Associação.

Finalmente, o Clube de Motards Gravediggers, adiantou que a partir deste evento, todas as sextas-feiras 13 , serão realizados eventos de cariz solidários, relembrado o lema: “Pedir para dar”.

DL/AS

Os leitores são a força do nosso jornal

Subscreva, apoie o Diário da Lagoa. Ao valorizar o nosso trabalho está a ajudar-nos a marcar a diferença, através do jornalismo de proximidade. Assim levamos até si as notícias que contam.

Laisser un commentaire

Votre adresse e-mail ne sera pas publiée. Les champs obligatoires sont indiqués avec *

CAPTCHA ImageChanger d'image