
A secção regional da Ordem dos Enfermeiros congratulou-se pela implementação da recomendação efetuada aquando da visita à unidade de saúde da ilha do Corvo no que concerne à disponibilização de enfermeiros especialistas, tendo a mesma contribuído para a operacionalização.
No âmbito de uma visita de acompanhamento, entre várias matérias, a Ordem dos Enfermeiros havia deixado o desafio para que se criassem condições para levar enfermeiros especialistas nas diversas áreas à ilha do Corvo, no sentido de garantir melhores cuidados à população corvina, em especial no que diz respeito à prevenção da saúde e qualidade dos serviços prestados.
Recorde-se que a maior parte das ilhas sem hospital, ou não têm enfermeiros especialistas, ou estes existem em número ainda muito reduzido, acrescendo o facto de as condições nesta ilha se revestirem de muitas particularidades.
Desta forma, a equipa de enfermagem da unidade de saúde da ilha do Corvo será apoiada por colegas com competências específicas e especializadas em diversas áreas.
Assim, num trabalho em equipa com outros profissionais de saúde, irá desenvolver-se uma série de sinergias, sempre com foco nos melhores cuidados à população. O projeto tem início esta semana, com uma enfermeira especialista em saúde materna e obstétrica que irá proporcionar uma consulta especializada na preparação para o parto e parentalidade, a partir desta sexta-feira, 19 de maio.
Entre vários objetivos, irá formar os casais sobre as estratégias a colocar em prática durante a gravidez, no parto e no regresso a casa. Prevê-se que estejam envolvidos cerca de 65 utentes.
Para o presidente do conselho diretivo regional Ordem dos Enfermeiros, Pedro Soares, “os Açores estão, mais uma vez, a ser um exemplo para o país. Colocar o nosso utente no foco do trabalho das equipas de enfermagem, médica e de todos os restantes profissionais de saúde deveria ser sempre o principal objetivo. A unidade de saúde da ilha do Corvo teve a ousadia de inovar e, agora, temos no Corvo um exemplo com potencial para ser replicado por outras ilhas. Somos demasiado pequenos para não trabalharmos todos no mesmo sentido”, disse.
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