
A Filarmónica Estrela D’Alva realizou, no mês de outubro, o seu “Concerto de Outono”, que serviu para apresentar o novo maestro desta banda filarmónica de Santa Cruz, Lagoa.
O evento, que decorreu no Salão da Igreja Matriz, em Santa Cruz, serviu ainda para homenagear o maestro Paulo Gordo que, após 13 anos ligado a esta banda filarmónica, deixa agora a regência da mesma.
Ao Jornal Diário da Lagoa o presidente da direção da Filarmónica Estrela D’Alva fala numa nova fase da vida da banda. “Não é um adeus ao maestro, é mais um até já, uma vez que no maestro Paulo Gordo encontrámos um amigo, uma pessoa que não se encontra igual”.
Ricardo Tavares adianta que esta passagem de testemunho será uma continuidade do trabalho feito nesta filarmónica.
A Estrela D’Alva é uma filarmónica com muitos jovens, mas não tem sido fácil conseguir chamar mais jovens para a banda, pois estes encontram-se divididos pelas várias associações da freguesia. “Temos tido na nossa escola uns cinco ou seis por ano, gostávamos de ter mais, mas não tem sido fácil”, admite o responsável.
Segundo adianta, o convite feito ao novo maestro foi nesse sentido, o de dar continuidade para o futuro, uma vez que, segundo disse, “a juventude é o trabalho da nossa filarmónica, se não houver jovens a filarmónica pode chegar a uma altura que pode acabar”.
Na hora de saída, o maestro Paulo Gordo diz sair com saudade, depois de um trabalho de 13 anos ligado a esta banda, numa aposta de formação dos jovens, mas só possível com a ajuda de muitas pessoas, quer das várias direções, como de músicos e outras entidades.
Segundo recordou ao Diário da Lagoa, todo o trabalho foi feito com respeito mútuo, desde a convivência ao ensinamento com sentido de responsabilidade.
Sobre o novo maestro, Paulo Gordo adianta que a banda fica agora bem entregue. “O Luís Paulo tem formação musical, tem qualidade, tem bom coração e é humilde, e como a maioria dos jovens, ele foi um dos pilares de formação da banda, acreditando que o novo maestro vai alcançar outros patamares mais elevados.
Ligado à Estrela D’Alva desde 2001, Luís Paulo assume agora a regência da banda. Este admite que não será um trabalho fácil, mas acredita que, com o apoio de todos, o trabalho poderá ser facilitado. “Sei que não vai ser fácil, são muitos jovens, mas sabendo lidar com todos, o trabalho será mais fácil”.
Segundo adiantou ao nosso jornal, a passagem do maestro Paulo Gordo pela Estrela D’Alva, marcou a banda sempre pela positiva, sendo alguém que soube ultrapassar os problemas. “Foi o maestro Paulo Gordo que me incentivou a seguir em frente, tendo sido sempre uma referência para a filarmónica”.
O novo maestro admite que fica com o trabalho facilitado depois do que foi feito ao longo destes últimos 13 anos. “Tenho vindo a trabalhar estes anos com ele na escola de música e pretendo dar continuidade ao trabalho que o Sr. Paulo fez. O objetivo é continuar a formar na Estrela D’Alva”.
A Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva foi fundada a 2 de fevereiro de 1887, na freguesia de Santa Cruz, por Manuel José Tavares Canário.
O primeiro presidente desta filarmónica foi o Padre João José Tavares. Foi da sua autoria a letra e música do hino que se canta à padroeira desta freguesia – Nossa Senhora da Estrela.
Atualmente, esta filarmónica é composta por cerca de 40 músicos, de várias faixas etárias.
DL
(Artigo publicado na edição impressa de novembro de 2019)
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