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Glider lançado no Faial vai mapear o oceano Atlântico

© OKEANOS
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O OKEANOS – Instituto de Investigação em Ciências do Mar, da Universidade dos Açores, anunciou o lançamento de um glider projetado para a exploração do oceano Atlântico. O lançamento ocorrerá no próximo domingo, 25 de junho, na ilha do Faial. Este lançamento surge no âmbito do projeto Mission Atlantic, financiado pela União Europeia, e tem como objetivos principais mapear e avaliar o estado presente e futuro dos ecossistemas marinhos do Atlântico sob a influência das alterações climáticas e exploração humana.

Através de metodologias baseadas em avaliações integradas de ecossistemas, o projeto pretende identificar riscos e pressões nos ecossistemas do oceano Atlântico para apoiar o desenvolvimento de estratégias de gestão que irão garantir o uso sustentável dos recursos marinhos e a preservação da biodiversidade marinha para as próximas gerações.

O instrumento de investigação sairá da do Faial, uma zona biogeográfica e oceanográfica de fronteira que marca a transição da zona temperada quente para o início da influência subtropical, e passará por vários pontos estratégicos, entre os quais Canárias, Cabo Verde e Brasil. Ao longo deste percurso, os sensores, as sondas científicas e os hidrofones instalados irão recolher diversos parâmetros oceanográficos, será feita a medição do eco na coluna de água e será ainda possível detetar animais marcados com marcas acústicas.

O projeto, já em curso, está a trabalhar no âmbito do mapeamento, modelação e avaliação dos ecossistemas do oceano Atlântico, recolhendo novas observações e desenvolvendo e aplicando ferramentas e tecnologias com base em modelos dinâmicos e técnicas avançadas de aprendizagem automática para análises de big data.

A missão reúne cientistas, gestores e outros interessados de trinta e três organizações parceiras que formam uma equipa multidisciplinar que inclui líderes reconhecidos em ciência, política e indústria oceânica, abrangendo um total de catorze países em quatro continentes (Europa, África, América do Norte e América do Sul).

Pedro Afonso, investigador do OKEANOS, reconhece que esta missão “vai permitir ter uma visão sinóptica da variabilidade ao longo do eixo norte-sul, através do oceano Atlântico, demonstrando ao mesmo tempo o enorme potencial que estas ferramentas podem ter numa perspetiva de observação automatizada do oceano para suportar a avaliação do seu estado ambiental e dos impactos atuais e futuros da ação humana”.

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