O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente afirmou, na Horta, que o Governo dos Açores “defende a proteção intransigente dos vinhos e vinhedos europeus”, não subscrevendo a “tentativa de liberalização dos direitos de plantação”.
“Defende a proteção intransigente dos vinhos e vinhedos europeus, os seus ‘terroirs’ e, simultaneamente, as paisagens características e os empregos”, afirmou Luís Neto Viveiros, na sessão de abertura da reunião do Bureau Internacional da Assembleia das Regiões Europeias Vitícolas – AREV.
O Secretário Regional manifestou satisfação por, pela primeira vez, esta reunião se realizar nos Açores, “pelo prestígio da AREV, pela sua representatividade no panorama vitivinícola europeu e, também, pela sua oportunidade, quando se encontram em negociação dossiers decisivos para o futuro das vinhas e dos vinhos europeus”.
Segundo Luís Neto Viveiros, os Açores identificam-se “com a posição de defesa” assumida por esta associação “relativamente à Denominação de Origem, no sentido de proteger os vinhos que simbolizam as respetivas regiões de produção, como fator de identidade e valorização dos produtos”.
Por outro lado, reforçou a posição de defesa da rotulagem dos vinhos, sob pena, disse, de “imperando algumas propostas, estarmos a vender vinhos sem rosto e sem identidade”.
Luís Neto Viveiros salientou que produzir vinho nos Açores é “um ato de dedicação, de vontade e do exercício de uma arte herdados dos nossos antepassados que da pedra souberam fazer uma aliada na produção de vinha, junto ao mar”, assegurando que “imbuído do mesmo espírito”, o Governo dos Açores vai “prosseguir a aposta na dinamização e fortalecimento da vinha, do vinho e da sua cultura”.
Para o Secretário Regional, promover o Enoturismo é um dos objetivos estabelecidos nesse sentido, pelo que a Região acompanha “com o maior interesse” a realização de um estudo “sobre a criação de uma marca de excelência enoturística, a ser utilizada por todas as regiões membros da AREV, como é o caso dos Açores”.
DL/GaCS
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