
A Diretora Regional dos Recursos Florestais anunciou que já foi remetida aos sindicatos a proposta de revisão da carreira de guarda florestal nos Açores, para efeitos de negociação coletiva, acrescentando que foi dado, hoje, “mais um passo neste processo, com a fase de consulta do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) e do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSA) durante um prazo de 30 dias”.
Anabela Isidoro adiantou ainda que, em breve, será publicado em Jornal Oficial o mesmo documento para apreciação pública.
A revisão da carreira de guarda florestal nos Açores consta da proposta de diploma que aprova a orgânica da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas.
Anabela Isidoro destacou que os guardas florestais são profissionais essenciais para pôr em prática a estratégia de gestão responsável e sustentável da floresta, uma vez que estão diariamente no terreno, sendo responsáveis “pela preservação, acompanhamento de trabalhos de reflorestação, levantamento de autos de notícia por infrações e fiscalização das questões ligadas à caça”, sublinhando, ainda, que aqueles “profissionais têm um papel central ao nível da preservação, fiscalização, defesa e evolução da floresta dos Açores”.
Este ano, o Governo Regional reforçou o número de guardas florestais no arquipélago com a entrada de 12 novos elementos, o que corresponde a uma renovação geracional de quase 19% nesta classe profissional.
Com a entrada ao serviço destes novos profissionais, os Açores passam a contar com 65 guardas florestais, sendo 54 homens e 11 mulheres, com uma média etária de 42 anos.
A carreira profissional de guarda florestal foi iniciada no arquipélago em 1948, aquando da instalação dos Serviços Florestais na Região, com o objetivo de implementar a lei que submetia ao regime florestal os baldios mais adequados para a cultura florestal.
DL/Gacs
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