O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou esta quinta-feira, 21 de janeiro, em Lisboa, que a cooperação entre os governos dos Açores e da República nas áreas da Ciência e Tecnologia vai ter “uma melhoria significativa”.
Fausto Brito e Abreu, que falava no final de uma reunião com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, disse estar “bastante otimista” com o resultado do encontro, durante o qual foram debatidas as políticas regionais de Ciência e Tecnologia, bem como assuntos de interesse comum entre o Governo Regional e o Governo da República nestas áreas.
Brito e Abreu destacou o “potencial dos Açores” para desenvolver áreas científicas e tecnológicas importantes para o país, decorrentes da localização geográfica do arquipélago, das condições naturais e das competências das unidades de investigação regionais.
Segundo o executivo regional, do ponto de vista da cooperação entre governos, o Secretário Regional apontou “duas grandes áreas” em que os Açores trazem “grandes ativos para o país e para a política de Ciência e Tecnologia do país”, nomeadamente a exploração do mar profundo e as tecnologias espaciais.
Segundo Brito e Abreu, a localização dos Açores no centro do Atlântico permite a instalação de estruturas terrestres capazes de observar “grandes partes da órbitra terrestre”, constituindo-se, por isso, como “um ativo de Portugal para atrair projetos na área das infraestruturas de observação do espaço, de observação remota da Terra e de oceanos”.
O Secretário Regional do Mar lembrou ainda que o programa do Governo da República aprovado recentemente prevê a instalação de um Centro de Observação Oceânica nos Açores, mais concretamente na Horta, na ilha do Faial.
No encontro hoje realizado em Lisboa foram também debatidos temas relacionados com o ensino superior e a Universidade dos Açores.
Brito e Abreu transmitiu ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior a posição do Governo Regional sobre a importância de o Governo da República ter em conta “as especificidades próprias da Universidade dos Açores, que está localizada numa região cujo território é fragmentado por nove ilhas”, e contribuir para compensar os sobrecustos da sua insularidade e estrutura tripolar, que são “uma peça importante do desenvolvimento harmonioso da Região, que é também um desígnio nacional”.
DL/Gacs
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