O Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel – NONAGON, na Cidade de Lagoa, foi palco das III Jornadas Regionais da Qualidade, “Açores, da Qualidade à Excelência”.
Para Aida Ferreira, da APQ Açores (Associação Portuguesa da Qualidade), a Norma Qualidade traz muita burocracia, pode aumentar os custos dos serviços e produtos e até pode torna os processos mais difíceis mas na realidade é fundamental e tem diversos benefícios.
“Ainda não conseguimos incutir a cultura da qualidade nas empresas, se todos nós incutimos a cultura da qualidade nas nossas empresas” então seria uma aposta ganha.
A responsável falava no âmbito da Mesa Redonda sobre o tema “a qualidade aplicada à industria e aos serviços”, na qual a chefe de divisão de administração geral da Câmara Municipal de Lagoa, referiu que, para a Cidade lagoense numa visão da “rota do futuro”, a norma de qualidade, é “a porta de entrada para qualquer investimento que se possa fazer na lagoa”.
Sendo que a excelência “é o que procuramos e os funcionários da Câmara procuram e só podemos atingir essa excelência com o apoio de todos”, afirmou Clara Ganhão.
Desde 2014, o Gabinete de Atendimento ao Município, é o único certificado pela norma com três pessoas na linha da frente no gabinete e outras 30 pessoas, sendo que “toda a estrutura está interligada para satisfazer” os lagoenses, referiu.
Para 2017 todos os serviços irão fazer parte do âmbito e da norma e nomeadamente dois serviços ficarão certificados, a Pousada da Juventude de Lagoa e o Aquafit, com as piscinas e o ginásio.
“Não podemos ficar por aqui, temos que fazer a diferença”, salientou Clara Ganhão, sobre a importância de formar pessoas internamente, para “fazer a diferença e atrair mais pessoas à Lagoa”.
Para percorrer o caminho da qualidade e atingir a excelência, é necessário o “conhecimento e experiência de todas as pessoas”, um atendimento com educação, simpatia e confiança mas sobretudo com a capacidade de comunicação.
Por outro lado, segundo José Romão Braz, Administrador do Grupo Finançor, a qualidade chegou porque “nós acreditávamos nos princípios da qualidade e normas e nunca considerarmos que fosse um fardo aderir à Norma”.
Assim sendo, aderir à Norma de Qualidade “traz burocracia mas também vantagens”, nomeadamente com um sistema de qualidade, onde para a área industrial, “temos um domínio total do nosso sistema e do que se passa com os nossos produtos”.
A Norma pode acarretar alguns custos mas na realidade os custos trazem qualidade,“o barato sai caro” e a qualidade traz às empresas “rigor e exigências, o que é uma mais valia”.
“Norma e legislação é para cumprir , sentimos-nos superior neste sentido, passamos a ter como requisitos aquilo que faz sentido, que dá para a rentabilidade dos negócios”, salientou José Romão Braz.
Assim sendo, a Norma de Qualidade permitiu à Finançor, internamente, com indicadores precisos, poder tomar decisões corretas e controlar tudo. A nível do mercado, no que diz respeito à produção do leite, permite investigar e desenvolver novos produtos para ultrapassar as dificuldades e assim “deixar os nossos concorrentes com mais dificuldades de nos apanhar”.
Ricardo M. Alves, do Aeroporto da Horta, salientou que o objetivo de aderir à norma qualidade é de “satisfazer todos os clientes”, sendo que o Aeroporto de Ponta Delgada, foi o primeiro aeroporto da Europa a ser certificado constituindo assim um verdadeiro “exemplo”.
“Quem não acompanhar o comboio mais cedo ao mais tarde vai ter dificuldades em acompanhar o mercado”, referiu Ricardo Alves, sendo que a Norma “ajuda a regular tudo internamente, os requisitos e a regulamentação para cumprir”.
As III Jornadas Regionais da Qualidade, terminaram com o Coaching de Alexandra Lemos, do CEO Premium Coaching e ICC Coach Trainer for Portugal, empresa de coaching presente em 65 países com 1000 coaches certificados.
Alexandre Lemos, demonstrou que a “qualidade e excelência ao serviço das pessoas”, passa essencialmente pela comunicação, onde o “nosso corpo não mente, quem mente é a nossa alma”.
“Vai tudo parar à comunicação, em primeiro connosco próprios a “pensar, onde estou e onde eu quero ir? Como posso melhorar a minha vida?”, para melhorar e progredir connosco próprios e depois no nosso ambiente profissional.
Assim sendo, temos que conhecer o nosso “GPS mental” com mapas mentais, como mudar e perceber as diversas “pistas linguísticas”, passando assim do pensamento à ação, com o circuito walk the talk, ou seja tornar as pessoas “DOT”: Disciplina, Organização e Trabalho.
DL/AS
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