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Jaime Vieira pede mais “respeito e reconhecimento” para com os pescadores

© LUÍS FURTADO/ CMRG
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O presidente da junta de freguesia de Rabo de Peixe, Jaime Vieira, marcou presença na cerimónia de homenagem aos pescadores da maior comunidade piscatória dos Açores, denominada de ‘Heróis do Mar de Rabo de Peixe’, evento que teve lugar naquela vila.

Numa manhã de homenagens e reconhecimentos aos homens do mar, Jaime Vieira destacou ser este um “dia de festa, na medida em que homenageamos uma classe que, muitas vezes, não tem o respeito e o reconhecimento que deveria ter, pois o setor das pescas representa um importante peso na economia regional.”

Jaime Vieira fez questão de lembrar que “é em Rabo de Peixe que reside a maior comunidade piscatória dos Açores e, para além disso, temos serviços e indústrias aqui sedeados que fazem desta terra um dos motores económicos da Ribeira Grande.”

Com cerca de cem embarcações e mais de mil pescadores, sendo que mais de três mil pessoas dependem diretamente da pesca para subsistir, “torna-se óbvio que este é um setor fundamental para Rabo de Peixe pelo que importa valorizar os homens do mar, o seu papel no presente da atividade e todos os que já contribuíram para a história da pesca nesta vila que já é identitária de uma comunidade.”

O presidente da junta de freguesia de Rabo de Peixe valorizou a persistência dos homens do mar. “Todos sabemos que o pescador, que labuta dia-a-dia, enfrenta enormes obstáculos para trazer rendimento para casa, ainda mais porque nem todos os dias se pode ir ao mar e nem todos os dias se consegue pescar a quantidade desejada e necessária para o seu sustento. É, por isso, importante realçar a bravura e a coragem destes homens que mesmo em situações em que o perigo espreita, saem para o mar conscientes de que poderão não regressar a terra.”

Apesar das dificuldades diárias, os pescadores de Rabo de Peixe têm “evidenciado capacidade empreendedora e tudo fazem para que o peixe não falte e para que não falte também o sustento para as suas famílias”, acrescentou Jaime Vieira.

“Por tudo isso, merecem o nosso agradecimento e o nosso aplauso, mas também merecem da parte de qualquer governo uma atenção especial”, reivindicou Jaime Vieira, justificando-a com o facto dos pescadores “saírem para o mar sem saberem quanto peixe vão apanhar e quanto renderá na venda em lota.

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