A Associação dos Jovens Agricultores Micaelenses (AJAM) realizou, recentemente, uma ronda de reuniões com as Indústrias de Lacticínios de São Miguel nomeadamente, Insulac, Bel, Unileite e Prolacto.
O objetivo do encontro teve como intuito de apresentar os novos dirigentes da AJAM, assim como discutir sobre a atual crise do leite dos constrangimentos dos produtores com a redução do preço e em algumas com a restrição da produção.
Fonte da AJAM revelou que foi objetivo desses encontros, perceber quais as soluções ou a estratégias que as Indústrias tem para ultrapassar essa crise e para garantir a estabilidade no futuro.
A AJAM desafia a indústria na aposta de produtos de valor acrescentado, na valorização pela diferenciação do leite dos Açores com mais promoção e reforço do Marketing mais acentuado com aproveitamento da “marca Açores”, com o objetivo de procurar e conquistar de novos mercados.
Num contexto de liberalização do mercado, a AJAM desafia a indústria a ganhar o seu espaço com um produto diferenciado que são os lacticínios dos Açores que tem apenas uma representação de 0.4% da produção Europeia.
Segundo César Pacheco, ficou o compromisso para colaborar com as Indústrias naquilo que for necessário por parte da produção para a valorização do leite.
Como balanço, o presidente da AJAM revela que este é positivo tendo sido demonstrada uma boa recetividade da indústria nos desafios.
Quanto ao fim da restrição da produção pela Insulac, foram demonstradas boas perspetivas a médio e curto prazo.
Pela parte da Unileite, esta não fará restrições à produção sendo um cenário que está descartado, tendo sido demonstradas boas perspetivas a médio e a curto prazo.
Mais reticente nas perspetivas a médio e curto prazo está a Bel que irá manter as restrições impostas à produção.
Uma das pretensões da produção é o aumento do preço que é pago pela indústria, não havendo previsões de subida.
DL/AJAM
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