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“O CETA não é um assunto menor”

O presidente da AEA-Associação dos Emigrantes Açorianos, Luís Silva, revelou estar “desapontado com a fraca divulgação” da entrada em vigor do Acordo Económico e Comercial Global entre a União Europeia e o Canadá, vulgarmente designado por CETA (Comprehensive Economic and Trade Agreement), e alertou os responsáveis políticos e agentes económicos que “o CETA não é um assunto menor”.

Segundo uma nota enviada à nossa redação, a preocupação de Luís Silva deve-se ao facto de, “ao contrário do que acontece no Canadá, onde o assunto está diariamente na agenda, nos Açores e em Portugal em geral ninguém lhe dá atenção, salvo honrosas exceções. Aliás, o CETA só foi notícia com algum impacto nos Açores quando o Embaixador do Canadá falou do assunto.”

“Não é com um evento partidário desgarrado ou uma declaração descontextualizada que se trata deste assunto fundamental para a economia açoriana e europeia e a prova de como o futuro das nossas empresas não está a ser salvaguardado está no facto de poucos terem ouvido falar do CETA e, muito menos, saberem o que está em causa”, acrescenta o presidente da AEA.

O CETA é um acordo de livre comércio entre o Canadá e a EU que fomentará as trocas comerciais através da eliminação quase total das barreiras aduaneiras e abre portas ao intercâmbio de empresas prestadoras de serviços.

“Não podemos pensar no CETA como um acordo para escoar o queijo de São Jorge”, afirma Luís Silva. “É muito mais do que isso e, se for devidamente aproveitado, terá um impacto positivo extraordinário, sobretudo numa economia de pequena dimensão, como é a dos Açores.”
Mas, alerta Luís Silva, “se não fizermos o trabalho de casa e continuarmos a assobiar para o lado, os açorianos podem estar a perder uma oportunidade única de valorização e exportação dos seus produtos. O CETA será muito bom para quem se esforçar para o aproveitar”, conclui o presidente da AEA.

DL/AEA

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