Avô porque choras?
Choro pela vida que vivi,
Por tantas coisas que perdi
Mas se pudesse voltar atrás,
Não esqueceria jamais
Tudo aquilo que esqueci.
As lágrimas de um velhinho
Muito fraco, já cansado
Tão triste e amargurado,
Percorrendo seu caminho,
Agora velho e abandonado
Sem família e sem carinho.
Avô, avô tens me a mim!
Jamais te deixarei,
És o avô que Deus me deu
Tens aqui o teu netinho,
Ajudar-te-ei no caminho
Eu sou grande amigo teu.
Tua filha minha mãe
Que Deus para o céu levou,
Mas teu neto aqui ficou,
Para te dar amor mesmo sozinho
E te ajudar no caminho
Que Deus para o avô preparou.
Poema da autoria de João Silvério Sousa
(Poema na edição impressa de março de 2015)
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