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Sindicato alerta para “colapso iminente” na PSP dos Açores

© D.R.
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O Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) mostrou-se preocupado com que prevê vir a ser o “colapso iminente” da PSP nos Açores. Em comunicado, o SIAP alertou para o facto da falta de agentes poder levar ao encerramento de esquadras, com Furnas e Maia à cabeça das que poderão fechar a breve trecho.

O sindicato, em comunicado, deixou críticas à “gestão dos recursos humanos da PSP nos Açores”, relembrando o “encerramento de messes e a extinção da esquadra de trânsito de Ponta Delgada, sem qualquer reforço dos meios operacionais”.

De acordo com o presidente do sindicato, Bruno Domingues, a tutela “insiste no discurso do encerramento de esquadras, ignorando deliberadamente que, nos Açores, os efetivos já trabalham no mínimo dos mínimos, com apenas um polícia de serviço por área de esquadra”.

Face a este cenário, o SIAP fala em “colapso iminente” e acusa os governos da Repúblico e dos Açores de “negligência geográfica” e para um ambiente de “autêntica roleta russa com a integridade física de quem protege e de quem precisa ser protegido”.

O SIAP realçou que a situação nos Açores é “agravada pela insularidade e pelo isolamento geográfico”, relembrando que “o apoio operacional mais próximo dista, muitas vezes, vinte a trinta minutos de viagem”.

Deixou ainda uma crítica à postura do governo regional, acusando o executivo de “desinteresse” na matéria, revelando que a audiência solicitada ao presidente do governo regional em março passado, José Manuel Bolieiro, continua por agendar.

“O governo regional, bem como todas as forças políticas com assento parlamentar nos Açores, têm o dever e a obrigação constitucional de zelar pela segurança dos açorianos, cessando imediatamente esta postura de demissão de funções”, defendeu o SIAP, relembrando que “o anunciado reforço de cerca de setenta agentes para a região nunca chegou a pisar o arquipélago”.

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