O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) estranha a posição do Governo Regional dos Açores ao solicitar explicações do Ministro Pires de Lima, sobre o abandono dos voos efectuados pela TAP para a ilha do Faial e do Pico.
Em comunicado, considera o sindicato “ainda mais insólito a iniciativa do Secretário Regional do Turismo e dos Transportes pelo insistente ataque à SATA Internacional, que em tudo prejudicam os Açorianos, não acautelando as obrigações do serviço público que uma companhia aérea deve ter”.
O sindicato diz não compreender a reacção do Governo dos Açores ao solicitar esclarecimentos do Governo da República sobre as opções feitas por outra empresa nacional no que se refere a estes dois destinos nas ilhas açorianas, quando “claramente urge preparar condições para que a SATA Internacional realize a sua operação convenientemente e assegure o serviço público a todos os Açorianos”.
No comunicado, que o Jornal Diário da Lagoa teve acesso, é destacada “a falta de apoio demonstrado pelo Secretário Regional sobre este assunto, assente na constante ingerência que têm condicionado as opções estratégicas, teve e tem profundas consequências na tesouraria da SATA. Relembramos o encerramento da lucrativa base da Madeira, a partir de onde a SATA explorava rotas rentáveis, responsáveis pelo desenvolvimento, projecção e nome da empresa, também prejudicaram os Açorianos e os empresários que pretendiam realizar negócio dos Açores para o mundo”.
O sindicato refere que continuará a questionar o Governo dos Açores “pelo não cumprimento das suas obrigações, por uma vontade teimosa e alheia a todos os Açorianos que permite a destruição de uma empresa que sempre cumpriu com a sua vocação em servir os Açores e os Açorianos, pela ousadia e arrojo em exigir aos outros, e falamos abertamente da TAP, o que não exige a si próprio”.
O SNPVAC diz estranhar ainda que o Governo dos Açores venha dar razão ao que sempre este sindicato afirmou sobre o caderno de encargos da privatização da companhia aérea nacional, onde não está prevista a continuidade do serviço público e que o Governo da República carece de legitimidade nesta decisão, por força de se tratar de um negócio ruinoso para o país.
DL/SNPVAC
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