Música clássica pode não ser a programação que a audiência pensa quando vem ao Fringe, o festival internacional de artes. Música clássica apresentada por uma orquestra de jovens da ilha do Pico já é Fringe.
Liderada pelos maestros Márcio Costa e Pedro Sobral, a Orquestra do Centro de Formação Artística da Madalena encerrou a programação da terceira edição do Azores Fringe Festival esta terça-feira. No Átrio da Câmara Municipal da Madalena, a turma de jovens músicos e seus professores apresentaram um repertório clássico que incluiu J.S. Bach e Jean Sibelius. “Projetos como esta orquestra necessitam de ser alimentados e incentivados para continuar a providenciar jovens uma plataforma de expressão e incentivo à criatividade,” diz Terry Costa, o diretor artístico da MiratecArts, entidade organizadora do Fringe. “Programas para as crianças e jovens no mundo das artes necessitam de mais apoios e não cortes, como acontece no sistema educativo.”
O Azores Fringe Festival encerrou em alta com esta apresentação na ilha do Pico. A terceira edição conseguiu ultrapassar todos os recordes com a participação de mais de 300 talentos que inclui artistas de todas as 9 ilhas dos Açores, assim como arte e artistas de 36 países. Uma audiência de mais de 5 mil espetadores, nos mais variados programas apresentados, ultrapassou o esperado para a programação cultural artística, não incluindo visitas às exposições. Mais de setenta por cento da programação aconteceu no epicentro do festival na vila da Madalena.
Este ano, programas artísticos foram criados especificamente para jardins de infância e creches. Terry Costa pretende incentivar artistas para que no futuro desenvolvam mais programas para todas as idades e assim durante o Fringe possam ser apresentados.
O Azores Fringe é programado pelas propostas apresentadas pelos artistas. A ficha oficial está disponível no site www.azoresfringe.com e propostas são aceites até 1 de janeiro para o próximo festival a acontecer no mês de Junho. Azores Fringe Festival faz parte da rede internacional do movimento Fringe, que inclui cerca de 300 festivais no mundo desde o festival mãe em Edimburgo que estreou em 1947.
DL/MiratecArts
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